Início Cultura Centro Cultural Fiesp apresenta exposição “João Carlos Martins: 80 anos de música”

Centro Cultural Fiesp apresenta exposição “João Carlos Martins: 80 anos de música”

Tempo de Leitura: 4 minutos

  • A exposição inédita traz detalhes da presença permanente da música na vida do maestro
  • O público pode conferir tudo até 26 de setembro, com entrada gratuita

No mês em que o regente da Bachiana Filarmônica Sesi-SP comemorou seus 81 anos, o Centro Cultural Fiesp abriu a exposição inédita “João Carlos Martins: 80 Anos de Música”.

A mostra, que vai além da história de vida do renomado maestro, convida o público a conhecer mais de perto a influência da música em sua trajetória em quase mil metros quadrados de espaço expositivo até 26 de setembro, de 4ª feira a domingo, das 13 às 20 horas. A entrada é gratuita, mas é necessário realizar agendamento prévio pelo sistema do Sesi: clique aqui

O curador e diretor artístico da mostra, Jorge Takla,  observa que a grande surpresa foi descobrir uma quantidade extraordinária de material no exterior sobre a carreira internacional do maestro. “Infindáveis críticas elogiosíssimas, artigos, comentários sobre o artista, considerado um dos maiores pianistas do mundo no século 20. Uma história pouco conhecida no Brasil de João, o Maestro do Povo”, conta.

“Mas como passar essa trajetória a um público o mais amplo possível? Como contar essa história? Como expor uma obra que não é pictórica?”, se perguntou Jorge Takla. “A música teria que estar presente, sempre. Afinal, ela estava presente na vida de João Carlos Martins desde seu nascimento. E o João talvez seja hoje o único artista e cidadão brasileiro que dedique seu tempo integral à música, à arte, à formação de novos artistas e às apresentações gratuitas para o povo”, afirma.

Por dentro da exposição

Já Álvaro Razuk, que assina o projeto de arquitetura da exposição, explica que “o personagem João Carlos Martins é síntese de múltiplas leituras: o pianista, o regente, o homem público. Esta diversidade foi o que nos orientou para conseguir a solução arquitetônica que respondesse a estas diversas questões”.

Logo na entrada da Galeria de Arte do Centro Cultural Fiesp, o som de uma orquestra afinando seus instrumentos prepara o público para a imersão. A partir daí, inúmeras fotos, vídeos, textos, publicações, reportagens, filmes e documentários, além de objetos que marcam sua vida e carreira, estão divididos em duas fases dentro do espaço expositivo: a primeira delas, o Pianista – com corredores musicais e pictóricos, que conduzem a uma viagem entre os anos 1940 e 2003 –, e a segunda, o Maestro – onde o público terá contato com a determinação de um homem que optou pela vida e pela música.

Holografia

Em um dos destaques da mostra, a Sala do Piano, uma holografia do pianista João Carlos Martins conversa com o público e toca músicas que foram memoráveis em sua carreira. Já na Sala da Orquestra, os visitantes poderão reger uma sinfônica como maestro, em uma brincadeira interativa.

Em outras cinco mini salas de projeção, e nos corredores da Galeria, serão exibidos vídeos curtos, com passagens de suas apresentações, depoimentos de Martins e de várias celebridades, além de filmes, entrevistas nacionais e internacionais que documentam histórias e memórias de seus 80 anos de música.

O perfil do maestro

João Carlos Martins ocupa um lugar ímpar no cenário musical brasileiro, tendo sido considerado um dos maiores intérpretes de Bach do século XX pela crítica internacional, tendo gravado a obra completa do compositor para teclado. Iniciou seus estudos de piano aos 8 anos, aos 13 iniciou a sua carreira no Brasil e aos 18 no exterior.

Seus concertos no Carnegie Hall, após a sua estreia aos 21 anos, em apresentação patrocinada por Eleanor Roosevelt, sempre tiveram lotação esgotada. Suas gravações estiveram muitas vezes entre as mais vendidas e jornais como The New York Times, Washington Post e Los Angeles Times sempre dedicaram reportagens entusiasmadas à sua personalidade artística.

Martins abandonou definitivamente os palcos como pianista em 2002 por problemas físicos e, após iniciar os seus estudos de regência, apresentou-se com sucesso em Londres, Paris e Bruxelas como regente convidado, imprimindo em suas interpretações a mesma dinâmica que o fez quando pianista. Atualmente, construiu uma sólida carreira na regência da Bachiana Filarmônica Sesi-SP, a primeira orquestra brasileira a se apresentar, em janeiro de 2007, no Carnegie Hall, feito repetido em 2008.

Ficha Técnica

Curadoria e Direção Artística: Jorge Takla |  Co-Curadoria: Paulo Humberto de Almeida | Produção e Idealização: Fundação Bachiana | Produção Geral: Lab Cultural | Maré Produções | Direção de Produção: Carlos Eduardo de Assumpção Martins e José Toro | Assistente de Direção Artística e Curadoria: Ronaldo Zero | Arquitetura: Álvaro Razuk – equipe: Daniel Winnik, Ligia Zilbersztejn e Thais Jardim | Iluminação: Fernanda Carvalho Lighting Design – equipe: Luana Alves, Helena Caixeta e Emilia Ramos | Projeto Multimídia e Interatividade samambaia.digital | Desenvolvimento Técnico Sérgio Santos | Projeto dos sistemas de Áudio Eng. José Dionísio de A. Neto | Design Gráfico e Comunicação Visual: Ludovico Desenho Gráfico; Paulo Humberto de Almeida e Helio Fukuda | Produção Executiva: Noêmia Duarte | Coordenação de Produção: Cassia Rossini | Produção Comunicação Visual: Carol Ribas | Produção Conteúdo: Audiovisual InterFace Filmes | Pesquisa: Eloá Chouzal | Assistente de Pesquisa: Flora Roaunet | Redação e edição de texto: Gabriela Longman | Tradução: Christopher Mack | Revisão: Bilíngue Regina Stoklen e Cristina Fino.


Assista ao vídeo de apresentação:

 


Serviço:
Exposição João Carlos Martins – 80 Anos de Música

<Com apoio de informações/fonte: Assessoria de Impensa Seis-Senac SP >>

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