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Os metroviários decidiram cancelar a greve prevista para ocorrer em São Paulo após assembleia realizada na noite desta 3ª feira (12/05). A proposta apresentada pela Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) foi aprovada por 1.500 trabalhadores. Outros 1.294 votaram contra e 146 se abstiveram.
Assembleia define suspensão da greve no Metrô
A decisão evitou a paralisação das operações nas linhas administradas pelo Metrô e encerrou, ao menos neste momento, o indicativo de greve divulgado pela categoria em 6 de maio. Mesmo com a suspensão do movimento, os trabalhadores afirmam que continuarão mobilizados em defesa das reivindicações da categoria e contra o avanço da privatização do sistema.
A votação ocorreu em meio a impasses nas negociações entre os funcionários, a direção da companhia e o Governo do Estado de São Paulo. Entre os principais pontos discutidos estão a realização de concursos públicos, mudanças no plano de saúde, igualdade salarial entre profissionais que exercem a mesma função e a retomada das negociações sobre a Participação nos Resultados (PR).
Funcionários apontam redução no quadro operacional
Segundo o Sindicato dos Metroviários de São Paulo, a redução do quadro de funcionários nos últimos anos aumentou a pressão sobre trabalhadores das áreas de operação, manutenção, segurança, atendimento e administração. Dados apresentados pela entidade indicam que o Metrô de São Paulo opera atualmente com 5.663 funcionários distribuídos em diferentes setores da companhia.
Categoria cobra concursos públicos após mais de dez anos
A categoria afirma que não há abertura de concursos públicos para a empresa há mais de dez anos. Para os trabalhadores, a reposição do quadro de funcionários se tornou uma das principais demandas diante do aumento diário do fluxo de passageiros nas estações e da necessidade de manutenção da operação.
Os metroviários também defendem a suspensão das mudanças previstas no plano de saúde e cobram regras de igualdade salarial para profissionais que desempenham funções idênticas. Outro ponto em discussão envolve a abertura de diálogo sobre o pagamento da Participação nos Resultados.
De acordo com o sindicato, uma nova reunião entre as partes deverá ocorrer no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), com o objetivo de retomar as negociações das pautas apresentadas pela categoria.
Linhas 1, 2, 3, 15 e 17 poderiam ser afetadas
Caso a greve tivesse sido aprovada, seriam afetadas as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha, 15-Prata e 17-Ouro, todas operadas pelo Metrô. As linhas 4-Amarela e 5-Lilás, administradas pela iniciativa privada, funcionariam normalmente.
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