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São Paulo se prepara para receber mais uma edição de um dos eventos culturais mais aguardados do calendário brasileiro. Entre os dias 10 e 12 de julho, o São Paulo Expo será palco da 27ª edição do Festival do Japão, encontro que reúne tradições centenárias, experiências gastronômicas, manifestações artísticas, cultura pop, esportes, literatura e iniciativas sociais em uma programação que deve atrair mais de 200 mil visitantes.
As novidades da edição 2026 foram apresentadas pela KENREN – Federação das Associações de Províncias do Japão no Brasil durante coletiva realizada em 9 de junho, na Japan House São Paulo.

O encontro com jornalistas e comunicadores foi seguido por um brunch assinado pela chef Telma Shiraishi, do restaurante Aizomê, reconhecido por três anos consecutivos pelo jornal Folha de S.Paulo como o melhor restaurante japonês da cidade e que mantém uma unidade dentro da Japan House São Paulo.

Neste ano, o festival adota o tema “Kizuna – Laços que Unem”, conceito que permeia toda a programação. Para Ritsutada Takara, presidente do 27º Festival do Japão, a proposta traduz a essência de um evento construído a partir da convivência, da preservação cultural e da conexão entre gerações.
Mais do que uma celebração da cultura japonesa, o Festival do Japão se consolidou como um espaço de encontro entre histórias, memórias e identidades.
A cada edição, descendentes, admiradores da cultura oriental e visitantes de diferentes origens encontram oportunidades para conhecer tradições, revisitar raízes familiares e descobrir novos aspectos da relação entre Brasil e Japão.

Um festival que celebra os laços entre passado, presente e futuro
A principal novidade de 2026 é a criação do Espaço Kizuna, ambiente dedicado à ancestralidade e à reconstrução de trajetórias familiares. O espaço foi concebido para aproximar descendentes japoneses de suas origens por meio de pesquisas históricas, conteúdos educativos e experiências interativas.

Os visitantes poderão consultar listas de imigração, identificar as províncias de origem de seus antepassados e conhecer aspectos culturais das 47 províncias japonesas por meio de painéis digitais, vídeos e recursos imersivos.
A coordenadora do espaço, Regina Yamada, explica que a proposta nasceu da necessidade de fortalecer o sentimento de pertencimento entre as novas gerações. A iniciativa também permitirá que os visitantes continuem essa jornada após o evento, por meio de QR Codes que direcionam para associações culturais japonesas espalhadas pelo Brasil.

A única viagem gastronômica pelas 47 províncias do Japão sem sair de São Paulo
Poucos espaços sintetizam tão bem a essência do Festival do Japão quanto sua área gastronômica.
Considerada uma das maiores atrações do evento, ela reúne a gastronomia das 47 províncias japonesas, característica que faz do festival uma experiência singular no mundo. Cada receita carrega tradições preservadas por décadas pelas famílias de imigrantes e pelas associações provinciais que ajudam a construir o evento.
Mais do que experimentar sabores, o público encontra histórias. Receitas transmitidas entre gerações, ingredientes que atravessaram oceanos e modos de preparo mantidos por décadas transformam a gastronomia em uma verdadeira ponte cultural entre os dois países.

Dança
Outro momento tradicional é o Bon Odori, dança coletiva que reúne milhares de pessoas em torno de uma experiência marcada pelo espírito comunitário. Ao som dos tambores de taiko e das canções tradicionais japonesas, visitantes de todas as idades participam de uma celebração que simboliza integração e convivência.

Cultura tradicional e universo geek dividem o mesmo palco
A programação cultural ganha reforço em 2026 com uma ampla agenda de oficinas gratuitas e experiências práticas.
Origami, shodô, ikebana, sashiko, mizuhiki e pixel art estão entre as atividades previstas. A edição também marca a estreia da Mokuhanga, tradicional técnica japonesa de xilogravura, além da criação de uma área inédita dedicada a jogos tradicionais como shogi, go, karuta e mahjong.
Enquanto as tradições centenárias ocupam um lado do festival, a cultura pop japonesa movimenta outro.

Os espaços Akiba Space, Akiba Cosplay e #FJTAON retornam como pontos de encontro para fãs de animes, mangás, games e cosplay. Concursos, ativações digitais, cenários interativos e experiências voltadas ao universo geek prometem atrair milhares de visitantes.
Uma das novidades é a parceria do Akiba Space com a Sato Company e a emissora japonesa MBS para uma experiência dedicada ao anime Dan Da Dan. A atração contará com exibição de episódios, ativações visuais e experiências imersivas voltadas ao entretenimento japonês contemporâneo.

Shows, cosplay e atrações inéditas movimentam a programação
Entre os nomes mais aguardados da edição está a cantora japonesa Yumi Matsuzawa, conhecida internacionalmente pelas músicas da Saga de Hades de Os Cavaleiros do Zodíaco.
A artista fará duas apresentações no palco principal: no sábado, 11 de julho, às 17h26, e no domingo, 12 de julho, às 14h. A participação celebra os 40 anos do anime e os 30 anos de carreira da cantora.
O público também poderá visitar uma exposição especial com reproduções autografadas autorizadas oficialmente pela produtora de Masami Kurumada. Parte da arrecadação obtida com a venda das obras será destinada ao GRAAC.
Outro nome confirmado é o cantor Will Kawamura, intérprete das músicas da franquia no Brasil.
No universo cosplay, o tradicional Akiba Cosplay by Yamaha volta a ocupar o palco principal no dia 12 de julho. Apresentado por Kendi Yamai, o concurso premiará os vencedores das três categorias principais com uma motocicleta cada.
A edição também manterá o concurso Miss Nikkey Brasil. As finalistas desfilarão com o tradicional furisode, traje formal utilizado por jovens solteiras no Japão. A vencedora receberá uma viagem ao país.

Crianças, literatura e sustentabilidade ganham protagonismo
A Área da Criança amplia sua programação com oficinas, atividades culturais e experiências sensoriais voltadas ao público infantil.
Entre os destaques está uma atividade que apresenta canções infantis japonesas executadas ao som do koto, instrumento tradicional associado à harmonia e à transmissão de conhecimento entre gerações.
A preocupação com responsabilidade social e sustentabilidade também permanece como uma das marcas do evento. Crianças e jovens participam de atividades ligadas ao consumo consciente, à reutilização de materiais e à preservação dos espaços coletivos.
Os grupos escoteiros nikkeis desempenham papel importante nesse processo, colaborando com a organização e a destinação correta dos resíduos produzidos durante o festival.
A agenda ambiental inclui ainda ações de compostagem, reaproveitamento de materiais e atividades educativas. O evento também mantém apoio direto a mais de 50 entidades beneficentes e culturais da comunidade.

Um evento que vai além do entretenimento
As artes marciais tradicionais japonesas seguem presentes na programação com demonstrações e workshops de judô, karatê, kendô e kobudô conduzidos por atletas e mestres reconhecidos nacional e internacionalmente.
Outro espaço que cresce a cada edição é a Alameda Literária. Em seu terceiro ano, a iniciativa reunirá mais de 50 expositores, escritores, ilustradores, quadrinistas e editoras ligados à cultura oriental e nikkei.
O ambiente promove encontros entre autores e leitores, sessões de autógrafos e debates sobre identidade, memória e representatividade. Entre os convidados está Hiro Kawahara, primeiro brasileiro a conquistar a medalha de ouro do Japan International MANGA Award, considerada a principal premiação internacional concedida pelo governo japonês a artistas estrangeiros.
A estrutura do festival também receberá investimentos em tecnologia e experiências digitais. Um palco 360 graus com painéis de LED, ativações interativas e recursos visuais imersivos promete ampliar a conexão do público com as atrações.

Ao reunir gastronomia, ancestralidade, inovação, literatura, entretenimento e convivência em um mesmo espaço, o Festival do Japão reafirma sua posição como o maior evento de cultura japonesa do mundo e uma das mais relevantes plataformas de intercâmbio cultural do país.
Durante três dias, São Paulo se transforma em uma vitrine da herança japonesa construída ao longo de mais de um século no Brasil. Um encontro onde tradição e contemporaneidade convivem naturalmente, aproximando gerações e criando novas histórias para quem cruza seus portões.
Serviço
27º Festival do Japão
- 10/07 – sexta – 11 às 21 horas
11/07 – sábado – 09 às 21 horas
12/07 – domingo – 09 às 18 horas - São Paulo Expo Exhibition & Convention Center
- Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 – São Paulo/SP
- Ingressos aqui.
- Ônibus gratuito da Estação de Metrô São Judas para o Festival do Japão
Av. Fagundes Filho, 220 – Horário: das 7h às 21h30 - Instagram: @festivaldojapao
Facebook: www.facebook.com/festivaldojapa
<com apoio de informações: Anagrama Comunicações e Eventos – Jornalista Reila Criscia e Elizabete Almeida>



























































