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- Tripulantes da Gol e Azul aprovam reajuste e cancelam greve no setor aéreo
Os aeronautas da aviação regular, que incluem pilotos e comissários, aprovaram a nova proposta de renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) para os anos de 2025 e 2026, encerrando o risco imediato de greve no setor aéreo brasileiro.
A decisão afasta a possibilidade de paralisação que poderia ocorrer no dia 1º de janeiro de 2026, em pleno período de festas e alta demanda por voos.
A votação foi realizada de forma on-line, entre os dias 27 e 28 de dezembro, e envolveu tripulantes das companhias Gol e Azul.
Segundo o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), 65,93% dos votos foram favoráveis à proposta, enquanto 32,77% votaram contra e 1,29% se abstiveram.
Acordo foi mediado pelo TST
A negociação foi conduzida pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), com participação do Ministério Público do Trabalho (MPT), após a categoria ter rejeitado uma proposta inicial apresentada pelas empresas e entrado em estado de greve.
Com a aprovação do acordo, foi cancelada a assembleia que estava prevista para a manhã de 2ª feira (29/12) e que poderia discutir a deflagração da paralisação.
O que muda no acordo aprovado
A nova proposta substituiu o abono único previsto anteriormente e passou a estabelecer a correção das cláusulas salariais pelo INPC, com ganho real estimado em 0,5%. O acordo também prevê reajuste de 8% no vale-alimentação. As diárias internacionais ficaram fora desse reajuste.
Com o resultado da votação, o processo de negociação coletiva é considerado encerrado nos termos aprovados, afastando o risco de paralisação do transporte aéreo brasileiro às vésperas do Ano Novo.
Latam já havia aceitado proposta inicial
Funcionários da Latam não participaram da votação realizada nos dias 27 e 28 de dezembro. A companhia já havia aceitado a proposta original apresentada pelas empresas durante as negociações, o que retirou seus tripulantes do processo de mediação conduzido pelo TST.
O Sindicato Nacional dos Aeronautas representa cerca de 30 mil profissionais da aviação regular, agrícola, executiva e do táxi aéreo em todo o país.
Situação dos aeroviários segue indefinida
Enquanto os aeronautas encerraram a negociação, o cenário é diferente entre os aeroviários, profissionais que atuam em terra nos aeroportos.
Em São Paulo, trabalhadores ligados ao Sindicato dos Aeroviários no Estado de São Paulo (Saesp), que representa majoritariamente funcionários do Aeroporto de Congonhas, rejeitaram a proposta salarial e ainda vão decidir sobre o estado de greve.
Já os aeroviários de Guarulhos, filiados ao Sindicato dos Aeroviários de Guarulhos (Sindigru), ainda estão em processo de votação da proposta salarial. A categoria deve se reunir em assembleia nesta semana para deliberar sobre os próximos passos.

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