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A construção da Linha 6-Laranja do Metrô de São Paulo alcançou 80% de execução e entra em uma fase decisiva. O projeto do Governo do Estado, conduzido pela Secretaria de Parcerias em Investimentos, vai ligar a Brasilândia, na Zona Noroeste, à estação São Joaquim no bairro da Liberdade, região central da capital.
Primeiro trecho será entregue em 2026
O primeiro trecho, entre Brasilândia e Perdizes, tem entrega prevista para o segundo semestre de 2026. Já a conclusão completa da linha, incluindo o trecho até a São Joaquim, está programada para 2027.
Ao todo, serão 15,3 quilômetros de extensão e 15 estações, ampliando a oferta de transporte de alta capacidade e fortalecendo a ligação entre as regiões Noroeste, Oeste e Central.
Avanço das obras da Linha 6-Laranja chega a 80%
As obras avançam de forma consistente em diferentes pontos do trajeto. A estação Água Branca já ultrapassa 97% de execução. Perdizes e Santa Marina estão acima de 91%. Brasilândia e João Paulo I se aproximam de 90%, enquanto Freguesia do Ó, SESC-Pompéia e PUC Cardoso de Almeida já superam 80%.
O ritmo das construções indica que o cronograma segue dentro do esperado para a entrega parcial no próximo ano.
Linha 6 deve reduzir viagens de ônibus de 1h30 para 23 minutos
Quando estiver em operação plena, a Linha 6-Laranja fará conexão direta com as Linhas 1-Azul, 4-Amarela e 7-Rubi, ampliando a integração do sistema metroferroviário.
A expectativa é atender mais de 630 mil passageiros por dia. O impacto será significativo no tempo de deslocamento, com trajetos que hoje levam cerca de 1h30 de ônibus podendo ser feitos em aproximadamente 23 minutos.
Conhecida como “linha das universidades”, a nova ligação atenderá diretamente sete instituições de ensino superior e outras quatro de forma indireta.
Trens começam a chegar à Zona Noroeste
A primeira composição da Linha 6-Laranja foi entregue no Pátio Morro Grande, na Zona Noroeste. Ao todo, o sistema contará com 22 trens, cada um com seis carros, somando 132 carros em operação.
As composições foram transportadas a partir do interior paulista e montadas na capital, onde passam por testes antes do início da operação.
Produção nacional impulsiona o projeto
Os trens são fabricados pela Alstom em sua unidade de Taubaté, no interior de São Paulo. A produção começou em 2024 e faz parte da estratégia de fortalecimento da indústria nacional ligada ao setor ferroviário.
Tecnologia garante economia de energia
As novas composições são feitas em aço inoxidável, o que aumenta a durabilidade e reduz o consumo energético. A vida útil estimada supera 40 anos.
Outro destaque é o sistema de frenagem regenerativa, que permite reaproveitar a energia gerada durante a desaceleração dos trens. Essa energia é devolvida ao sistema e utilizada por outras composições em movimento, tornando a operação mais eficiente.
Na Linha 6, cerca de 95% das frenagens devem ocorrer com esse sistema, reduzindo o consumo e o desgaste dos equipamentos. O projeto recebeu certificação de sustentabilidade com o selo AST-Infra.
Operação automática e mais acessibilidade
Os trens terão condução automática, sem necessidade de operador, seguindo o modelo já adotado em outras linhas mais recentes da capital. Todas as composições serão climatizadas e equipadas com câmeras de monitoramento.
Entre as novidades, está a instalação de intercomunicadores em altura acessível para pessoas em cadeira de rodas, ampliando a autonomia de passageiros com mobilidade reduzida.
As composições também terão identidade visual própria, com predominância da cor laranja, além de janelas amplas que favorecem a iluminação e a visibilidade durante a viagem.
Um dos maiores projetos de mobilidade do estado
A Linha 6-Laranja é uma parceria público-privada entre o Governo de São Paulo e a concessionária Linha Uni (liderada pele espanhola Acciona), com execução das obras pela Acciona. O projeto já gerou mais de 10 mil empregos.
A iniciativa integra o programa SP Nos Trilhos, que reúne mais de 40 projetos voltados à expansão do transporte ferroviário no estado, com previsão de R$ 194 bilhões em investimentos e mais de mil quilômetros de trilhos.
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