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da Redação DiárioZonaNorte
  • O Sistema Cantareira continua em estado de alerta.
  • Nesta 2ª feira (03/09/2021) atingiu 35,9% de sua capacidade. 
  • Os níveis dos reservatórios que abastecem a Região Metropolitana de São Paulo estão mais baixos do que em 2013, ano que antecedeu a crise hídrica.

Sistema Cantareira o continua em estado de alerta. Nesta 2ª feira (06/09/2021), opera com 35,9%, com variação de – 0,2% no volume operacional nas últimas 24 horas. As informações são da  Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).  O nível é considerado alarmante, por estar abaixo da margem de 40%.

De forma prática: a Sabesp só pode retirar do reservatório 27 mil litros de água por segundo, e não os 33 mil como era anteriormente a crise atual – quando operava com 44% da capacidade.

O Sistema Cantareira abastece as  zonas Norte e central e partes das zonas Leste e Oeste da capital, bem como os municípios de Franco da Rocha, Francisco Morato, Caieiras, Osasco, Carapicuíba e São Caetano do Sul (na sua totalidade); e parcialmente os municípios de Guarulhos, Barueri, Itapevi, Jandira, Santana de Parnaíba, Cajamar e Santo André – cerca de 6,5 milhões de pessoas.

Represa do Jaguari – situação em 03/09/2021
Sistema Cantareira é composto por seis represas: Atibainha, Cachoeira, Jacareí, Jaguari Paiva Castro.  No total, a capacidade de armazenamento é de quase 1 trilhão de litros de água.  O tratamento da água é feito na estação de tratamento do Guaraú, a maior instalação de tratamento da Grande São Paulo, abastecendo abastece cerca de 7,5 milhões de pessoas por dia, 46% da população da Região Metropolitana de São Paulo.
Represa do Jaguari – situação em 03/09/2021

A Represa do Jaguari – em Igaratá que bombeia água para  para a Represa Atibainha – que integra o Sistema Cantareira (no trecho de Nazaré Paulista), por meio de  20 quilômetros de tubulação, registrou uma queda de 60% em seu volume.  Em alguns lugares, a vegetação toma conta de onde antes corria água.

Hidromapa com a situação dos reservatórios que atendem a Grande São Paulo – Fonte: Sabesp
Sabesp nega risco

Em nota, a Sabesp nega que haja risco de desabastecimento de água na Grande São Paulo.

“Na estiagem, a queda no nível das represas é esperada e a projeção da Companhia aponta níveis satisfatórios para os próximos meses, até o final do ano, quando são esperadas as chuvas de verão. Não há risco de desabastecimento neste momento na Região Metropolitana de São Paulo.  O sistema integrado opera nesta terça (31/8) com 43,4% de sua capacidade total, nível similar aos 44,1% do mesmo dia de 2018, quando não houve problemas de abastecimento”.

Sabesp reforça à população que use de forma consciente a água, evitando desperdícios (veja dicas ao final). Além das obras e ações operacionais que a Sabesp já adota, campanhas para alertar a população são veiculadas ao longo do ano.

Sabesp informa que o abastecimento está normal em toda a área atendida pela Companhia. Não há falta d’água generalizada.

Em algumas regiões atendidas pela Companhia é realizada a gestão da demanda noturna, que é feita de acordo com o consumo de água e é adotada pelo setor de saneamento e pela Comissão Europeia: quando há menos pessoas consumindo água, reduz-se a pressão nas redes a fim de evitar perdas por vazamentos e rompimento de tubulações; quando o uso é retomado, a pressão é reajustada.

Imóveis com caixa-d’água de reservação para ao menos 24 horas, como determina o Decreto Estadual 12.342/78, não sentem a intermitência.