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Anhembi terá área de lazer com piscina para surf, quadra, pistas de skate e caminhada

da Redação DiárioZonaNorte

O Polo Cultural e Esportivo Grande Otelo, conhecido como Sambódromo do Anhembi,  localizado na Zona Norte da cidade de São Paulo, vai se transformar em um complexo de lazer a partir do final de outubro de 2020  e será aberto seguindo os mesmos protocolos sanitárias de prevenção ao novo coronavírus dos parques.

O anúncio foi feito pelo prefeito Bruno Covas, candidato à reeleição pelo PSDB, durante visita ao espaço na manhã da última 2a. feira (28set2020).

Custo Zero

De acordo com informações da  SPTuris, a  obra para adaptar os 100 mil metros quadrados do Sambódromo para um espaço multiuso  já foi iniciada.  Serão investidos R$ 350 mil, com custo zero para a Prefeitura e arcadas por parceiros privados, por meio de doações. A manutenção do espaço será de responsabilidade do  ganhador da concessão do Anhembi. 

Atrações do Espaço

Os 530 metros da “passarela do samba” – pista onde desfilam as escolas de samba – se tornará uma área de caminhada. Já no meio da passarela serão demarcadas áreas para os esportes com rede e cesta, como vôlei e basquete.  O contorno do Sambódromo será uma ciclofaixa com dois  quilômetros de extensão.

O setor A vai abrigar piscina de surfe (em teoria com ondas artificiais) e uma  quadra de futevôlei.

No setor J, em parceria com a Liga das Escolas de Samba, será criada uma galeria em homenagem ao Carnaval de São Paulo,  com uma exposição de fotos de desfiles que aconteceram no Sambódromo do Anhembi.

No local também haverá um QRCode, que direcionará os visitantes, por meio de seus smartphones, à página na internet que contará toda a história do local.

O setor B terá foodtrucks e uma área para pets. A Prefeitura pretende sugerir ao ganhador da concorrência do Complexo do Anhembi, a implantação de equipamentos de ginástica e a disponibilização de um espaço para brinquedos infláveis ou roda-gigante, por exemplo.

No outro extremo do sambódromo, na Arena Anhembi – também chamada de Área de Concentração durante o Carnaval, o asfalto liso será utilizado por esportes com rodinhas, como skate, patins e patinete.  São cerca de 30 mil metros quadrados somente nesse espaço.

Anhembi quero dormir 

O novo espaço de lazer da cidade poderá ser ser utilizado durante os sete dias da semana.  Com a criação do novo espaço, o local – na teoria – deixará de abrigar shows e baladas, que iam madrugada a dentro e  atormentaram moradores do entorno de três quilômetros da então chamada Arena Anhembi Veja aqui.

Novela  da Concessão

Projetado pelo  arquiteto Oscar Niemeyer, é um dos maiores espaços para grandes eventos ao ar livre da cidade de São Paulo e foi oferecido  a iniciativa privada.

Em agosto de 2019, após o Tribunal de Contas do MunicípioTCM estabelecer o lance mínimo de R$ 1,45 bilhão para a privatização do Complexo do Anhembi,  a concorrência internacional não atraiu nenhum interessado.

Agora, em vez de vender a área de 400 mil metros quadrados, uma das promessas de campanha do ex-prefeito João Doria, a Prefeitura l alterou o modelo de negócios e optou por conceder a gestão do equipamento.  O edital foi publicado no Diário Oficial da Cidade de São Paulo em 22 de setembro de 2020 – veja aqui a íntegra do Processo SEI  Nº 7210.2020/0000956-3

Exigências do Edital

Entre as exigências previstas no documento estão a revitalização e modernização do complexo Anhembi, incluindo requalificação do Pavilhão de Exposições, com instalação de ar condicionado, assim como reformas e melhorias no Polo Cultural e Esportivo Grande Otelo (Sambódromo) e no Palácio das Convenções,  além da gestão da área de lazer anunciada nesta segunda.

No plano de negócios referencial, estimou-se investimentos na ordem de R$ 620 milhões durante o período os 30 anos de  vigência da concessão, dos quais R$ 141 milhões para as requalificações obrigatórias, R$ 241 milhões em empreendimentos associados, além de reinvestimentos.

De acordo com o edital,  o  lance mínimo estipulado é de R$ 53,7 milhões. O ganhador da concessão ainda terá que pagar 12,5% da receita operacional bruta para a o município, não podendo ser menos que R$ 10 milhões anualmente.  Após os 30 anos de vigência, todos os ativos retornam para a SPTuris, sem ter onerado recursos públicos.

O Sambódromo precisa ter 75 dias de utilização preferencial garantidos para a Prefeitura de São Paulo, como o período de realização do Carnaval e eventos religiosos.

Nesse processo, caso se concretize a futura concessão, a SPTuris passaria a fiscal do contrato de concessão, além de manter as demais atribuições como produção de eventos da cidade e apoio às políticas públicas de turismo.