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Teatro: “Mary Stuart”, um mergulho no universo dark medieval das rainhas rivais

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Tempo de Leitura: 4 minutos
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  •  Espetáculo gratuito com reserva no site do SESI
  • Libras e autodescrição em dias especiais da semana
Em uma montagem moderna, vibrante e acessível ao grande público, o espetáculo MARY STUART traz a versão contemporânea dos bastidores da rivalidade histórica entre a rainha da Escócia Mary Stuart e a rainha da Inglaterra Elizabeth I, protagonizadas, respectivamente, por Virginia Cavendish Ana Cecília Costa.

Com direção de Nelson Baskerville, a peça gira em torno da famosa disputa de poder entre as monarcas, que está em cartaz até 27/11/2022, no Teatro do SESI-SP.   Trata-se da adaptação de Mary Stuart, obra clássica do teatro alemão (escrita por Friedrich Schiller), produzida por Robert Icke e traduzida por Ricardo Lísias. Esta montagem aconteceu em Londres, em 2017, onde obteve estrondoso sucesso.

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Na pesquisa inicial para a encenação, o diretor dirige seu olhar para o universo dark medieval das histórias de reis e rainhas. “O contraste claro/ escuro na iluminação e nas cores dos cenários remete ao cinema noir; assim como a luz indireta, ao expressionismo alemão”, diz.

A proposta de Baskerville é fazer com que o texto de 1800 se comunique de forma contemporânea com o público de hoje, provocando identificação, no sentido de se fazer reconhecer em uma trama de poderosos do hemisfério Norte nossa própria história e mazelas.
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O diretor Baskerville acrescenta: “A intenção é trazê-la para os dias de hoje, mantendo alguns elementos clássicos como coroas e vestimentas, sem prejuízo de su a essência e ao mesmo tempo tentar fazer com que nos reconheçamos dentro desse mundo com suas injustiças e disputas acirradas de poder”.

No cenário, dois ou mais níveis vão proporcionar a ideia do poder e seus ‘degraus’, “embora tanto o palácio de Elizabeth como a masmorra de Mary Stuart retratem a mesma prisão observa o diretor observa: “É interessante notar que as duas rainhas estão aprisionadas – Mary em sua masmorra e Elizabeth em seu mundo cercado de homens que tentam submetê-la às suas regras”. 

Na música, o diretor Baskerville que “a inspiração inicial é a de Rick Wakeman e sua clássica obra “As Seis Mulheres de Henrique VII“,  álbum icônico dos anos 1970, onde o compositor lançando mão de outro gênio, Bach, dedica uma música para cada uma das mulheres do rei; e sabemos que uma das homenageadas nessa obra é Ana Bolena, casada com Henrique, decapitada por ele e mãe de Elizabeth de nossa peça”.

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Os figurinos

Figurinos, maquiagem, cabelos e ornamentos recebem nova leitura sobre a época medieval, sem perder sua essência histórica. Importante por apresentar informações essenciais para a identificação dos personagens, o figurino é atualizado e não marcado ou datado, e sim atemporal.

A cenografia

O desenho cenográfico pretende dar conta das camadas arquitetônicas da peça tanto quanto das simbólicas, que apontam para o sentido do poder e disputa política que são a base da história dessas duas rainhas europeias. Do ponto de vista arquitetônico, a peça se passa em sua maioria no palácio de Elizabeth I, em seus ambientes internos, com exceção do ato onde, finalmente, as primas monarcas se encontram pela primeira vez.

A iluminação

A iluminação cênica é sempre o último elemento de criação em uma obra. Neste espetáculo uma intensa interação entre cenários e projeções já que a inspiração com essa integração, criando uma atmosfera noir plena de luz e sombra típica de castelos e masmorras.

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Ficha técnica

Adaptação: Robert Icke Tradução: Ricardo Lísias / Direção artística: Nelson Baskerville / Elenco: Virginia Cavendish, Ana Cecília Costa, Chris Couto, Genézio de Barros, César Mello, Fernando Pavão, Joelson Medeiros, Iuri Saraiva, Fernando Vitor, Alef Barros, Letícia Calvosa /Direção de produção: Giovani Tozi e Virginia Cavendish. Produção executiva: Felipe Calixto. Assistência de direção: Anna Zêpa. Assistência de produção: Ana Nicássia/  Cenografia: MarisaFigurinos: Marichilene Artisevskis / Iluminação: Wagner Freire / Trilha Sonora: Daniel Maia.  / Direção de Imagem e Videomapping de André Grynwask e Pri Argoud  /  Ilustrador: Luciano Feijão / Direção de produção: Giovani Tozi e Virginia Cavendish. Produção executiva: Felipe Calixto. Assistência de direção: Anna Zêpa / Assessoria de Imprensa: M. Fernanda Teixeira/Arteplural. Social Media: Rodrigo Chueri / Fotografia: Priscila Prade / Coordenação de projeto: Casa Forte SP Produções Artísticas / Realização: SESI-SP.

Serviço
MARY STUART 
  • Gênero: drama
  • Local:  Teatro do SESI-SP
  • Endereço: Avenida Paulista, 1313 
  • Localização: prédio da Federação das Industrias do Estado de SP – Fiesp
  • Telefone/Informações:   11- 3528.2000
  • Temporada: até 27 de novembro de 2022
  • Apresentações: 5ª/6ª e sábado, 20h00; domingos, às 19 hs
  • Especiais: sessões com tradução em Libras: 27 de agosto, 24 de setembro e 26 de novembro, sábados, 20h ///  sessão com audiodescrição: 29 de outubro, sábado, 20h
  • Duração – 110 minutos
  • Recomendação etária – a partir de 14 anos.
  • Reservas gratuitas pelo Meu Sesi: clique aqui  
  • Observação:  Reservas gratuitas disponíveis, antecipadamente, todas as 2as.feiras, às 8 horas, para as apresentações que acontecem na mesma semana até esgotarem os ingressos.

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<<Com apoio de informações/fonte: ARTEPLURAL Comunicação / Macida Joachim >>

 

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