Início Cultura Na cozinha e na mesa em períodos históricos com afetos e prazeres

Na cozinha e na mesa em períodos históricos com afetos e prazeres

Comer é um dos melhores exemplos ao ser humano. Comer bem e poder levar ao conhecimento de outros é a melhor contribuição de um escritor buscando as raízes na história da gastronomia.

Com os ingredientes passando por um almofariz, que nada mais era que uma tijela dos antepassados onde se moía quase tudo de bom que se comia à mesa.

Ainda mais tendo o pensamento elevado à deusa Deméter, da mitologia grega, considerada a grande protetora dos grãos, das colheitas e da fertilidade dos campos.

Costurando esses dois atributos na composição da história da gastronomia, do passado até aos dias de agora, o jornalista e escritor José Guilherme Rodrigues Ferreira está de volta com O Almofariz de Deméter – Breve geografia de vinhos, afeições, alimentos e apetites.

O título, que sai pelo selo Tapioca, reúne 48 crônicas que tratam a tarefa de comer – e sobreviver – em diferentes locais e períodos históricos. Nas quase 330 páginas, o livro traz à tona curiosidades e  fatos históricos sempre no envolvimento da culinária, junto a personagens dos antepassados.

Neste trabalho o autor radicaliza sua “escrita de conexões culturais” iniciadas em “Vinhos no Mar Azul – viagens enogastronômicas”, valendo-se do muito que leu, bebeu e comeu — não necessariamente nessa ordem.

Depois de escrever com todas as letras que “a melhor garrafa de vinho é a garrafa de vinho aberta”, o escritor parte para crônicas de comida, criando narrativas que ligam experiências e culturas com saltos no tempo e no espaço.

A leitura pode levar da mesa um tanto frugal de Napoleão às listas de ingredientes especiais do grego Archestratus. Dos sabores da hospitalidade dos heróis de Homero à cesta de “comida mexicana amorosa” preparada por Frida Khalo para Diego Rivera.

Do claret dos poetas românticos ingleses ao cauim dos tupinambás. Dos lagostins das festas de Uppsala, na Suécia, ao hambúrguer pop de Andy Warhol, nos Estados Unidos.

A obra destaca, especialmente, os momentos onde a cozinha e a mesa são territórios de prazer e de invenção de afetos. A apresentação do livro, escrita por Roberto Taddei, inclusive, tem o título de “Um romance à mesa”, assinalando uma evidente relação entre os textos, chamados de “cantos gastronômicos”.

Já no primeiro parágrafo da abertura de apresenção, ressalta Taddei: “Eis um livro precioso. Com seus saltos temporais e geográficos, e uma intensa conjugação de culturas, histórias e mitos, está à altura das obras capazes de organizar nossas experiências em grandes narrativas históricas. Mas não se trata, aqui, de história documentada, aquela que procura reconstituir no tempo as intrigas humanas. Estamos em outro registro, mais visceral: é o paladar, o estômago e o intestino quem decidem os rumos desse romance constituído de fragamentos gastronômicos. Não é pouco“.

Boa leitura e bom apetite!


                              O Almofariz de Deméter

    Breve geografia de vinhos, afeições, alimentos e apetites


Sobre o Autor

José Guilherme Rodrigues Ferreira == Escritor, jornalista e editor, José Guilherme Rodrigues Ferreira é parceiro do escritório Magno Studio, especializado em marcas e branding, em São José dos Campos (SP).

É pesquisador da história da alimentação e da viticultura e de suas conexões literárias e artísticas. Autor de Vinhos no Mar Azul – Viagens Enogastronômicas (Editora Terceiro Nome), teve seu livro agraciado em 2009 com o Gourmand CookbookAwards, França (WineLiterature: terceiro do mundo, primeiro do Brasil). É membro da Academia Brasileira de Gastronomia, ocupando a cadeira 14, desde 2008.

Foi editor-chefe do Diário do Comércio, publicação da Associação Comercial de São Paulo, durante 11 anos, onde compartilhava a página sobre gastronomia e vinhos com Sérgio de Paula Santos. Já integrou equipes nas redações da TV Globo, Agência Estado, O Estado de S. Paulo, Agência Folha, Jornal da Tarde e Globo Rural.

Foi diretor da Divisão de Editoração e Jornalismo da Coordenadoria de Comunicação Social da Universidade de São Paulo (USP), responsável pelo Jornal da USP (divulgação científica) e Revista USP (textos acadêmicos).


O que é o selo Tapioca === Fundado em 2012, junto à Pioneira Editorial, o selo Tapioca é dedicado exclusivamente à gastronomia. Suas categorias incluem livros de receitas, histórias de chefs e cozinheiros, crônicas, manifestos, reportagens, guias e documentários onde a comida é sempre o protagonista. Concebida por editores amantes da boa gastronomia, a Tapioca logo se estabeleceu no cenário editorial como um selo independente respeitado pela comunidade gastronômica brasileira. Uma porta aberta para os novos talentos da cena gastronômica e chefs e autores já consagrados.


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