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Os metroviários aprovaram estado de greve e convocaram uma assembleia decisiva para a noite da próxima 3ª feira (12/05). A reunião definirá se a categoria irá confirmar a paralisação prevista para começar à 0h de 4ª feira (13/05).
A mobilização acontece em meio a uma série de reivindicações apresentadas pelo Sindicato dos Metroviários de São Paulo. Entre os principais pontos estão a realização de concursos públicos, mudanças no plano de saúde, igualdade salarial entre trabalhadores que exercem a mesma função e negociações sobre a Participação nos Resultados (PR).
Segundo o sindicato, a redução no quadro de funcionários nos últimos anos aumentou a pressão sobre os trabalhadores que permanecem nas áreas operacionais, de manutenção, segurança, atendimento e administração.
A entidade afirma que o Metrô de São Paulo opera atualmente com 5.663 funcionários distribuídos em diferentes setores da companhia.
A categoria também sustenta que não há concurso público para a empresa há mais de dez anos. Para os trabalhadores, a reposição do quadro se tornou prioridade diante do aumento da demanda diária nas estações e nos serviços de operação.
Greve no Metrô de São Paulo será decidida na terça-feira
A assembleia marcada para 3ª feira deverá definir os rumos do movimento. Caso a paralisação seja aprovada, a greve começará na madrugada de quarta-feira (13/05).
Até o momento, não há confirmação oficial sobre quais linhas poderão ser afetadas nem detalhes sobre eventual plano de contingência para minimizar impactos aos passageiros.
O Metrô de São Paulo opera atualmente as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata, responsáveis pelo transporte diário de milhões de passageiros na capital paulista.
Sindicato aponta sobrecarga e cobra contratações
Em pronunciamento divulgado nas redes sociais, o Sindicato dos Metroviários de São Paulo afirmou que a qualidade do serviço prestado pela companhia é resultado direto do trabalho dos funcionários, mesmo diante da redução no quadro de pessoal.
A entidade citou pesquisa de satisfação de passageiros referente a 2025, na qual 76,3% dos usuários classificaram o serviço metroviário como “bom” ou “muito bom”. Segundo o sindicato, o resultado ocorre em um cenário de sobrecarga dos trabalhadores e falta de reposição de servidores ao longo da última década.
O sindicato também acusa a companhia de não avançar nas negociações relacionadas ao plano de saúde, à equiparação salarial e à Participação nos Resultados.
Negociações seguem sem avanço
De acordo com a categoria, as negociações entre a direção do Metrô e o Governo do Estado de São Paulo não avançaram nas últimas reuniões.
Os trabalhadores afirmam que as propostas apresentadas até agora não atendem às reivindicações consideradas prioritárias pela categoria. O sindicato defende que a paralisação ainda pode ser evitada caso haja retomada do diálogo e avanço nas negociações antes da assembleia decisiva.
Até o momento, o Governo do Estado de São Paulo e a companhia não divulgaram posicionamento oficial sobre os pontos apresentados pelo sindicato nem anunciaram medidas para evitar a paralisação.
Possíveis impactos para passageiros e transporte público
A possível greve gera preocupação entre passageiros que utilizam diariamente o sistema metroviário para deslocamentos na capital paulista.
Além dos reflexos diretos nas linhas operadas pelo Metrô, uma eventual paralisação pode aumentar a demanda em ônibus municipais, aplicativos de transporte e linhas da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), já que os sistemas são integrados e funcionam de forma complementar.
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