A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta 4ª feira (3/6) a Resolução nº 2.247/2026, informando o recolhimento voluntário de um lote da Água Mineral Natural sem Gás Crystal, produzida pela Mineração Bom Jesus Ltda., fabricante sediada em Luziânia, em Goiás.
A medida envolve exclusivamente o lote LZ1 VAL200127 3 P 200126, composto por aproximadamente 374,4 mil garrafas de 500 ml.
Segundo informações apresentadas pela empresa à Anvisa, as unidades foram distribuídas principalmente no Distrito Federal, que recebeu 230.443 garrafas. Outras 66.768 unidades seguiram para cidades vizinhas de Goiás, 1.439 para o Tocantins e 75.750 para municípios do interior de São Paulo.
Até o momento, a fabricante informa que não foram registradas reclamações de consumidores relacionadas ao lote nos canais oficiais de atendimento.
Bactéria foi identificada em análise laboratorial
O recolhimento foi iniciado após a emissão de laudo do Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF), que identificou a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em uma amostra do produto.
A coleta foi realizada durante uma ação de rotina da Diretoria de Vigilância Sanitária do Distrito Federal (Divisa-DF), responsável pela fiscalização e análise de alimentos comercializados na região.
O resultado foi posteriormente confirmado por meio do teste de contraprova previsto pelo Guia para Harmonização de Procedimentos no Âmbito do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS). O Laudo de Análise Fiscal Definitivo confirmou a presença da bactéria na amostra analisada.
Diante da confirmação, a Divisa-DF determinou a interdição local do lote e comunicou o caso à Anvisa, que passou a acompanhar as medidas adotadas.

Como identificar as garrafas afetadas
A restrição se aplica exclusivamente às unidades do lote LZ1 VAL200127, fabricado em 20 de janeiro de 2026 e com validade até 20 de janeiro de 2027.
Segundo a Anvisa, a medida impede a comercialização, a distribuição e o consumo das unidades pertencentes a esse lote específico, produzido na unidade da empresa localizada em Luziânia, município situado a cerca de 60 quilômetros de Brasília.
O que fazer se você tiver o produto em casa
Consumidores que possuam garrafas do lote afetado devem evitar o consumo do produto.
A orientação é verificar as informações impressas na embalagem e aguardar as orientações públicas da fabricante sobre os procedimentos de devolução e reembolso.
De acordo com os dados apresentados pela empresa à Anvisa, o recolhimento foi iniciado imediatamente junto às distribuidoras. A fabricante afirma que cerca de 99,2% das unidades do lote já não estariam disponíveis para compra nas prateleiras.
Investigação segue sob acompanhamento das autoridades sanitárias
A Mineração Bom Jesus Ltda. informou à Anvisa que realizou uma investigação interna para apurar as circunstâncias do caso e identificar possíveis causas da ocorrência.
A empresa também apresentou documentação técnica à Agência, participou de reuniões para prestar esclarecimentos e segue colaborando com as autoridades sanitárias responsáveis pelo acompanhamento do caso.
As investigações permanecem em andamento sob supervisão da Anvisa e das vigilâncias sanitárias envolvidas. Segundo as informações disponíveis até o momento, incluindo os laudos laboratoriais e os documentos apresentados pela fabricante, a ocorrência está restrita ao lote informado.
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