A esclerose múltipla é uma doença autoimune rara e crônica que afeta o cérebro e a medula espinhal.
No Brasil, a campanha Agosto Laranja chama atenção para a importância do diagnóstico precoce e do tratamento, que está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e nos Centros Especializados em Reabilitação (CERs) da Prefeitura de São Paulo.
Entre os principais sintomas estão: dor, fadiga, perda de visão, fraqueza nos braços e pernas, tontura, formigamento, incontinência e dificuldade de coordenação motora. A doença geralmente aparece entre os 20 e 40 anos, sendo mais comum em mulheres.
Qualidade de vida
Não há cura, mas há tratamento que ajuda a controlar os sintomas e garantir qualidade de vida. Só em 2024, mais de 324 mil pacientes foram atendidos nos CERs da capital, com apoio de equipes multidisciplinares formadas por médicos, fisioterapeutas, psicólogos, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos e assistentes sociais.
Nos casos mais avançados, o Programa Melhor em Casa garante atendimento domiciliar multiprofissional, inclusive com cuidados paliativos, reforçando o suporte ao paciente e à família.
Segundo especialistas, a reabilitação física e a prática de exercícios são fundamentais para retardar o avanço da doença e dar mais autonomia ao paciente. “Hoje sabemos que a atividade física melhora força, equilíbrio e mobilidade, além de reduzir o impacto da doença no dia a dia”, explica a fisioterapeuta Angelina Paganini, do CER IV São Miguel.
O desafio é grande, mas com informação, diagnóstico precoce e tratamento contínuo, é possível viver melhor com esclerose múltipla.
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