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Mais de 3,6 mil pessoas formalizaram ser doadores de órgãos em Cartórios em SP

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  • Para ser doador, basta avisar aos familiares de primeiro ou segundo grau (pai, filho, irmãos, avós, cônjuges), pois serão eles que assinarão o documento autorizando a doação dos órgãos e tecidos;
  • Os órgãos e tecidos doados são removidos por meio de cirurgia. Portanto, a doação não desfigura o corpo; eOs órgãos e tecidos que podem ser doados são: coração, pulmão, fígado, rins, pâncreas, intestinos, pele (camada superficial), ossos, valvas cardíacas e córneas.

Em um país em que mais de 42 mil pessoas aguardam na fila por um transplante, cada gesto de empatia pode significar a diferença entre a vida e a morte. O Dia Nacional da Doação de Órgãos, comemorado no próximo sábado (27/09/2025), reforça a necessidade de solidariedade e de uma cultura de cuidado coletivo.

É hora de lembrar que a decisão individual de doar órgãos pode transformar muitas histórias, oferecendo esperança a quem luta diariamente pela vida.

Desde abril de 2024, a Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (AEDO) tornou mais fácil formalizar a vontade de ser doador. Gratuita e 100% digital, a iniciativa do Colégio Notarial do Brasil – Conselho Federal (CNB/CF), em parceria com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Ministério da Saúde, já soma mais de 3,6 mil registros em São Paulo.

O documento é feito pela plataforma e-Notariado e passa a integrar automaticamente a Central Nacional de Doadores de Órgãos, acessível a profissionais credenciados do Sistema Nacional de Transplantes.

O interessado acessa o site da AEDO, solicita gratuitamente um Certificado Digital Notarizado, participa de videoconferência com um tabelião de notas e assina eletronicamente o documento, indicando quais órgãos pretende doar. Tudo é feito pelo computador ou celular, com validade jurídica imediata e possibilidade de revogação a qualquer momento. Essa segurança fortalece a confiança de familiares e equipes médicas.

Números que exigem ação

Segundo o Ministério da Saúde, em 2024 foram realizados mais de 30 mil transplantes no Brasil. Entre os sólidos, destacam-se os de rim (6.320) e fígado (2.454). Entre os tecidos, os de córnea (17.107) e de medula óssea (3.743) foram os mais frequentes. Ainda assim, a fila nacional ultrapassa 42 mil pacientes. Um único doador pode beneficiar várias pessoas, o que reforça a importância de ampliar as autorizações formais.

O presidente do CNB/SP, André Medeiros Toledo,  a AEDO prova que a tecnologia pode unir solidariedade, cidadania e segurança jurídica. O serviço fortalece a política pública de transplantes e dá tranquilidade às famílias em momento delicado. Além de salvar vidas, cada doação inspira a comunidade e ajuda a reduzir desigualdades no acesso à saúde.

Converse com a família

Embora a AEDO registre a vontade do cidadão, a conversa em casa continua essencial. A entrevista com familiares permanece etapa sensível e se torna mais simples quando todos conhecem previamente a decisão do potencial doador. Dizer “eu quero doar”, deixar essa vontade por escrito e mantê-la atualizada reduz incertezas, acelera procedimentos e evita conflitos em horas de dor.

A mobilização não se limita à doação após a morte (post mortem). A legislação permite doações em vida, como de rim ou parte do fígado, em condições estritas e com avaliação médica rigorosa. Também é possível doar medula óssea, cadastrando-se no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME) e mantendo dados atualizados. Cuidar da saúde, adotar hábitos preventivos e realizar exames periódicos preserva a qualidade dos órgãos.

O Dia Nacional da Doação de Órgãos chama a transformar intenção em atitude. Declarar-se doador é perpetuar a vida, permitindo que novas histórias se iniciem. A AEDO combina simplicidade e segurança, tornando a solidariedade mais acessível. Falar com a família, registrar a decisão e compartilhar informação são passos concretos para multiplicar a esperança.


  • Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (AEDO) — clique aqui
  • Certificado Digital Notarizado – clique aqui
  • Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME)clique aqui
  • Sistema Nacional de Transplantes. – clique aqui

<<Com apoio de informações/fonte: Assessoria de Imprensa do Colégio Notarial do Brasil – Seção São Paulo (CNB/SP) / Alexandre Lacerda e Guilherme Camargo >>

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