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A dengue passeia pela Parada Inglesa. Os sintomas da doença confundem com Covid.

da Redação DiárioZonaNorte

<< Exclusivo >> === Uma picape da Fiat subindo e descendo as ruas da Vila Dom Pedro II, na Parada Inglesa/Tucuruvi (Zona Norte-Nordeste de São Paulo), dando voltas nos quarteirões, por diversas vezes.

Sem aviso aos moradores, esse veículo com uma espécie de motor na caçamba — uma espécie de mini gerador de aerossol popularmente conhecido como “fumacê” — produzindo um forte barulho chamou atenção de moradores e transeuntes há algumas semanas. No ar, uma tênue fumaça do nebulizador expelia um produto químico com o objetivo de controle e combate ao aedes aegypti, ou a conhecida dengue.

Bloqueio

Esse bloqueio consiste na eliminação prévia dos criadouros para mosquitos e a Ultra Baixo Volume (UBV) veicular foram realizados no raio de 150 metros a partir da residência de um morador com resultado laboratorial positivo para dengue. Este raio compreendeu trechos das ruas Vicenza, Dona Gabriela, Luísa Scarpini, Maria Nadi Rodini,  Plinio Pasqui, Maria,  Estela Fidalgo, Padre Agostinho de Matos, Ladário e Travessa Ode Marcial.

Os casos em que é  visualizado o veículo realizando Ultra Baixo Volume (UBV)  significa que há um caso positivo de arboviroses naquela região. Portanto, foi realizado bloqueio de criadouros e na sequência é realizado o bloqueio de nebulização (UBV).

Segundo a Coordenadoria Regional de Saúde (CRS) Norte, da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), esse serviço corresponde a aplicação aérea de UBV veicular deve ser realizada, mediante critério técnico, para o bloqueio de transmissão de casos de arboviroses – é um termo em inglês que deriva “ARthropod BOrne VIRUS”.  Nos manuais, esse serviço UBV é utilizado em vários países no controle de insetos em cidades e fazendas, no combate à dengue, chikungunya, vírus zika, malária, febre malária e tifo.

As aplicações na Zona Norte-Nordeste

Neste caso, são realizadas três aplicações, preferencialmente em dias subsequentes, que seguem as diretrizes do Ministério da Saúde. A aplicação na região da Vila Dom Pedro II/ Parada Inglesa foi realizada neste período, após a conclusão do bloqueio de criadouros, que foi constatado em residências da região.

Este processo somentre é realizado após a notificação de um caso confirmado na região e tem como objetivo a eliminação de mosquitos adultos,  para contenção da transmissão de arboviroses. A próxima etapa é o monitoramento, através das notificações de casos suspeitos ou confirmados de dengue de residentes desta área que busquem os equipamentos de saúde.

Com relação a outros bairros da Zona Norte-Nordeste com os maiores índices, a Coordenadoria de Vigilância em Saúde (COVISA) informa que dispõe de boletim semanal sobre os casos de arboviroses, inclusive com a distribuição de casos por bairros e mapas, que pode ser acompanhado clicando aqui.

Sobre a programação do serviço em outras regiões/bairros da Zona Norte-Nordeste, a COVISA lembra que a aplicação de UBV veicular, conforme o Programa Nacional de Controle do aedes aegypti, está recomendado, dentro de critérios técnicos, para bloqueio de transmissão de casos confirmados de dengue ou casos com forte indicativo clínico-epidemiológico de Chikungunya, Zika Vírus e Febre Amarela. Desta forma,  não há uma programação mensal a ser seguida, já que a realização está vinculada às notificações dos casos pelas unidades de saúde às Unidades de Vigilância em Saúde – Uvis

Os cuidados com a Dengue

Aedes Aegypti poderia até parecer um palavrão, mas é o nome cientifico, misturando o grego e o latim,  e que ficou conhecido como dengue. Junto com os primos principais — Chikungunya e a Zika —  formam um trio de doenças transmitidas pela picada de um terrível mosquitinho da família das arboviroses.

Esses infernizam muitos bairros da Zona Norte da cidade de São Paulo e do município vizinho de Guarulhos – e com focos no Estado de São Paulo e outros estados brasileiros. E eles sobrevivem com ajuda dos próprios moradores, que sofrem diretamente as consequências e que colocam em risco os moradores vizinhos.

Junto com os vasos de plantas e em outros pontos com o acúmulo de água limpa e parada – e até esgotos — , esses mosquitos proliferam rapidamente. Nas ruas, em pontos de descarte irregular de lixo, onde jogam latas, garrafas, móveis, sofás, eletrodomésticos e até pneus possibilitando a desova dos mosquitos.

No período de chuvas, as autoridades da saúde chamam a atenção para os locais que possam represar água, principalmente nos jardins e quintal, com a intenção de evitar fotos de mosquitos e o surgimento de novos casos. Como prevenção, verificar sempre esses locais. Até uma tampinha de refrigerante pode ser um local apropriado para dengue. E lembrre-se: pessoas infectadas com o vírus pela segunda vez têm um risco significativamente maior de desenvolver doença grave.

Além da vigilância em residências,  há também uma preocupação com estabelecimentos  que apresentam grande quantidade de recipientes em condições favoráveis à proliferação de larvas de Aedes aegypti: depósitos de pneus usados e de ferro velho, oficinas de desmanche de veículos, borracharias, oficinas de funilaria, cemitérios e outros locais. Com isto, busca-se evitar a proliferação do vetor na regiào.


Assista ao video abaixo – produzido pela Tv Saúde Brasil:


Covid x Dengue

E ainda mais agora, no pior momento e no meio de uma pandemia do Covid-19, que trouxe muitos casos e mortes. Os sintomas são parecidos e os dianósticos podem até confundir: febre alta, dores de cabeça e no corpo, atrás dos olhos, no corpo, perda de apetite, tonturas, extremo cansaço e dores nas articulações.

O aparecimento de febre alta (39/40 graus), dor de cabeça e no corpo são sintomas mais comuns da doença. Nos tempos atuais, podem levar uma pessoa a pensar que contraiu o coronavírus/Covid-19. Só que esses mesmos sintomas podem ser apresentados por alguém que está com dengue, outra virose que costuma registrar alta de casos nesta época do ano. Um dos poucos diferenciais da dengue são as manchas vermelhas na pele parecidas com o sarampo (no tórax e membros superiores), perda do paladar e apetire,  náuseas e vômitos

Mesmo que ainda nos faltem dados para ter um diagnóstico preciso do coronavírus, que aliás, por se tratar de um vírus tem tido mutações e variações, podemos destacar algumas características, tais como: tosse (seca ou com catarro), dor de garganta acompanhada de febre (acima de 37,8ºc), coriza, dor no corpo e de cabeça com perda de olfato (anosmia) e paladar (ageusia).

Além desses sinais e sintomas, é comum a pacientes da Covid apresentarem falta de ar, dificuldade para respirar, febre que não diminui mesmo com o uso de medicamentos antitérmicos, pressão no peito e, em gestantes, principalmente, queda de pressão arterial. De todo modo, a orientação é procurar um médico para fazer os exames para a confirmação.

Busca de mais informações

A Secretaria Municipal da Saúde informa abaixo os endereços e contatos das Unidades de Vigilância em Saúde (Uvis), que podem ser úteis em informações e orientações. Há também o Canal de Atendimento para munícipes para solicitações diversas através do telefone 156 ou no Portal de Atendimento – clique aqui.


<<Com apoio de informações/fonte: Assessoria de Imprensa/Secretaria Municipal de São Paulo-PMSP / Kelvin Santos >>

 


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