da Redação DiárioZonaNorte ==

A Vila Guilherme completa 106 anos na próxima 4ª feira,  dia 12 de setembro, sem nunca ter tido um olhar mais aprofundado de governos em investimentos para as  necessidades da população, principalmente em saúde e transportes.  De repente, algumas portas começaram a se abrir com iniciativas  que engrandecem a região, como a vinda do Villa+ – no espaço que antes era do MartCenter –  e o retorno do  festival de cultura popular e do folclore do estado, o “Revelando São Paulo”.

Vamos  homenagear a Vila Guilherme  fazendo nossas,  as palavras de Beto Freire,  um apaixonado pela Vila Guilherme e um incansável lutador pelas causas da nossa Zona Norte:

Em 12 de Setembro de 1912 nasceu o bairro de Vila Guilherme na zona norte da cidade. Hoje, com 60 mil habitantes e vocação para o progresso, a Vila Guilherme é quem recebe diariamente os visitantes da cidade através da Rodoviária Tietê.

Além da maior rodoviária da América Latina, estão instalados em seu seios os Shoppings Center Norte e Lar Center, a mega loja Magazine Luiza, o centro de exposições Expo Center Norte um dos maiores centros de exposições do país, a Villa+ com seus shows, cultura e gastronomia que agora vai substituir o antigo Mart Center, eterna casa do Revelando São Paulo Capital, do outro lado do rio Tietê, a Portuguesa de Desportos.

Fato curioso do lugar é o cotidiano de Vila que convive com o agitado comércio. Ao caminhar um pouco, o visitante encontra o Parque Vila Guilherme-Trote, que contrasta com o agito da outra parte do bairro, que margeia o Rio Tietê. Um lugar magnífico que tem jeito de interior e alma de fazenda.

As ruas vizinhas da Praça Oscar, que é a referência da Vila, tem a tranquilidade de cidades litorâneas, e logo a frente encontramos a agitada vida noturna na avenida Luís Dumont Villares. São realidades opostas em uma área homogênea que para entender é necessário conhecer.

A Vila Guilherme fundada por portugueses, italianos e espanhóis ainda quer e precisa de mais atenção do poder público, são demandas pontuais de seus moradores e comerciantes que devem transformar o bairro em um oásis para os paulistanos, o sonhado Hospital e Maternidade Maria/Guilherme, investimento cirúrgico no transporte público com uma estação de Metrô em sua tradicional Avenida Joaquina Ramalho, restauro do seu tradicionalíssimo Parque, poucos são os anseios para o tamanho e importância desta pulsante distrito que nunca parou de crescer sem perder  a essência de Vila.

Essa convivência de agito e sossego em total harmonia torna a nossa vila num lugar único na cidade. Essa singularidade talvez seja o segredo do sucesso deste bairro e, principalmente, de seus moradores.

Parabéns Vila Guilherme”

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2 COMENTÁRIOS

  1. Orgulho da nossa Vila Guilherme, sim, eu tenho.
    Os dizeres do nosso querido Beto Freire define bem a importância do que a Vila Guilherme é para a Zona Norte, mas, há muitas situações que afetam, diretamente, aos moradores do bairro.
    12 de Setembro, data da inauguração da Vila Guilherme.
    Rua Doze de Setembro, nome dado a uma das ruas para gravar o momento grandioso da criação do bairro.
    Rua Doze de Setembro, que era para ser um marco, é um verdadeiro ponto de descartes de lixos, entulhos e bagulhos. Calçadas irregulares e sujas, pois, as empresas e moradores nunca foram admoestados para manter a conservação e sua limpeza diária, sem falar os carros que estacionam sobre as calçadas, diariamente, obrigando os pedestres, principalmente idosos e crianças, a transitar pelo leito carroçável pondo em risco suas vidas.
    Rua Chico Pontes, com com seu início na Rua Galatea, por Deus, ainda não houve um atropelamento trágico, pois a calçada, além de ser muito estreita, obriga os ônibus a fazerem curvas muito fechadas, quase que atingindo aqueles que no ponto o ônibus espera.
    Oficinas de costuras clandestina pelo bairro proliferam.
    Construções clandestina e sem acabamento enfeiam a vista dos imóveis.
    Não, o bairro não lembram cidades litorâneas, ao contrário, há ruas que mais retratam bairros de periferia.
    Sem falar, que garagem gigantesca de ônibus se instala entre ruas que deveri ser ,100% residencial.
    Por derradeiro:
    Triste aniversário da Vila Guilherme, onde os festejos são direcionados para alguns membros selecionados, sabe Deus, politicamente como.
    Não há festividades onde os moradores não participam da comemoração dentro da sua própria casa.
    Onde estão os colégios com os seus lindos desfiles?
    Onde estão os sacerdotes, pastores, rabinos, pais e mães de santo para que promovam um culto ecumênico?
    Onde está o povo circense a percorrer a Maria Cândida com seus malabaristas e palhaços?
    Não, não fomos convidados para ocupar as calçadas da Rua Maria Cândida e participar do parabéns para você Vila Guilherme.

    E a participação democrática para o povo, do povo e pelo povo?
    Ora, deixe para lá!
    Parece-me que também o Diário da Zona Norte também não foi convidado para fazer a cobertura.
    E a plateia ainda aplaude!

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