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Médicos de postos municipais de saúde decidem por greve

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da Redação DiárioZonaNorte
  • Médicos que atuam nos postos municipais de saúde (UBSs) decidem por paralisação
  • Risco de greve ocorre em meio ao aumento de casos de Covid-19 e Influenza
  • Profissionais reivindicam melhores condições de trabalho e reforço de pessoal

O Sindicato dos Médicos de São Paulo – SIMESP, realizou assembléia na noite desta 5ª feira (13/01/2022) onde médicos da Atenção Primária à Saúde (APS) que atuam em Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município de São Paulo definiram  a paralisação da categoria, na próxima 4ª feira (19/01/2022).

O risco de paralisação acontece após dois anos de sobrecarga de trabalho dos profissionais de saúde e  em meio ao aumento de casos de Covid-19 e Influenza, na cidade de São Paulo.

Outras categorias da saúde, que também atuam nos postos municipais de saúde  avaliam a adesão ao movimento, junto aos seus Sindicatos.

Reivindicações

Com quase 150 presentes, as médicas e os médicos das APS deliberaram na assembleia as principais reivindicações:

  • a contratação imediata de mais equipes para o atendimento de síndromes gripais;
  • a garantia de condições mínimas de trabalho;
  • a desobrigação do comparecimento em fins de semana e feriados; e
  • a retomada dos espaços de discussão entre o Sindicato e a Prefeitura
Tentativa de negociação

Nas últimas semanas, os médicos estiveram mobilizados, participando de assembleias, tentando dialogar com o poder público e com as Organizações Sociais de Saúde (OSS) gestoras, visitando unidades de saúde severamente desfalcadas e divulgando um posicionamento unificado com os demais profissionais da saúde que também tem sofrido com intensificação da sobrecarga, retirada de direitos e exploração nos últimos dois anos.

Os profissionais solicitam à Prefeitura de São Paulo e à Secretaria Municipal de Saúde uma reunião com o Simesp, uma resposta para reestruturação das equipes desfalcadas e um plano de reposição dos profissionais afastados, com prazo até 17 de janeiro. Deste modo, poderão reavaliar a manutenção da paralisação no dia 19.

<com apoio de informações: Imprensa SIMESP>

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