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Estações Brasilândia e Itaberaba-Hospital Vila Penteado tiveram a entrega adiada. Governo de São Paulo trabalha com a previsão de inauguração até o fim de 2026.
O Governo do Estado de São Paulo adiou a entrega das estações Brasilândia e Itaberaba-Hospital Vila Penteado, da Linha 6-Laranja do Metrô. Segundo informações publicadas pelo jornal O Estado de S. Paulo, a expectativa é que as duas estações sejam inauguradas até dezembro de 2026. A conclusão integral da linha, está prevista para o final de 2027.
Período eleitoral
A Linha 6-Laranja começou a operar parcialmente em junho de 2026, com seis estações: João Paulo I, Freguesia do Ó, Santa Marina, Água Branca, Sesc-Pompeia e Perdizes.
A abertura ocorreu durante o período permitido pela legislação eleitoral para a participação do governador Tarcísio de Freitas, então candidato à reeleição, em inaugurações de obras públicas.
Atualmente, a linha funciona em operação assistida, de segunda a sexta-feira, das 10h às 15h, exceto feriados. Nesse período, o sistema passa por acompanhamento operacional antes da ampliação definitiva do atendimento.
Viagem da Brasilândia ao centro poderá cair para 23 minutos
Com a conclusão de todo o percurso, a Linha 6-Laranja ligará a Brasilândia à estação São Joaquim, na região central de São Paulo.
A previsão é que a viagem entre os dois pontos dure aproximadamente 23 minutos. Atualmente, o mesmo trajeto pode levar cerca de uma hora e meia de ônibus, dependendo das condições do trânsito.
A redução do tempo de deslocamento é um dos principais benefícios esperados para os moradores da Zona Norte, especialmente para quem utiliza o transporte público diariamente para trabalhar ou estudar em outras regiões da capital.
Quando estiver integralmente em funcionamento, a linha deverá transportar mais de 633 mil passageiros por dia.
Linha 6-Laranja terá 15 estações e integração com outras linhas
O projeto prevê aproximadamente 15 quilômetros de extensão e 15 estações, passando por bairros da Zona Norte, Zona Oeste e região central da cidade.
O traçado completo inclui Brasilândia, Vila Cardoso, Itaberaba-Hospital Vila Penteado, João Paulo I, Freguesia do Ó, Santa Marina, Água Branca, Pompeia, Perdizes, Cardoso de Almeida, Pacaembu, Higienópolis-Mackenzie, 14 Bis, Bela Vista e São Joaquim.
A Linha 6-Laranja também permitirá conexões com a Linha 1-Azul do Metrô, a Linha 4-Amarela, operada pela ViaQuatro, e as linhas 7-Rubi e 8-Diamante do sistema ferroviário metropolitano.
Essas integrações deverão ampliar as alternativas de deslocamento para passageiros que precisam acessar outras regiões de São Paulo.
Obras começaram em 2015 e ficaram paralisadas por quatro anos
A construção da Linha 6-Laranja começou em janeiro de 2015, após a assinatura do contrato de concessão patrocinada entre o Governo do Estado de São Paulo e o consórcio Move São Paulo, em 18 de dezembro de 2013.
Em 2 de setembro de 2016, o consórcio comunicou a paralisação integral das obras civis. A concessionária alegou dificuldades para obter financiamento junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em um contexto de investigações da Operação Lava Jato envolvendo empreiteiras que integravam o grupo.
O governo estadual iniciou o processo de caducidade da concessão, mecanismo que permite encerrar um contrato por descumprimento das obrigações estabelecidas.
Durante as negociações para a transferência do empreendimento, os prazos desse processo foram prorrogados até julho de 2020. A medida permitiu a continuidade das tratativas sem a necessidade de realizar uma nova licitação.
Enquanto a transferência era negociada, a Move São Paulo permaneceu responsável pela conservação dos canteiros de obras e pela segurança dos imóveis vinculados à concessão. A retomada ocorreu em 2020, após a entrada do grupo espanhol Acciona no empreendimento, dando origem a Concessionária Linha Uni.
Contrato de R$ 19 bilhões prevê construção e operação da linha
A Linha 6-Laranja é desenvolvida por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP), com contrato estimado em R$ 19 bilhões e prazo de 25 anos.
O modelo reúne, em uma mesma concessão, a implantação da infraestrutura e a prestação dos serviços de transporte, incluindo operação, conservação e manutenção.
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