Sarah Bernhardt Sesc Santana
Arietha Corrêa como Sarah Bernhardt - crédito da foto: Ronaldo Gutierrez
Tempo de Leitura: 5 minutos

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Peça teatral inédita inspirada na primeira visita da lendária atriz francesa Sarah Bernhardt ao Brasil em 1886, quando esteve em contato com os estudantes da Academia de Direito de São Paulo, às vésperas da abolição oficial da escravatura.

 

Em SARAH BERNHARDT EM SÃO PAULO, o diretor Ulysses Cruz e o dramaturgo Samir Yazbek retomam a parceria iniciada com o espetáculo de ficção científica “Perfeita!”, em 2024.

Desta vez, a partir de um recorte histórico, ambos se inspiram na primeira visita da lendária atriz francesa Sarah Bernhardt a São Paulo, em 1886, às vésperas da abolição oficial da escravatura, quando se apresentou com peças como “A Dama das Camélias”, de Alexandre Dumas, e “Fedra”, de Racine, entre outras.

SARAH BERNHARDT EM SÃO PAULO, com realização do Sesc São Paulo, tem estreia nacional em 16 de outubro no Sesc Santana, onde ficará em cartaz até 22 de novembro. A peça tem Alexandre Brazil como diretor de produção e Leonardo Bertholini como diretor assistente e diretor de movimento.

A atriz Arietha Corrêa interpreta a protagonista Sarah Bernhardt. O elenco conta, ainda, com a participação especial de Bárbara Bruno e com nomes como Daniel Haidar, Jorge Neto, e Gabriela Correa, além de quatro jovens egressos da Escola Superior de Artes Célia Helena: Flávio Passos, Gabriel Amaral, Gabriel Frossard e Henrique Fredel.

A partir da relação da atriz com os estudantes da Academia de Direito de São Paulo (hoje Faculdade de Direito do Largo de São Francisco), a peça é uma parábola que aborda temas como a importância do teatro na evolução da sociedade, os contrastes entre o Brasil e a França, o racismo no país e o preconceito contra a mulher.

Samir Yazbek constrói um encontro entre diferentes mundos: a França cosmopolita e sofisticada representada por Sarah Bernhardt e um Brasil marcado por profundas desigualdades. A partir desse choque cultural, o espetáculo propõe uma reflexão contemporânea sobre racismo, colonialidade cultural, autonomia intelectual, relações de poder e o papel transformador da arte na construção da identidade de um país.

Sob a ótica de Ulysses Cruz e de Samir Yazbek, o espetáculo contrapõe essas realidades, destacando, de um lado, a tradição do teatro clássico e romântico francês e, de outro, o nascente teatro realista brasileiro, num período marcado pela efervescência do movimento abolicionista.

Quando a lendária atriz francesa Sarah Bernhardt esteve em São Paulo, em 1886, a cidade, com 60.000 habitantes, ainda era uma província, bem distante da metrópole que se tornaria a partir do início do século XX.

Os ideais libertários do advogado, jornalista e poeta Luiz Gama, que havia falecido em 1882, influenciavam os estudantes da época. Não à toa, Gama é uma das principais inspirações para a peça.

Diz Ulysses Cruz: “A figura de Sarah Bernhardt e seu teatro único, visceral e precursor de linguagens e movimentos teatrais sempre foram um mistério intrigante para mim. A primeira celebridade conhecida por todo o mundo ocidental, a mulher que forjou seu destino, fugindo de tudo que não queria ser ou não podia enfrentar, empresária, escultora de talento, musa, escritora, atriz etc., veio atuar em São Paulo dois anos antes da abolição oficial da escravatura. O que aconteceu aqui, de fato, poucos sabem. Renato Pompeu de Toledo, em seu livro ‘A Capital da Solidão’, dedica pouco mais de um parágrafo contando o fato. Samir Yazbek preencheu com imaginação os encontros da atriz com seus fãs, então estudantes da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, além de outras personagens, revelando o choque de culturas e um encontro de mundos. A França sofisticada de Sarah Bernhardt se depara com o Brasil em transformação, em um momento de efervescência cultural e política”.

Yazbek acrescenta: “Quando o diretor Ulysses Cruz me contou sobre a visita da atriz Sarah Bernhardt a São Paulo, logo notei que essa história, tão pouco conhecida dos brasileiros, possibilitava um mergulho em temas que marcaram a nossa formação e que continuam ecoando em nossa sociedade”.

Arieta Corrêa, Barbara Bruno e grande elenco – crédito da foto: Ronaldo Gutierrez

Além de Sarah Bernhardt, as personagens da peça são:

José Menezes, estudante de Direito, aspirante a dramaturgo, admirador do nascente teatro realista no Brasil, que tenta escrever uma peça inspirada na vida e na obra do escritor abolicionista Luiz Gama.

Francisco da Conceição, estudante de Direito, aspirante a ator, filho de cafeicultores, que se envolve com Sarah, interessado na ajuda da atriz para a expansão dos negócios do pai no mercado estrangeiro.

A pintora Louise Abbéma, o promotor público, juiz e abolicionista Antônio Bento, os estudantes de Direito Florêncio de Abreu, José Bonifácio e Venceslau Brás, além da advogada piauiense Esperança Garcia.

Todas as personagens da peça homenageiam figuras históricas do Brasil e da França, sem serem fiéis às suas biografias.

A montagem, que reúne parte da equipe de criação de “Perfeita!”, como a iluminadora Aline Santini, a figurinista e visagista Jal Vieira e os compositores Irmãos Lessa, marca o primeiro encontro de Arietha, Ulysses e Yazbek no teatro – os três têm em comum o fato de terem trabalhado, em momentos distintos de suas trajetórias, com o renomado diretor Antunes Filho, no CPT (Centro de Pesquisas Teatrais) do Sesc São Paulo.

Arietha, desde a morte do diretor, em 2019, não havia se sensibilizado com uma obra a ponto de querer voltar aos palcos.

“Sarah Bernhardt em São Paulo’ veio ao encontro de um propósito maior em minha alma, que é uma peça sobre teatro e sobre uma personalidade ímpar, uma mulher à frente de seu tempo, independente, versátil, empreendedora e forte”, declara Arietha.

Sinopse

Por meio da relação entre a lendária atriz francesa Sarah Bernhardt (1844-1923) e os estudantes da Academia de Direito de São Paulo (hoje Faculdade de Direito do Largo de São Francisco), em 1886, às vésperas da abolição oficial da escravatura, quando a cidade era uma província de 60 mil habitantes, a peça mostra como o teatro pode representar um elo entre culturas e tradições tão distintas.

SARAH BERNHARDT EM SÃO PAULO
  • Autor: Samir Yazbek
  • Diretor Artístico: Ulysses Cruz
  • Diretor Assistente e Diretor de Movimento: Leonardo Bertholini
  • Diretor de Produção: Alexandre Brazil
  • Espaço Cênico: Ulysses Cruz
  • Iluminadora: Aline Santini
  • Trilha Sonora Original e Direção Musical: Irmãos Lessa

Músicas Adicionais: “Minha Vida Era Qual Rosa” (Daniel Haidar) e “Pauliceia” (Música de Daniel Haidar sobre poema de Acadêmico da Faculdade de Direito de SP, 1865)

Figurinista e Diretora de Visagismo: Jal Vieira

Diretora de Elenco: Vanessa Veiga

  • Arietha Corrêa como Sarah Bernhardt
  • Daniel Haidar – Francisco da Conceição
  • Jorge Neto – José Menezes
  • Gabriela Correa – Esperança Garcia
  • Flávio Passos – José Bonifácio
  • Gabriel Amaral – Antônio Bento
  • Gabriel Frossard – Florêncio de Abreu
  • Henrique Fredel – Venceslau Brás
  • Participação Especial: Bárbara Bruno – Louise Abbéma

Cenotécnicos: Wanderley Wagner e Fernando Zimolo

Aderecista: Nilton Araujo

Contrarregra: Giovanna Guadanholi

Operadora e Assistente de Luz: Gabi Ciancio

Operador de Som: Anderson Franco

Microfonista: Paula Lopes

Camareira: Ana Maria Oliveira

Maquiadora e Hair Stylist: Tamires Ramos Assistente de Beleza: Gabriel

Trindade Assistente de Beleza: Daniela Tavares

Assistente de Figurino: Thainá Castilho

Fotógrafo: Ronaldo Gutierrez

Design Gráfico: Lucas Sancho e Maura Hayas

Mídias Sociais: Gatú Filmes Assessoria de Imprensa: Adriana Monteiro

Produtora: Lidiane Rosa

Produtor Assistente: Jean Gomes

Apoio à Produção: Jeane Souza

Assessoria Jurídica: Marcello Beck

Contabilidade: WMendes dos Reis

Contabilidade Gestão de Produção: Escritório das Artes

Realização: Sesc São Paulo

Serviço:

Sesc Santana

  • AV Luiz Dumont Villares, 579 – Santana
  • Tel: 11 29718700
  • sescsp.org.br/Santana

Data da temporada: de 16 de outubro a 22 de novembro de 2026, sexta e sábado, às 20h, domingo e feriado, às 18h. A partir de 12 anos

Acessibilidade: a partir de 23/10/2026 – interpretação em Libras, audiodescrição e recursos táteis. Podem participar da atividade públicos com e sem deficiência.

Ingressos: R$60 Inteira / R$30 Meia entrada / R$18 Credencial Plena.

Teatro – 330 lugares. 90 minutos

Sessões extras 12/11, quinta-feira às 15h. 23 e 30/10, 06 e 13/11. 15h, sextas-feiras. Dias 30/10 e 13/11, às 15h – TSPI, gratuito para 60+.

Transporte Público

Metrô Jardim São Paulo-Ayrton Senna (850m, linha azul)

Sesc Santana nas redes

Facebook | Instagram @sescsantana

Acesso para pessoas com deficiência – estacionamento.

Estacionamento – R$ 17,00 a primeira hora e R$ 4,00 a hora adicional – desconto para credenciados.

Paraciclo: gratuito (obs.: é necessário a utilização de trava de segurança). 19 vagas.

Para informações sobre outras programações, acesse o portal Sesc SP

<com apoio de informações: Imprensa Sesc Santana – jornalista Leandro Pereira>

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