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A paciência do funcionalismo municipal de São Paulo chegou ao fim. Em assembleia realizada nesta 3ª feira (05/05), a categoria decidiu pela deflagração de greve imediata.

A medida extrema é uma resposta direta à proposta apresentada pela Prefeitura por meio do Projeto de Lei (PL) 354/2026, que trata da Revisão Geral Anual da remuneração dos Servidores Públicos Municipais.

Durante a deliberação, também foi aprovada a realização de um novo ato para esta quarta-feira, 06 de maio, às 13h, em frente à Câmara Municipal.

A mobilização urgente se dá diante dos fortes indícios de que o Projeto de Lei poderá ser lido em plenário ainda nesta terça-feira e seguir para análise expressa da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) já na 4ª feira (06/05).

A proposta encaminhada pelo Executivo prevê reajuste de 2% a partir de maio de 2026 e uma segunda parcela de 1,48% apenas em maio de 2027, com possibilidade de antecipação condicionada à arrecadação e à disponibilidade orçamentária.  Para o Auxílio-Refeição e o Vale-Alimentação, o índice de reajuste manteve-se travado em 3,51%.

Muito além do salário: mudanças perigosas na Educação

A APROFEM alerta que é fundamental que a categoria permaneça mobilizada, pois o projeto não trata apenas da recomposição salarial.

O texto embute mudanças estruturais e relevantes na legislação dos Profissionais de Educação, que precisam ser analisadas com rigor e acompanhadas de perto durante toda a tramitação. Entre as medidas que impactam a rede, o PL 354/2026 inclui:

  • Alterações relacionadas ao Abono Complementar dos docentes;
  • Possibilidade de transformação de cargos de Professor de Educação Infantil;
  • Novas etapas em concursos públicos;
  • Novas regras para contratação temporária de Profissionais da Educação;
  • Mudanças relacionadas à readaptação funcional e à JEIF.

Mobilização total e pressão nos Vereadores

A mobilização continua e precisa ganhar ainda mais força. A presença da categoria será essencial nesta quarta-feira, em frente à Câmara Municipal, para pressionar os vereadores e demonstrar que os Servidores não aceitam uma proposta que não corresponda à valorização reivindicada.

A atitude do Governo de enviar à Câmara um projeto como esse é um desrespeito sem precedentes. O reajuste não condiz com as perdas salariais dos Servidores. O PL 354/2026 traz, ainda, alterações relevantes para a carreira dos Profissionais da Educação. Nossa resposta foi dada: é greve. Estaremos na porta da Câmara para barrar esse retrocesso“, afirma o Professor Ismael Nery Palhares Junior, Presidente da APROFEM.

SERVIÇO – NOVO ATO E PARALISAÇÃO:

  • Data: 06 de maio (quarta-feira), às 13h
  • Local: Em frente à Câmara Municipal de São Paulo (Viaduto Jacareí, 100)

Para conhecer o trabalho da APROFEM acesse o website https://www.aprofem.com.br ou seguir o perfil do Instagram https://www.instagram.com/aprofem

<com apoio de informações: Rafaela Manzo Soluções em Comunicação – jornalista Rafaela Manzo>

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