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quinta-feira, 20 janeiro, 2022
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Mãe dá à luz a quintúplos na Maternidade Vila Nova Cachoeirinha, na Zona Norte

Hospital Vila Nova Cachoeirinha
Tempo de Leitura: 3 minutos
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  • Unidade é referência nacional em saúde da mulher e do recém-nascido
  • As internações são gratuitas pelo Sistema Único de Saúde (SUS)
O Hospital Maternidade-Escola Vila Nova Cachoeirinha Dr. Mário de Moraes Altenfelder Silva, na Zona Norte, foi palco da chegada ao mundo, nesta 2ª feira  (10/01/2021), dos quíntuplos Madalena, Isabel, Helena, Enrico e Ravi, após 29 semanas de gestação.

Os bebês, filhos de Yanike Piera de Cassia dos Santos, 28 anos, foram assistidos durante o parto pelo médico Enoch Quindere, do HM Vila Nova Cachoeirinha. Mãe e bebês passam bem e seguem internados na unidade.

O pré-natal foi feito pela médica Eliana Morita, da rede privada de saúde. “Gestações de múltiplos são, na maioria, de prematuros e trazem riscos associados, como diabetes para a mãe e de perda dos bebês”, explica Enoch Quinderé de Sá Barreto.

Maternidade Vila Nova Cachoeirinha

Referência Nacional em Saúde da Mulher e do Recém-Nascido

O HM Maternidade-Escola é referência nacional em saúde da mulher e do recém-nascido e realiza, em média, 600 partos por mês. Amplamente conhecido pelos protocolos já estabelecidos baseados nas melhores evidências científicas, pela formação de residentes em ginecologia, obstetrícia e neonatologia e pela excelência do seu quadro de profissionais e da assistência que presta à população, o local atende a uma grande parcela de casos de alto risco envolvendo gestantes.

O parto

A gravidez de Yanike vinha sendo monitorada na unidade até que neste fim de semana a equipe médica decidiu pela cirurgia cesariana eletiva, por indicação fetal, isto é, resultados do monitoramento dos bebês.

“O Hospital Municipal Vila Nova Cachoeirinha tem expertise no atendimento de gestação de risco e essa experiência, alinhada com o comprometimento de nossos profissionais, faz a diferença”, ressalta Barreto.

Maternidade Vila Nova Cachoeirinha

O nascimento dos cinco bebês exigiu grande mobilização de recursos da unidade hospitalar. Para cada bebê, foram disponibilizados três profissionais, além de acompanhamento em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal.

A equipe completa contou com mais de vinte profissionais e foram tomadas medidas preventivas, como a internação precoce da gestante. O parto foi transmitido no anfiteatro para profissionais e estudantes da unidade.

Parto humanizado

A humanização no atendimento hospitalar é hoje uma política pública e na capital está presente nos diversos níveis da área da saúde, abrangendo todas as especialidades e envolvidos no contexto hospitalar, como enfermeiros, psicólogos, médicos, gestores e trabalhadores da área de saúde, além do próprio paciente e seus familiares.

Maternidade Vila Nova Cachoeirinha

A mãe estava internada na Maternidade Vila Nova Cachoeirinha desde o final de 2021 e vinha sendo acompanhada na Casa da Gestante, espaço especial para as gestantes ficarem sob supervisão de profissionais.

Trata-se de uma estrutura física que busca reproduzir o espaço da própria casa da grávida, para dar tranquilidade para que ela possa fazer o controle de sua saúde de forma um pouco mais confortável.

A Secretaria Municipal da Saúde oferece ainda a Casa da Gestante de Alto Risco, que inclui espaço para exame, enfermarias e equipe multiprofissional, formada por enfermeiras, nutricionistas e fisioterapeutas, por exemplo.

Cirurgia intrauterina

Em junho de 2021, a Maternidade Vila Nova Cachoeirinha também abrigou a primeira cirurgia intrauterina de alta complexidade do Sistema único de Saúde (SUS) da capital.

O procedimento foi feito em um bebê diagnosticado com mielomeningocele, uma disrafia espinhal que afeta o fechamento da coluna. O problema foi descoberto durante uma consulta pré-natal na Unidade Básica de Saúde (UBS) próxima à casa da mãe.

Maternidade Vila Nova Cachoeirinha

A cirurgia durou cerca de três horas e foi conduzida pelos obstetras especialistas em medicina fetal Enoch Quinderé de Sá Barreto e Clarice Hideko Yamaguchi. Por meio de um orifício no útero da mãe, os cirurgiões operaram o feto para a correção da mielomeningocele, da mesma forma como o procedimento é feito em recém-nascidos.

Nos bebês que nascem com essa condição, as raízes nervosas ficam alteradas e presas à pele e aos ossos da coluna, prejudicando a inervação dos membros inferiores, intestinos e vias urinárias.

Além disso, ocorre uma herniação de parte do cérebro (tronco cerebral) para o canal da medula, o que leva à hidrocefalia (acúmulo de líquido no cérebro). <<Com apoio de informações/fonte e fotos: Secom/PMSP e Secretaria Especial da Saúde>>


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