Início Cotidiano Balão no ar é fogo! PM Ambiental fecha 15 fábricas clandestinas de...

Balão no ar é fogo! PM Ambiental fecha 15 fábricas clandestinas de balões em SP

Tempo de Leitura: 3 minutos

 

  • Resultados são dos primeiros sete meses do ano
  • Multas somaram R$ 710 mil e 23 balões foram recolhidos durante as ações

Quem vê um balão no céu muitas vezes não tem ideia dos prejuízos que ele pode causar nas áreas urbanas e de mata, colocando em risco vidas humanas, a fauna e a flora. Fabricar e soltar balões é crime e para combatê-lo a Polícia Militar Ambiental realiza operações diárias que, de janeiro a julho deste ano, permitiram fechar 15 fábricas clandestinas para esse fim e realizar 35 autuações.

Os resultados são de ações na Capital e Região Metropolitana de São Paulo. Os trabalhos nessas duas regiões são coordenados pelo 1º Batalhão de Polícia Ambiental (BPAmb), que no mesmo período aplicou R$ 710 mil em multas e recolheu 23 balões durante patrulhamento preventivo e ostensivo.

De acordo com a capitã Paola Mele, comandante da 1ª Companhia do 1º BPAmb, a PM Ambiental realiza um trabalho de inteligência, levando em consideração as denúncias recebidas sobre balões, para identificar locais suspeitos e realizar as fiscalizações.

“Quando chegamos ao imóvel investigado, temos a entrada franqueada por quem estiver no local e iniciamos as buscas. Quando constatamos a existência de um fábrica de balões, realizamos autuações na ordem de R$ 10 mil para cada parte de balão localizado. Além disso, apreendemos todo o material e detemos os autores para apresentar a ocorrência em uma delegacia”, explicou a oficial.

Em uma unidade da Polícia Civil, as partes envolvidas nesses flagrantes são ouvidas e os objetos encaminhados à perícia. Os responsáveis, por sua vez, costumam ser autuados por crime ambiental de acordo com o artigo 42 da Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, o qual estipula detenção de um a três anos ou multa, ou ambas as penas cumulativamente, para quem fabricar, vender, transportar ou soltar balões.

Balão no céu e fogo no chão

Além das fiscalizações em busca de fábricas de balões, a PM Ambiental também atua observando os balões que já estão no céu.

“Principalmente durante os finais de semana e feriados, costumamos ficar em pontos de maior visibilidade para avistar balões no céu. Quando isso ocorre, uma equipe vai por terra em direção a ele na tentativa de flagrar pessoas que tenham a intenção de fazer o seu resgate”, esclareceu Paola.

A oficial contou que é comum os autores resgatarem balões para reaproveitá-los e soltá-los no céu novamente. Ela também enfatizou que recuperar um balão que esteja caindo também pode levar a multas por parte da PM Ambiental e os autores responderem criminalmente pelo ato.

Cada pessoa que é flagrada recuperando um balão recebe multa no valor de R$ 10 mil. Além disso, os autores são levados a uma delegacia, podendo ser indiciados pelo crime ambiental já citado, bem como pelo crime estabelecido no artigo 261 do Código Penal Brasileiro: expor a perigo embarcação ou aeronave, própria ou alheia, ou praticar qualquer ato tendente a impedir ou dificultar navegação marítima, fluvial ou aérea. Nesta última situação, a pena de reclusão é de dois a cinco anos.

Parque do Juquery/Franco da Rocha

Os riscos e a irresponsabilidade

A soltura de balões traz diversos riscos, entre eles incêndios em áreas urbanas ou florestas, podendo levar à perda de vidas humanas ou de animais que vivem em meio à mata, e na devastação da vegetação.

Um bom exemplo foi o incêndio que atingiu o Parque Estadual do Juquery, em Franco da Rocha, no final de agosto — releia reportagem do DiárioZonaNorte – clique aqui. Uma das linhas de investigação da Polícia Civil apura o envolvimento de baloeiros no caso, o qual resultou em uma extensa devastação da vegetação existente no parque, além da morte de animais.

O local, que abriga o último grande remanescente de Cerrado da Grande São Paulo e remanescentes da Mata Atlântica, foi criado para conservar a mata nativa e áreas de mananciais do Sistema Cantareira. Além disso, na unidade já foram registradas espécies da fauna e flora, como como cachorros-do-mato, veados-campeiros, jaguatiricas, frutas-do-lobo, angicos, copaíbas, cambarás.

Outro risco relacionado à soltura de balões, segundo a capitã, trata das áreas onde estão instaladas indústrias químicas, como em Cubatão. Nestes locais, a queda de um balão pode ocasionar chamas bem piores, dificultando a contenção e causando problemas ecológicos graves.

Mas não é só quando um balão cai que há problemas. Ainda no céu, ele pode ocasionar acidentes aéreos e, da mesma forma, resultar na perda de vidas.

Não fique calado! Denuncie!

PM Ambiental se empenha para evitar que balões sejam soltos, por isso pede que a população denuncie a fabricação, o transporte ou qualquer atividade suspeita relacionada: bit.ly/DenuncieAQUI .  

Quando avistar balões já soltos, acione 190

<< Com apoio de informações/fonte: Assessoria de Imprensa e Comunicação da Secretaria da Segurança Pública >>


 

d