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Operação apreende 30 mil garrafas de vinho contrabandeadas ou falsificadas

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Tempo de Leitura: 4 minutos

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  • As ações ocorreram em depósitos, lojas, transportadoras e agências dos Correios
  • Veículos foram abordados nas estradas do Paraná e Santa Catarina 
  • A operação combate a concorrência desleal que que afeta produtores, importadoras      e revendedores de vinho que atuam nos dois países dentro da legalidade
  • No Brasil, a soma já passa de R$ 20 milhões

A Receita Federal e a Administración Federal de Ingresos Públicos (Afip), órgão responsável pelo controle aduaneiro na Argentina, deflagraram na 4ª feira (14/09/2022) a Operação Dionísio 2, uma ação integrada para o combate ao comércio ilegal de vinhos na região da fronteira com a Argentina, nos estados do Paraná e Santa Catarina.

O objetivo é combater a concorrência desleal, beneficiando os produtores, transportadores e revendedores da bebida dos dois países que agem dentro da legalidade. As ações ocorreram em depósitos, lojas, transportadoras e agências dos Correios nas cidades de Pato Branco, Francisco Beltrão, Santo Antônio do Sudoeste e Barracão no Paraná, além de Dionísio Cerqueira, São José do Cedro e Guarujá do Sul em Santa Catarina. Também foram realizadas abordagens nas estradas do Paraná e Santa Catarina.

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crédito da foto: Receita Federal

As operações que a Polícia Federal em conjunto com outros órgãos de fiscalização são de suma importância para o mercado. Pois alem dos altos impostos a Argentina vive uma situação de ter 2 câmbios, o oficial e o paralelo, chamado blue, o que aumenta e muito a margem do comércio ilegal.  Não conseguimos estimar o tamanho desse mercado, mas sabemos que carretas é mais carretas tem sido apreendidas nessas operações” afirma Adilson Carvalhal Júnior – diretor da Casa Flora Importadora . 

Com 52 anos de atuação, os produtos importados pela Casa Flora – que vão de uma robusta carta de vinhos e destilados, a cerveja alemã Paulaner,  passando por massas, azeites, molhos e embutidos – podem ser encontrados em mais de 3.000 pontos de venda, hotéis e pousadas,  bares e restaurantes.

Adilson Carvalhal Júnior – diretor da Casa Flora Importadora.

A ação contou com a participação de diversos outros órgãos de segurança, como Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Polícias Militares do Paraná e de Santa Catarina, além da Polícia Civil de Santa Catarina.

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Agente da Administración Federal de Ingresos Públicos (Afip), órgão responsável pelo controle aduaneiro na Argentina, durante a Operação Dionísio II

O Delegado da Receita Federal em Dionísio Cerqueira (SC), Mark Tollemache, destacou a integração entre as forças policiais.A Operação Dionísio 2, mais uma vez, representa uma ação cooperada entre RF, forças policiais e autoridades argentinas no combate ao crime”.

Deus do Vinho

A apreensão de vinhos na região de fronteira com a Argentina tem crescido ao longo dos últimos anos. Em 2018, foram apreendidas cerca de 45 mil garrafas de vinho no Brasil. Em 2021, este número saltou para cerca de 595 mil garrafas, cujo valor estimado é de R$ 90 milhões.

Deste total, cerca de 27 mil garrafas foram apreendidas durante a primeira edição da Operação Dionísio, realizada em março do ano passado. Em 2022, a nível nacional, já são mais de 140 mil garrafas apreendidas, que somam um valor estimado de R$ 20 milhões. Alguns rótulos apreendidos tem valor de revenda no varejo próximo a R$ 2 mil.

O nome da operação faz referência ao deus grego do vinho e a cidade catarinense Dionísio Cerqueira, uma das principais portas de entrada do vinho contrabandeado para o Brasil

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crédito da foto: Receita Federal

A Receita Federal selecionou os alvos baseada em dados coletados durante a primeira edição da Operação Dionísio e em investigações realizadas ao longo dos últimos meses, que permitiram a localização de depósitos, transportadoras e lojas que infringiam a lei em suas atividades.

No lado argentino, a Afip realizou fiscalizações junto aos revendedores de vinhos e depósitos para conferir a regularidade dos produtos a serem exportados, utilizando até mesmo um laboratório móvel para conferir a legitimidade das bebidas.

Segundo Luciano Stremel Barros, Presidente do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras (IDESF), “É um mercado que merece atenção pois movimenta R$ 2 bilhões e evasão fiscal de R$ 1 bilhão em impostos, e tem capilaridade em todo território brasileiro. Sem contar toda a violência envolvida”.

Concorrência desleal

O combate à entrada de vinhos de maneira ilegal no país busca proteger a indústria nacional e combater a concorrência desleal, uma vez que comerciantes que realizam a importação legal das bebidas não conseguem manter a competitividade frente aos sonegadores e acabam fechando as portas, aumentando o desemprego.

“Hoje o mercado está infestado de produtos contrabandeados, falsificados e de descaminho. O consumidor está sendo impactado via marketplace e mídias sociais por produtos que parecem ser originais, vamos assim dizer, mas que são oriundos de organizações criminosas. Além de todo problema de qualidade, pois produtos dessa origem são transportados de maneira inadequada para conservação do vinho. Precisamos que o mercado se concientize o quanto antes do mal que é consumir produtos dessa origem, que estão fomentando o crime e operações ilegais.”, acrescenta Adilson Carvalhal Júnior. 

<Com informações da Receita Federal do Brasil e Anagrama Comunicação e Eventos>

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