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Black Friday: corrida por descontos aumenta golpes com boletos falsos e sites clonados

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Tempo de Leitura: 3 minutos

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A Black Friday, marcada o final deste mês (28/11/2025 – 6ª feira), promete movimentar milhões de consumidores em busca de ofertas expressivas.

A data, tradicional no calendário do varejo, deve impulsionar compras online e físicas, mas também exige cautela: é justamente nesse período que as tentativas de golpe disparam e colocam consumidores e empresas em alerta. Boletos adulterados, sites falsos e e-mails promocionais fraudulentos estão entre as práticas mais comuns.

De acordo com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), 4 em cada 10 consumidores já receberam algum tipo de tentativa de fraude durante promoções digitais.

O ambiente de compras em alta velocidade, somado à expectativa por descontos agressivos, facilita a ação de golpistas.

O Indicador de Tentativas de Fraude da Serasa Experian mostra que o Brasil registrou 6,9 milhões de ataques no primeiro semestre de 2025, alta de 29,5% em relação ao ano anterior — tendência que se intensifica justamente em épocas de grande volume, como a Black Friday.

E-mails e links falsos: o alerta principal

Um dos maiores riscos da temporada são os e-mails promocionais falsos, que simulam ofertas irresistíveis. Para Marcelo Souza, responsável pelas áreas de Prevenção à Fraude e PLDFT do Grupo Bari, este é o golpe mais recorrente. “Se a promoção parece boa demais para ser verdade, geralmente não é. O consumidor precisa desconfiar de anexos, evitar clicar em links suspeitos e sempre verificar os canais oficiais da loja antes de finalizar qualquer compra.”, comenta.

Ele reforça que manter antivírus atualizado, evitar cadastros em sites duvidosos e conferir cada detalhe da página visitada são medidas básicas, mas fundamentais.

Verifique o site antes de comprar

Além de desconfiar das mensagens, é essencial avaliar a segurança do site. A página deve conter “https://”, ícone de cadeado, domínio real da empresa e construção visual consistente, sem erros ou imagens distorcidas — sinais comuns de páginas clonadas. Extensões de segurança no navegador e cartões virtuais temporários também reduzem riscos.

O diretor de Segurança da Informação da Evertec, Fernando Malta, o momento do pagamento exige máxima cautela e  comenta:  “Prefira métodos confiáveis, como cartão de crédito e plataformas seguras. Ao usar Pix ou boleto bancário, confira nome e conta de destino com calma. Criminosos exploram a pressa do consumidor para induzir erros e desviar pagamentos.”

Lojas devem reforçar seu checkout

Do lado das empresas, a recomendação é reforçar a autenticidade da experiência digital. Fabricio Divitiis, superintendente comercial da iugu, destaca a importância de um ambiente de compra confiável. “Um checkout personalizado, com domínio próprio e identidade visual clara, aumenta a credibilidade e reduz drasticamente o risco de fraudes. O cliente precisa reconhecer imediatamente que está comprando no ambiente real da marca.”, aremata ele.

Ele lembra que autenticação em dois fatores, revisão de acessos internos e testes de sistemas antes da data são indispensáveis para evitar falhas e abandonos de carrinho.

Golpes emocionais e crédito falso: atenção aos idosos

Alguns golpes aumentam especialmente no fim do ano. Antonio de Pádua Parente Filho, Chief Legal, Compliance e Risk Officer do Grupo Braza, alerta para o crescimento do golpe do falso advogado e do crédito facilitado.  “Criminosos usam o apelo emocional e a expectativa pelo 13º salário para abordar vítimas, principalmente idosos. Nunca se deve pagar taxas antecipadas via Pix sem checar a origem por canais oficiais.”, diz o executivo.

Biometria e tokenização: tecnologia como aliada

A adoção de tecnologias de segurança tem crescido. Para Antonio Carlos Censi, Diretor de Tecnologia da Montreal, a biometria é hoje uma das defesas mais eficazes. Segundo ele, “a biometria garante que quem faz a compra é realmente o titular. Como utiliza características impossíveis de reproduzir, reduz muito as fraudes e a dependência de senhas.”

Já a tokenização, segundo André Carneiro, CEO da BBChain, se tornou essencial para proteger jornadas híbridas de compra:   “o consumidor navega entre físico e digital. Para manter a confiança, o varejo precisa garantir segurança em todos os ambientes — e a tokenização é um dos caminhos mais sólidos.”

Com tanta movimentação e pressão por aproveitar promoções, a regra continua válida: desconfie, verifique e só finalize a compra quando tiver certeza da segurança. Na Black Friday, a economia só vale a pena quando não vira prejuízo.


<<Com apoio de informações/fonte: VCRP Assessoria de Imprensa / Thaiza Ribeiro >>

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