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Centro Brasileiro de Congelamento de Óvulos, em Santana, aposta em informação, diagnóstico gratuito e alternativas financeiras para preservar a fertilidade
A maternidade deixou de seguir um roteiro único. Carreira, relacionamentos, projetos pessoais, estabilidade financeira e desejo de ter filhos podem acontecer em momentos diferentes da vida. Para algumas mulheres, essa distância entre o momento atual e o desejo de maternidade faz do congelamento de óvulos uma possibilidade de planejamento.
Em Santana, na Zona Norte de São Paulo, o Centro Brasileiro de Congelamento de Óvulos trabalha justamente com essa perspectiva. Localizado na Rua Doutor César, 530, o espaço é dedicado à preservação da fertilidade feminina e a ampliação do acesso a uma técnica que, durante muito tempo, ficou associada a um público restrito.
Idealizado pelo médico Dr. Alfonso Massaguer, especialista em Reprodução Humana, CRM 97335 e RQE 42794, formado pela Universidade de São Paulo (USP) e co-autor do livro A Espera – guia definitivo para a saúde reprodutiva e o sucesso da gestação, é um local de excelência.

A coordenação é da Dra. Fernanda Lamounier, biomédica habilitada em Reprodução Humana e especialista em terapia familiar e do casal pela UNIFESP, além de trabalhar com o Dr Alfonso Massaguer há mais de 16 anos.

O primeiro passo é descobrir como está a fertilidade hoje
Antes de pensar em congelar óvulos, a mulher precisa entender o próprio momento reprodutivo.
O Centro Brasileiro de Congelamento de Óvulos oferece um check-up de fertilidade gratuito, iniciado por uma consulta por videochamada. A conversa permite conhecer o histórico da paciente, entender seu momento de vida e orientar os próximos passos.
Quando indicado, o atendimento remoto é seguido por um ultrassom transvaginal, utilizado na avaliação da reserva ovariana e das condições atuais dos ovários. A avaliação individual pode mostrar se existe uma indicação para realizar a preservação naquele momento ou se há espaço para um planejamento posterior.
Esse cuidado ganha importância porque a idade é um dos fatores relacionados à quantidade e à qualidade dos óvulos disponíveis.
Por que a idade importa no congelamento de óvulos
A mulher nasce com uma reserva ovariana determinada. Ao longo da vida, essa reserva diminui e a qualidade dos gametas também sofre alterações.
O congelamento preserva os óvulos nas condições biológicas existentes no momento da coleta. Por isso, a idade em que a preservação é realizada é uma das informações consideradas pelo especialista.
O procedimento costuma ser discutido especialmente com mulheres que desejam adiar a maternidade e também pode fazer parte do planejamento de pacientes com situações clínicas como a Síndrome dos Ovários Policísticos (SPO), a endometriose e tratamentos oncológicos que podem comprometer a fertilidade.
Congelamento de óvulos é diferente de fertilização in vitro
Essa distinção é importante para entender tanto o procedimento quanto seus custos.
O congelamento preserva os óvulos para uma eventual utilização futura. A fertilização in vitro acontece em outro momento, quando a mulher decide utilizar o material armazenado.
A técnica atualmente empregada para a preservação é a vitrificação, um método de congelamento ultrarrápido que utiliza substâncias crioprotetoras para reduzir a formação de cristais de gelo e proteger as células. Os óvulos são posteriormente armazenados em nitrogênio líquido, a aproximadamente 196 graus Celsius negativos.
Quando chega o momento de utilizar o material, os óvulos são descongelados e podem ser empregados em uma fertilização in vitro, utilizando sêmen do parceiro ou de um doador.
Como é feito o congelamento
Depois dos exames iniciais, começa a etapa de estimulação ovariana.
A paciente utiliza medicamentos hormonais, geralmente por cerca de dez dias, para estimular o desenvolvimento de vários folículos, estruturas que abrigam os óvulos. Durante esse período, a resposta dos ovários é acompanhada por ultrassonografias e exames de sangue.
Quando os folículos atingem o estágio adequado, é realizada a coleta por meio de uma punção transvaginal guiada por ultrassom. O procedimento é realizado com sedação.
Os óvulos coletados são avaliados em laboratório. Os maduros e em condições adequadas são preparados com crioprotetores e vitrificados.
A quantidade obtida varia de mulher para mulher. Idade, reserva ovariana, histórico clínico e resposta aos medicamentos influenciam o resultado de cada ciclo. A referência apresentada no material consultado trabalha com o objetivo de obter pelo menos oito óvulos e, idealmente, entre 12 e 15, mas essa meta precisa ser individualizada.

Quanto custa congelar os óvulos?
O valor é uma das perguntas mais comuns de quem começa a pesquisar o procedimento.
O custo pode envolver consulta, exames, medicamentos, estimulação ovariana, acompanhamento por ultrassom, coleta, anestesia, laboratório, vitrificação e armazenamento. A composição varia conforme a clínica e o que está incluído no pacote contratado.
No Centro Brasileiro de Congelamento de Óvulos, o procedimento tem o custo à partir de R$ 16 mil, segundo as informações fornecidas pela clínica, com condições especiais de pagamento.
FGTS por via judicial
Uma das alternativas que o Centro Brasileiro de Congelamento de Óvulos está avaliando é a utilização do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para custear tratamentos de reprodução assistida por meio de ação judicial.
Atualmente, a legislação prevê o saque do FGTS em situações específicas, entre elas alguns tratamentos relacionados a doenças graves.
Os tratamentos de fertilidade não estão previstos de forma direta entre as hipóteses gerais de liberação do fundo e o processo pode envolver documentação médica, indicação do tratamento, orçamento detalhado e outros documentos necessários para fundamentar o pedido.
A alternativa pode ser considerada tanto por casais quanto por pacientes que realizam o tratamento de forma independente. A autorização, porém, depende da análise judicial e das circunstâncias apresentadas em cada processo.
Reembolso de procedimentos também pode ser discutido na Justiça
Outra possibilidade é o reembolso de procedimentos realizados por pacientes particulares junto aos planos de saúde, também mediante ação judicial.
O embasamento jurídico está justamente na finalidade do procedimento. A preservação da fertilidade para evitar um dano decorrente de um tratamento médico pode ser analisada de maneira diferente da reprodução assistida buscada exclusivamente para realizar uma gravidez futura.
Um exemplo é o de pacientes com endometriose que precisam passar por cirurgia com potencial de comprometimento da reserva ovariana, sendo a criopreservação dos óvulos indicada antes do procedimento
A análise é individual e não representa uma garantia de cobertura. O histórico clínico, a indicação médica, o contrato do plano e os documentos que fundamentam o pedido são elementos que podem influenciar a decisão judicial.
Outras formas de viabilizar o tratamento
Uma outra alternativa possível é por meio da doação de óvulos, no qual a paciente que atende aos critérios para doação teria, como contrapartida, o congelamento dos próprios óvulos.
Outra possibilidade em avaliação é o financiamento direto dos tratamentos, permitindo que o investimento seja distribuído ao longo do tempo e incorporado ao planejamento financeiro da paciente.
A ideia, nesse conjunto de iniciativas, é ampliar as alternativas de acesso sem perder de vista que cada tratamento depende de avaliação médica, indicação individual e planejamento financeiro.
Planejamento financeiro também faz parte da preservação da fertilidade
O congelamento de óvulos é um procedimento médico, mas a decisão também envolve planejamento financeiro. Definir um prazo, estabelecer uma meta de economia e entender o que está incluído no valor do tratamento ajudam a evitar surpresas.
A questão do FGTS merece atenção. A legislação não criou uma modalidade geral de saque para congelamento de óvulos ou reprodução assistida. Em 2026, porém, a Justiça Federal em Guarulhos autorizou uma mulher a movimentar o saldo do FGTS para custear um tratamento de fertilização in vitro, considerando que as hipóteses legais de saque não seriam necessariamente taxativas. Trata-se de decisão judicial individual, e não de uma autorização automática para todos os casos, mas que cria uma jurisprudência.
A jornada começa muito antes da coleta dos óvulos e pode se estender por anos, acompanhando diferentes momentos da vida da mulher.
O Centro Brasileiro de Congelamento de Óvulos oferece suporte ao longo desse percurso, desde os exames iniciais e a estimulação ovariana até as etapas de uma eventual fertilização, como a escolha do banco de sêmen e a transferência embrionária. No centro dessa proposta está uma ideia simples: informação para que cada mulher possa conhecer suas possibilidades e tomar suas decisões no seu próprio tempo.
Centro Brasileiro de Congelamento de Óvulos
- Rua Doutor César nº 530, Santana, Zona Norte de São Paulo.
- @centrocongelamentodeovulos
<com apoio de informações: Fragata Comunicação – jornalista Matheus Fragata>
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