ETE Parque Novo Mundo
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           Obras devem elevar a capacidade da estação de 2,5 mil para 6,2 mil litros por                           segundo até o primeiro trimestre de 2027, beneficiando cerca de                         3 milhões de pessoas em São Paulo e Guarulhos

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A Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Parque Novo Mundo, na Zona Norte de São Paulo, passa por uma ampliação que receberá investimento de aproximadamente R$ 1 bilhão da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). A obra deverá aumentar a capacidade de tratamento de 2,5 mil para 6,2 mil litros de esgoto por segundo, com previsão de conclusão dessa etapa no primeiro trimestre de 2027.

Atualmente, a unidade atende cerca de 2 milhões de pessoas na capital paulista e em Guarulhos. Com a ampliação, a expectativa é alcançar aproximadamente 3 milhões de moradores, aumentando a quantidade de esgoto tratado antes de seu retorno ao meio ambiente.

A intervenção integra o programa Integra Tietê, que reúne projetos de saneamento, recuperação ambiental e desassoreamento voltados à melhoria das condições do rio Tietê e de seus afluentes.

Ampliação deve aumentar em quase 150% a capacidade da estação

O projeto inclui a construção de novos tanques de tratamento, a modernização dos decantadores e melhorias na Estação Elevatória de Esgoto (EEE), responsável por movimentar o esgoto dentro do sistema.

Com as intervenções, a capacidade operacional deverá passar dos atuais 2,5 metros cúbicos por segundo (m³/s) para 6,2 m³/s, um aumento de aproximadamente 148%.

A expansão deverá beneficiar moradores de diferentes regiões da capital e de Guarulhos. Entre os bairros citados estão Água Rasa, Artur Alvim, Barrocada, Belém e Belenzinho, em São Paulo, além de Bela Vista, Bom Clima, Cabuçu, Centro, Cocaia, Fátima, Gopoúva e Itapegica, em Guarulhos.

A ampliação da infraestrutura permitirá tratar um volume maior de esgoto e contribuirá para reduzir o lançamento de poluentes nos cursos d’água que integram a bacia do Tietê.

Tecnologia permite realizar diferentes etapas do tratamento em um único tanque

A ETE Parque Novo Mundo será a primeira unidade da Sabesp a utilizar a tecnologia Nereda, baseada em biomassa granular aeróbia.

O processo emprega microrganismos organizados em grânulos para remover matéria orgânica, nitrogênio e fósforo do esgoto em um único tanque, reunindo etapas que, em sistemas convencionais, podem exigir estruturas separadas.

Segundo as informações do projeto, a tecnologia apresenta potencial para reduzir o consumo de energia, a utilização de produtos químicos e a geração de resíduos. Os resultados dependerão das condições de operação da estação.

A ampliação faz parte das medidas estaduais destinadas a aumentar a cobertura do tratamento de esgoto e reduzir a carga de poluentes lançada nos rios da Região Metropolitana de São Paulo.

De acordo com os dados divulgados, a Sabesp já investiu mais de R$ 15,7 bilhões no município de São Paulo em expansão dos sistemas de abastecimento de água, esgotamento sanitário e segurança hídrica. A companhia prevê outros R$ 8,7 bilhões até 2029, totalizando aproximadamente R$ 24,4 bilhões.

Recuperação dos rios inclui desassoreamento e prevenção de enchentes

Além das intervenções na ETE Parque Novo Mundo, a Semil e os órgãos vinculados mantêm projetos de desassoreamento, drenagem e manutenção de reservatórios de contenção de cheias na Região Metropolitana de São Paulo.

Entre os investimentos em andamento, estão R$ 1,2 bilhão destinados ao desassoreamento, incluindo serviços nos rios Tietê e Pinheiros, e R$ 309,9 milhões para limpeza, manutenção e operação de reservatórios de contenção de cheias.

Também estão em execução R$ 153,5 milhões em intervenções no reservatório do Antonico e R$ 3,4 milhões em obras de contenção da margem esquerda do córrego Pirajuçara.

O programa Rios Vivos reúne atualmente R$ 730 mil em ações nos municípios de Suzano e Guarulhos. Segundo o balanço estadual, foram retirados 2.912,85 metros cúbicos de material nessas intervenções.

O Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro) contabiliza R$ 316,5 milhões em projetos em andamento, destinados à gestão das águas, drenagem, controle de cheias, saneamento básico, resíduos sólidos e proteção dos recursos hídricos.

Obras concluídas e novos investimentos previstos

O balanço divulgado pelo governo estadual também apresenta os valores aplicados em intervenções já concluídas.

No programa Rios Vivos, foram investidos R$ 46,6 milhões em 40 intervenções, com retirada de 377.197,57 metros cúbicos de material.

As obras de desassoreamento concluídas somam R$ 422 milhões e incluem serviços na barragem da Penha e nos rios Pinheiros e Juquery.

Os reservatórios de contenção de cheias receberam R$ 716,6 milhões em intervenções que abrangem as estruturas Jaboticabal, EU-08, EU-09 e TG-09. Na área de drenagem, os investimentos concluídos totalizam R$ 54,7 milhões, enquanto os projetos finalizados com recursos do Fehidro somam R$ 271,7 milhões.

Para as próximas etapas, estão previstos R$ 128 milhões em novas ações de desassoreamento nos sistemas Taiaçupeba Mirim e Oratório e no rio Tietê, além de intervenções do programa Rios Vivos no rio Itaim, em Ferraz de Vasconcelos.

O planejamento inclui ainda R$ 74 milhões para limpeza, manutenção e operação de reservatórios de contenção de cheias, R$ 178,5 milhões para implantação do sistema de esgotamento sanitário em Mogi das Cruzes e R$ 123 milhões em novos investimentos do Fehidro.

A ampliação da ETE Parque Novo Mundo representa uma das intervenções de saneamento previstas para a região, com impacto esperado sobre a capacidade de tratamento de esgoto e a redução da poluição hídrica na bacia do Tietê.

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