parque campo marte ocupação
Tempo de Leitura: 2 minutos

.

  • Justiça aponta ocupação irregular como entrave ao Parque Campo de Marte

Uma decisão da Justiça de São Paulo ajuda a esclarecer por que o Parque Municipal Campo de Marte ainda não saiu do papel. O principal entrave estava na ocupação irregular de uma área pública dentro do terreno destinado ao projeto, na região da Casa Verde, Zona Norte da capital.

A liminar determina a reintegração imediata de posse de um espaço de quase 15 mil metros quadrados, ocupado pelo Grêmio Esportivo e Recreativo Cruz da Esperança. Com a medida, a Prefeitura poderá retomar o local e avançar na implantação do parque.

Decisão judicial libera área para implantação do parque

Ao analisar o caso, o juiz Bruno Santos Montenegro, da 9ª Vara da Fazenda Pública, concluiu que a entidade não possui direito sobre o terreno. Segundo a decisão, a ocupação de bem público tem caráter precário e não gera posse legítima, mesmo quando ocorre por longo período.

A ordem judicial se estende também a outros ocupantes eventualmente presentes na área. Quando a área foi concedida para a iniciativa privada, atuavam no local, além do Cruz da Esperança, o  Veteranos Unidos Paulista, Baruel Futebol Clube,  Pitangueira Futebol Clube  e  Grêmio Recreativo (SADE).

O magistrado autorizou ainda a demolição de estruturas irregulares e o uso de força policial, se necessário, para garantir o cumprimento da decisão.

Parque Campo Marte Ocupação
crédito: SP Parcerias

Projeto do parque estava comprometido

De acordo com a decisão, a permanência da ocupação impedia o avanço de um projeto considerado estratégico para a cidade. O juiz também destacou o risco de impacto no contrato de concessão do parque, com  prejuízos aos cofres públicos.

O modelo adotado para o Parque Campo de Marte prevê a entrega do terreno livre para o início das intervenções, condição que não vinha sendo atendida.

Para implantar e operacionalizar o parque nos próximos 35 anos,  o Consórcio Cântaro – cujo os acionistas detêm a concessão do Complexo do Pacaembú, formaram a Concessionária Campo de Marte SPE S/A.

Tentativas de acordo não avançaram

Antes de recorrer à Justiça, a Prefeitura, por meio da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, tentou resolver  a situação por vias administrativas. Houve propostas para integrar o clube ao futuro projeto, incluindo a possibilidade de participação na gestão dos campos de futebol de várzea previstos no parque.

Segundo o processo, a entidade chegou a participar das negociações, mas não aderiu ao acordo final. Também há registro de que notificações formais foram recusadas ao longo do tempo.

A administração municipal aponta ainda que atividades eram realizadas no local sem autorização, incluindo eventos e comercialização de bebidas.

Área é considerada estratégica para a Zona Norte

O terreno integra o projeto do Parque Municipal Campo de Marte, criado por decreto em 2024. A proposta é ampliar a oferta de lazer, esporte e convivência em uma das regiões mais densamente urbanizadas de São Paulo.

Com a decisão judicial, a expectativa é que o cronograma do parque avance, após a liberação integral da área.

Parque Campo Marte Ocupação Parque Campo Marte Ocupação Parque Campo Marte Ocupação