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A Parada Inglesa completa 110 anos neste sábado, 25 de julho de 2026. Fundado em 25 de julho de 1916, o bairro surgiu em terras pertencentes ao inglês William Harding e hoje integra a área administrada pela Subprefeitura de Santana/Tucuruvi/Mandaqui (STM).
A região faz divisa com Santana, Jardim São Paulo, Tucuruvi, Vila Mazzei, Vila Gustavo, Vila Dom Pedro II e Água Fria. Um detalhe que costuma gerar dúvidas é o limite do bairro.
O início da Parada Inglesa é marcado pela Rua João Nunes, na esquina da Drogaria SP. A partir da Rua Paulo Avelar, a área já pertence à Vila Guilherme.
A história da Parada Inglesa está diretamente ligada ao desenvolvimento dos transportes e ao crescimento da Zona Norte de São Paulo. Ao longo das últimas décadas, o bairro passou por grandes transformações, mas ainda preserva referências importantes de sua origem.

Como surgiu o nome Parada Inglesa
Onde hoje está a Rua Tramway funcionava uma parada da Estrada de Ferro Cantareira (EFC), uma linha urbana de trens movidos a lenha que operou entre 1893 e 1965.
Inicialmente, o ramal foi construído para transportar materiais destinados às obras da Adutora da Cantareira, responsável pelo abastecimento de água da cidade de São Paulo. Em 1895, a ferrovia passou também a transportar passageiros.
Na época, não existia uma estação oficial naquele ponto. Os passageiros pediam ao maquinista para desembarcar na “parada do inglês”, uma referência ao engenheiro inglês William Harding, proprietário das terras da região e morador de um palacete localizado no Morro do Tucuruvi.
O imóvel foi demolido décadas depois para a construção da sede da Subprefeitura de Santana/Tucuruvi/Mandaqui, na Avenida Tucuruvi. A expressão utilizada pelos passageiros acabou dando origem ao nome que permanece até hoje: Parada Inglesa.
A ferrovia, que começou como um ramal da Estrada de Ferro Sorocabana, ligava a Rua João Teodoro ao Tremembé e, posteriormente, teve sua extensão ampliada até Guarulhos.

A Velha Avenida Nova e a transformação da região
A principal via da Parada Inglesa é a Avenida Luiz Dumont Villares, conhecida pelos moradores mais antigos como “Velha Avenida Nova“. O apelido faz referência à última grande intervenção urbana realizada no local.
A avenida foi inaugurada em julho de 1980 e se consolidou como um dos principais polos gastronômicos e de lazer da Zona Norte, reunindo bares, restaurantes e espaços de convivência. Não por acaso, ganhou o apelido de “praia da Zona Norte”.
Pouca gente sabe que, até os últimos anos de funcionamento da Estrada de Ferro Cantareira, os trilhos passavam exatamente pelo espaço ocupado hoje pela avenida. O trem dividia o terreno com o Córrego Carandiru, posteriormente canalizado e aterrado para dar lugar ao novo sistema viário.

Na mesma avenida está localizado o Serviço Social do Comércio (Sesc) Santana, já no lado de Santana e Jardim São Paulo. Inaugurada em 22 de outubro de 2005, a unidade se tornou uma referência regional para atividades esportivas, culturais e de lazer.
A proximidade beneficia diretamente os moradores da Parada Inglesa, que encontram no espaço piscinas, aulas esportivas, hidroginástica, ginástica multifuncional, iniciação à corrida, além de um dos poucos teatros da região, com programação permanente.

Metrô impulsionou o desenvolvimento do bairro
Outra mudança decisiva para o crescimento da Parada Inglesa foi a chegada do metrô.
A Estação Parada Inglesa foi inaugurada em 1974, integrando a primeira linha do sistema metroviário da capital paulista, atualmente identificada como Linha 1 Azul. A ligação entre Tucuruvi e Jabaquara aproximou a Zona Norte da Zona Sul e impulsionou o desenvolvimento imobiliário e comercial da região.
Construída em concreto aparente, a estação é elevada, com plataformas laterais posicionadas cerca de dez metros acima do nível da rua.
O terminal possui 6.635 metros quadrados de área construída e capacidade para atender aproximadamente 20 mil passageiros por hora nos horários de maior movimento. Ao lado da estação funciona também um terminal de ônibus.

Verticalização mudou a paisagem da Parada Inglesa
Nos últimos anos, a Parada Inglesa passou por um intenso processo de verticalização.
Casas deram lugar a edifícios residenciais de diferentes padrões. Após a revisão do Plano Diretor Estratégico, o número de empreendimentos continuou crescendo, principalmente com edifícios de apartamentos compactos e condomínios de menor porte.
O aumento da população também trouxe novos desafios para a mobilidade urbana. O crescimento da frota de veículos e das garagens elevou o fluxo nas principais vias do bairro, especialmente nos horários de pico, quando os congestionamentos passaram a fazer parte da rotina dos moradores.

Igreja acompanha a história do bairro
Entre os marcos históricos da Parada Inglesa está a Igreja Nossa Senhora dos Prazeres, localizada próxima à estação do metrô.
A paróquia foi fundada em 25 de janeiro de 1940 com o nome de Nossa Senhora da Consolata. Em 21 de agosto de 1951, a igreja passou a adotar a atual denominação, Nossa Senhora dos Prazeres.
A mudança ocorreu a pedido do português José Gaspar de Afonseca, responsável pela doação do terreno onde o templo foi construído.
Passados 110 anos de sua fundação, a Parada Inglesa mantém características que unem memória, mobilidade, tradição e desenvolvimento urbano, consolidando-se como um dos bairros mais conhecidos e valorizados da Zona Norte de São Paulo.

Praça ganha nova vida
Recentemente, a Praça Nossa Senhora dos Prazeres passou por uma revitalização. Com investimento aproximado de R$ 980 mil, a intervenção foi executada pela empresa VZO Engenharia e viabilizada por meio de emenda parlamentar do vereador Major Palumbo.
O projeto contemplou a recuperação da pista de caminhada, com apicoamento, reparos e pintura acrílica, além da reforma do playground e da área destinada ao pet park.
A praça também recebeu uma quadra de beach tennis, uma quadra de basquete 3×3, pista de skate e novo paisagismo. Outro destaque foi a instalação de um deck de madeira plástica, criando um ambiente voltado à permanência dos frequentadores e à convivência entre moradores
Hoje, a praça se transformou em um espaço voltado ao lazer, à convivência e ao uso coletivo.
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