da Redação DiárioZonaNorte ===

Associação Amigos do Mirante Jardim São Paulo e Região – presidida por Alba  Medardoni, realizou a primeira reunião do semestre na 5ª feira ( 30/07/2018 – 20h) no salão do Santuário Nossa Senhora da Salette, onde reuniu cinquenta e uma  pessoas. O objetivo permanece o mesmo:  segurança e melhorias para a região. Secretariando a reunião Rosemary Guimarães Matos e Marília Domingos Sarzedo.

Ações Sociais == Alba iniciou a reunião fazendo uma avaliação da  Campanha do Agasalho 2018 promovida pela  Associação Amigos do Mirante Jardim São Paulo e Região e direcionada à entidades da região norte da cidade de São Paulo.  Todas as doações passam por uma triagem, onde são verificadas as condições de higiene das peças doadas e o estado de conservação. E o trabalho é todo feito na residência de Alba, com auxílio  dos voluntários da Associação.

De acordo com Alba, é  necessário que mais pessoas participem efetivamente da “corrente do bem”, promovida pela entidade e reafirmou que a Associação  é apolítica. “Todos os  politicos são bem vindos,  desde que realmente contribuam para a solução das demandas da Zona Norte de São Paulo. Recebemos bem todos os políticos, independente do viés ideológico”, disse ela, que também pediu ajuda aos presentes para a realização da Campanha de Dia das Crianças da Associação, por meio da doação de doces, pirulitos, pipocas e chocolates. A Campanha beneficiará 21 entidades que cuidam de crianças em situação de risco.

Prêmio Ângelo Salton == Alba agradeceu a todos os parceiros que se empenharam para a realização da cerimônia do  Prêmio Ângelo Salton – que comemorou os 80 Anos do bairro Jardim São Paulo.  O prêmio é uma iniciativa da Associação dos Amigos do Mirante Jardim São Paulo e Região para valorizar as pessoas de relevância em nossa região. O evento  é realizado  de dois em dois anos, no auditório do  Sesc Santana.

Alba  fez  ainda, um agradecimento especial a empresária Helô Medeiros, diretora do Espaço Dança & Vida, que de acordo com Alba é “seu braço direito em todas as iniciativas da Associação”.

As autoridades === Para compor a mesa de autoridades e dar início à reunião, Alba convidou o  Capitão James Carlos – comandante da  3ª Companhia do 9º Batalhão da Polícia Militar; o advogado Waldir Mazzei de Carvalho – Assessor Jurídico da Subprefeitura de Vila Maria/Vila Guilherme/Vila Medeiros;  a deputada estadual Clélia Gomes  (Podemos); Teddy Espinoza – membro do Conselho Participativo Municipal Santana/Tucuruvi/Mandaqui; Júlia Lamas (empresária) e a advogada  Marilene Barbosa Lima, Tesoureira da OAB – Seção Santana.

Projeto Mulheres Divas == Simone Molnar fez uso da fala para divulgar o projeto “Mulheres Divas”, que auxilia mulheres de baixa renda em tratamento contra o câncer.  O projeto conta com o apoio  da   Acadêmicos do Tucuruvi e precisa de ajuda para ter uma sede e continuar o trabalho de assistência que vem fazendo até agora.  Uma das primeiras ações é a confecção de  150 camisetas que serão vendidas ao custo simbólico de R$ 15,00 para arrecadar fundos para o projeto.

Membros da Comunidade Sol Nascente, também estiveram presentes e pediram ajuda aos participantes da reunião.  A Sol Nascente era um assentamento que está em vias de regulamentação e é carente de infraestrutura.  Cerca de três mil pessoas vivem lá, em condições precárias.

Hospital do Mandaqui ==  Marco Antônio Nunes Cabral, presidente da executiva do Conselho Gestor do Conjunto Hospitalar do Mandaqui, atendendo ao convite de Alba Medardoni – que acompanha as reuniões do Conselho Gestor –,  participou do encontro e relatou aos presentes a situação do Hospital Mandaqui, que tem o   Dr. Marcelo Barletta Soares Viterbo como novo diretor geral recém empossado, no lugar da Dra. Magali Vicente Proença. <<Leia mais – link: https://bit.ly/2ozL2DD >>

Cabral lembrou que o Hospital do Mandaqui está prestes a completar 80 anos e informou sobre a falta de planejamento por parte da Secretaria Estadual da Saúde na figura do Secretário e do Coordenador. O Mandaqui chegou a ter 60 macas pelos corredores, falta de oxigênio, troca de empresas de limpeza e o lixo hospitalar dentro da instituição.  Sobre a troca das empresas, o  transtorno causado foi gigantesco, já que apenas  nove funcionários foram deslocados para cuidar de todo o  complexo hospitalar. Todos setores foram afetados,  paralisando a  UTI e o Pronto Socorro e a sala onde os equipamentos cirúrgicos são esterilizados e afetando inclusive a portaria.  A empresa alega que está em fase de contratação de funcionários.

Cabral continuou seu relato explicando aos presentes sobre o  déficit de cirurgiões, médicos e funcionários indo embora, um Pronto Socorro lotado e outros problemas.  O hospital também não tem entre seus médicos  um oncologista, o que torna impossível o encaminhamento de pacientes com câncer para instituições especializadas como o IBCC (Instituto Brasileiro de Combate ao Câncer).

Outra mudança sem aviso prévio  foi a troca de gestão da Unidade de Terapia Intensiva – UTI, que  antes administrada pela Organização Social de Saúde – OSS, a SPDM, e agora está com a Santa Casa de Birigui que enfrentou dificuldades para realizar o  pagamento de salários aos funcionários e priorizou os médicos. Também foi constatado somente os médicos receberam, além da dispensa de alguns funcionários que prestavam serviços na UTI.

Emenda Parlamentar == Cabral também informou aos presentes sobre a emenda parlamentar da  senadora  Marta Suplicy , que destinou uma verba parlamentar de R$7,8 milhões para o Hospital do Mandaqui (4 milhões em equipamentos e 3,8 milhões em obras). A liberação efetiva da verba fica condicionada à um plano de trabalho da Secretaria Estadual da Saúde que deve ser encaminhado ao Ministério da Saúde.  Caso não ocorra até o fim do mês de outubro ou começo de novembro, o dinheiro volta para o Tesouro Nacional e o hospital perde a verba.

Burocracia === Tudo no Hospital do Mandaqui é muito demorado e burocrático.  Há tempos, alguns dos elevadores não funcionam e precisam de manutenção. Também existe um  heliponto instalado no hospital, que não está funcionando e precisa de manutenção – ele foi inaugurado em 2012 com uma verba de R$10 milhões, com pouco uso e fechado às aeronaves de emergência.  Outro problema é o do estacionamento, desde 2009 – em péssimo estado, de terra, com o agravante das raízes das árvores – que até o momento não teve uma solução de parqueamento.  Um muro que caiu após fortes chuvas, levou cerca mais de um ano para ser reerguido.

Ministério Público == O Conselho Gestor do Hospital do Mandaqui encaminhou ao Ministério Público do Estado de São Paulo, um relato completo sobre a situação do hospital. O promotor encarregado para acompanhar o caso é o Dr Arthur Pinto Filho –  da Promotoria de Justiça de Direitos Humanos – área de Saúde Pública.  Na primeira convocação do Ministério Público, feita à Secretaria Estadual da Saúde, foi enviado para responder as perguntas do promotor, o assessor do assessor do assessor,  o que reflete o descaso da pasta da saúde estadual com o Hospital do Mandaqui.

Cabral finalizou, convidando os presentes a participarem da próxima reunião do Conselho Gestor do Hospital Mandaqui – que será realizada no próximo dia 26 de setembro de 2018  às 9 horas,  sempre na última 4ª feira do mês, na sala de reuniões do primeiro subsolo do hospital.

Alba avaliou o relato de Cabral como muito grave e pediu aos presentes, especial empenho em participar das reuniões do Conselho Gestor do Hospital.  A Dra Marilene Barbosa Lima,  se prontificou a acionar a Comissão de Saúde da OAB – Santana para acompanhar a situação.

A próxima reunião da Associação dos Amigos do Mirante Jardim São Paulo e Região, será no dia 27 de setembro de 2018 – 20 horas.

Veja a cobertura fotográfica completa – clique aqui

 

 

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