da Redação DiárioZonaNorte
- Motoristas paralisam linhas em São Paulo após atraso do 13º salário
- Zona Norte foi uma das regiões mais afetadas
- Prefeitura suspendeu o rodízio de veículos e faixa de ônibus pode ser utilizada
Motoristas e cobradores de ônibus iniciaram, por volta das 16h desta 3ª feira (9/12/2025), uma paralisação repentina que afetou diversas linhas em São Paulo.
A mobilização ocorre após o não pagamento do 13º salário e do vale-refeição nas férias, benefícios previstos no acordo firmado entre empresas e trabalhadores na última campanha salarial.
De acordo com o SindMotoristas, o pagamento deveria ter sido realizado em setembro, mas as empresas não quitaram as parcelas de setembro, outubro e novembro — e também não cumpriram a promessa de pagamento retroativo que deveria acontecer até 12 de dezembro.
Mesmo com decisão judicial determinando o cumprimento, o sindicato afirma que os valores continuaram em aberto, o que acentuou a crise.
Segundo o presidente da entidade, Valdemir dos Santos, a situação ficou insustentável após as empresas enviarem, na véspera, um ofício solicitando novo prazo indefinido para o pagamento do 13º salário. O documento citava questões contratuais e pendências de repasse junto à Prefeitura.
A reação nas garagens foi imediata.
“A revolta foi muito grande. Os trabalhadores perderam a confiança. O prazo do dia 12 já era resultado de uma renegociação. Agora, pedem outro. No final do ano, o trabalhador precisa desse dinheiro para passar o Natal com a família”, destacou o presidente do sindicato.
Impactos para a população
A paralisação surpreendeu quem tentava voltar para casa no fim da tarde. Passageiros encontraram linhas inoperantes, atrasos e poucas alternativas para deslocamento.
Além disso, a reportagem identificou ônibus circulando fora dos corredores exclusivos, sem respeitar faixas de ônibus, e veículos com a sinalização “Reservado”, mas transportando passageiros — uma tentativa improvisada de manter parte da operação.
Zona Norte é a mais afetada
Cerca de cinco mil ônibus foram retirados de circulação. Cinco empresas aderiram a greve, entre elas, a Sambaíba.
O Terminal Cachoeirinha foi afetado, assim como os terminais na Zona Sul de São Paulo. Como opção, os usuários podem usar o Metrô quê, de acordo com a CIA, está funcionando normalmente.
A Prefeitura de São Paulo suspendeu o rodízio de veículos normalmente, o que intensificou a dificuldade de circulação no período de pico.
Posicionamento das empresas
Em nota, o SPUrbanuss — entidade que representa as viações — afirmou que as operadoras “não estão poupando esforços para honrar seus compromissos trabalhistas” e solicitaram mais prazo para o pagamento do 13º, conforme previsto em lei.boa
A SPTrans e a Prefeitura foram procuradas, mas ainda não responderam os questionamentos.
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