da Redação DiárioZonaNorte ===

< Editorial > === Algum morador da Zona Norte de São Paulo ouviu dizer em  alguma reportagem na televisão, ou até em rádio ou nas mídias sociais, que os bairros do Jardins registraram casos de “escorpiões”? Ou que os moradores dos chamados “bairros nobres” (ou os seus funcionários) descartam lixo em suas calçadas? Não se vê nestes lugares sofás, entulho, armários, guarda-roupas, televisores e outros trecos velhos jogados nas esquinas. Também são raras as enchentes nestes bairros.

Pois é, a verdade sempre tem dois lados. E a culpa de algumas ações e atitudes são geradas pelos próprios moradores. Claro que a gestão municipal tem também sua responsabilidade e precisa encarar ações de zeladoria como estratégicas para a política pública de saúde e assim, dar condições de vida para os moradores. Mas tudo deve ser compartilhado e cobrado dos dois lados.

No ano de 2018, a redação do DiárioZonaNorte bateu um recorde no recebimento de reclamações de leitores sobre a proliferação de “escorpiões” em várias áreas, principalmente nas regiões de Vila Maria, Vila Guilherme e Vila Medeiros. Registramos também reclamações de outros bairros da Zona Norte (como a Vila Constança, o Jova Rural e o Tremembé) e até da  Zona Leste.  A situação se repetiu em 2019.

Mas friamente, analisando os dois últimos anos, vamos notar que os mesmos locais onde houve o registro de escorpiões são os  locais que tiveram inúmeras reclamações de lixo descartado irregularmente – os chamados pontos viciados.

Por outro lado, na Vila Maria – e seus bairros agregados – a Amlurb – Autoridade Municipal de Limpeza Urbana alterou (sem consulta e pesquisa juntos aos moradores) os dias e horários da coleta do lixo.  Houve muitas reclamações e criou-se um impasse: a Amlurb não cedeu e os moradores não se adaptaram a mudança de um  hábito de muitos e muitos anos de coleta. Com essa mudança, virou o caos na região. Os mais diversos resíduos residenciais ficaram jogados nas calçadas, com mau cheiro, até o recolhimento pelo serviço de limpeza contratado pela Prefeitura de São Paulo.

Como lembra um velho morador Beto Freire, um observador diário do que acontece na região, “estamos indo ao trabalho ou levando os filhos na escola simplesmente desviamos de sacos de lixo,  móveis descartados com direito a buracos e poças d’água putrefatas. No Distrito das Vilas Maria/Guilherme/Medeiros o contribuinte recebe o tratamento de resmungão ao invés de cliente, assim o que lhe é servido pelo poder público não é considerado serviço, faz-se como favor…”

Com o acumulo de lixo podre, aparecem as moscas, ratazanas e as baratas! E qual é o alimento do “escorpião”? Claro, todos sabem: a barata. Desta forma, os escorpiões estão no cotidiano dos moradores, com relatos e fotos recentes mostrando o que está acontecendo. Consequentemente, as reproduções de “escorpiões” são bem maiores.  O escorpião não responde a venenos, então é praticamente impossível. os domésticos que possam resolver o combate essa infestação de animais peçonhentos.

Olhando com frieza e bom senso, a população tem por obrigação realizar o descarte de lixo em lugares apropriados (no caso, os ecopontos) ou solicitar  oficialmente o serviço à Subprefeitura, por meio do telefone 156 e esta tem a obrigação de atender rapidamente os pedidos. Por outro lado, a Subprefeitura deveria incentivar e flexibilizar  o esquema do “Cata-Bagulho”, que não tem um serviço mais ativo e móvel para atendimento à população, ficando em um esquema rígido aos sábados e com roteiros repetitivos.

Cabe também à Subprefeitura (no caso específico das Vilas Maria, Guilherme e Medeiros) se posicionar como intermediário entre a população e a Amlurb e promover de alguma forma um diálogo sobre o problema.  E ao ter mais comunicação com os moradores, muitos problemas podem ser resolvidos em comum acordo. Com as escolas municipais (e até estaduais) da região levar mais instruções para educação de alunos e suas famílias. Além de instruções, a divulgação de panfletos e banners com explicações sobre o lixo, o descarte correto e o que podemos eliminar de moscas, escorpiões e até a dengue. E mais: os bueiros entupidos com o lixo levado nas enchentes. A contribuição tem que ser levado mais a sério, dos dois lados, do munícipe e do poder público.

Convidamos você, leitor, a refletir: quem é  o culpado?

Quanto aos escorpiões, o DiárioZonaNorte já produziu reportagens a respeito, que podem ser conferidas nos links abaixo:

IBCC Institucional

2 COMENTÁRIOS

  1. Senhor Maurício, boa tarde!
    No concernente aos escorpiões e baratas,(faltaram as ratazanas) tenho a informar que não só moradores de classe baixa contribui com a proliferação do lixo e entupimento dos boeiros que alimentam ditos bichos peçonhentos.
    Todos aqui na vila Guilherme conhece o gigantesco Frigorífico Daniela, que tem seus estabelecimentos localizados na Rua Marroio e Antônio Pontes.
    Pois bem, o Senhor Arlindo, é pessoa extremamente educada, mas não se preocupa com os gigantescos sacos plástico , papelões e até entulhos que obstruiem a boca de lobo que fica bem em frente ao estabelecimento.
    Como não bastasse, sangue dos animais que foram recebidos já abatidos, escorrem pela calçada ,onde aglomeram moscas e enormes varejeiras, obrigando os transeuntes a desviarem para o leito carroçável.
    Promover demandas junto ao Conseg, inapropriado.
    Como crer qdo reclamamos que uma rua não possui calçada e o representante compareceu , de volta na reunião e alega”que compareceu pessoalmente e constatou que há calçada na rua”
    O descrédito, da minha parte, é gigantesca.
    Aqui falo de um peixe grande dentre os empresários da Vila Guilherme.
    Teria a fiscalização coragem para adotar providências contras as irregularidades aqui expostas?
    Deixará o Subprefeito que seu ínfimo corpo de agentes vistores adotem as providências necessárias?
    Creio, que qdo denunciamos, fazemos o papel do agente Vistor e ao órgão público só resta aplicar a legislação pertinente.

  2. bom dia o problema realmente e o povo embora a prefeitura não esta dando a minima para reclamações.
    O ser humano e muito porco e não esta nem ai . Na rua em que moro e decadente tem uma lixeira do outro lado da rua que foi dono de uns apartamentos que colocou na calçada do outro lado pessoas colocam o lixo dois dias antes do lixeiro passar vem moradores de outras ruas colocar o lixo ali.
    Pessoas trazem seus cachorros para fazer suas necessidades nas calçadas e não recolhem, já discuti muito com as pessoas que fazem isso mas não vale de nada. Minha prima Sandra toda a semana ela limpa a caçada do outro lado, os varredores não passam , essa calçada do outro lado não tem casas e um quarterão inteiro de muros alto e nos que moramos enfrente sofremos as consequências.

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