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Será que os candidatos ao executivo e ao legislativo conhecem bem o setor de loteamentos, entrada da indústria da construção civil?
A Associação das Empresas de Loteamentos e Desenvolvimento Urbano (AELO), com mais de 1.000 associados no Brasil, promove pesquisa, cursos e um trabalho de ‘advocacy’ para esclarecer como o segmento de loteamentos é a base da grande indústria da construção civil e responsável pela solução do déficit de habitação no país.
“Tudo começa com um lote” é o mantra do setor, que em 2025 registrou alta de 15% nas vendas e valorização de até 14% no m² no estado de São Paulo.
Lote Legal
Com duas campanhas de conscientização, uma sobre como como comprar lotes legais e outra que mostra como o lote é um bom investimento, a AELO deseja ser protagonista para informar a população que para ter um lote é preciso preservar o meio ambiente, investir em infraestrutura (luz, água, esgoto, pavimentação, comunicação e mobilidade que é entregue ao poder público sem ônus) e montar as melhores opções de financiamento para viabilizar as vendas.
Em ano de eleições para o executivo e legislativo, a AELO quer que o eleitor saiba qual o plano dos candidatos para mitigar o déficit habitacional e como o setor deve merecer atenção. Todo eleitor quer ter casa própria e viver num estado preparado para oferecer qualidade de vida.
A pesquisa AELO/BRAIN/Secovi-SP acompanha 81 cidades no estado de São Paulo e, no 1º trimestre de 2026, mostra 7.297 lotes lançados, queda de 19% sobre o 1º trimestre de 2025, e 10.315 unidades vendidas, queda de 21%.
Ao mesmo tempo, permanecem 52.199 lotes em comercialização, com disponibilidade de 24,3%. A pesquisa mostra, por exemplo, que o preço médio chegou a R$ 703/m² nos loteamentos abertos e R$ 1.261/m² nos fechados, ambos em alta no trimestre.
Outro dado importante é que 66,7% das unidades lançadas são de loteamentos abertos e 33,3% de fechados; no estoque, os abertos representam 62,9% e os fechados 37,1%.
Todos esses números comprovam que os loteamentos têm uma grande importância e devem entrar para a agenda de quem quer governar e quem faz as leis no estado de São Paulo.
São Paulo em Lotes
A AELO lança o documento aberto “São Paulo em Lotes” para deixar claro o potencial dos loteamentos nas macrorregiões paulistas.
Em agosto, no 3º Fórum de Loteamentos AELO – Estadão, o presidente da entidade Caio Portugal deixou claro que o loteamento não é apenas uma etapa anterior à construção da casa, mas é infraestrutura urbana, geração de patrimônio, expansão ordenada das cidades e uma alternativa para ampliar a oferta de moradia em diferentes faixas de renda.
Seguem os dados da Região METROPOLITANA DE SÃO PAULO:
Na Grande São Paulo, o alto preço da terra transforma lote urbanizado em desafio central da política habitacional.
A Região Metropolitana apresenta R$ 170,3 mil de ticket médio no loteamento aberto, segundo a pesquisa, e R$ 375,2 mil nos loteamentos fechados.
Nos preços por metro quadrado, são R$ 1.068/m² no aberto e R$ 1.948/m² no fechado, os maiores valores registrados nesta modalidade.
A escala econômica da Grande São Paulo é muito superior às demais regiões, com PIB projetado em aproximadamente R$ 1,88 trilhão em 2026.
Desafios da política habitacional
Os desafios são proporcionais. No Fórum AELO foi debatida a ocupação desordenada da região da represa do Guarapiranga, nos anos 70-80, que é um exemplo que não pode mais ser suportado pelo poder público.
É justamente nesse território que a política habitacional precisa ser associada a mobilidade e infraestrutura. O atual governo paulista lançou o projeto Novas Centralidades, com previsão de 23 mil moradias em áreas próximas a transporte de alta capacidade nas regiões metropolitanas de São Paulo, Campinas e Jundiaí.
A pergunta da AELO aos candidatos: como ampliar a oferta de terra urbanizada na Grande São Paulo sem empurrar a população de menor renda para áreas cada vez mais distantes dos empregos?
O desafio é ter um futuro de segurança jurídica
O desafio, para a executiva da AELO, é debater como melhorar o ambiente de negócios e a política habitacional no estado de S. Paulo. Em fevereiro, o governo anunciou pacote de R$ 6,4 bilhões, envolvendo aproximadamente 37 mil moradias e ações de desenvolvimento urbano nas 16 regiões administrativas.
O programa Casa Paulista liberou, em março, mais 12,5 mil Cartas de Crédito Imobiliário, com investimento de R$ 159 milhões, para famílias de 62 municípios. Desde 2023, a modalidade havia disponibilizado 96,3 mil subsídios, segundo o governo estadual.
A população deve saber qual a proposta do programa de governo dos candidatos e cobrá-los junto à Assembleia Legislativa para que inclua a discussão da segurança jurídica e a reorganização da política estadual de habitação e qual será o papel da iniciativa privada nesse setor essencial.
A AELO luta pelo reconhecimento do muito que a iniciativa privada faz para o setor de desenvolvimento urbano, o investimento que oferece aos recursos públicos, ter uma linha de crédito compatível para dar acesso à todas as classes sociais com a oferta de lotes urbanizados para ampliar a produção de moradias no interior e nas regiões metropolitanas.
A AELO quer que o estado de São Paulo tenha terra urbanizada suficiente para que o setor público, o setor privado e as famílias possam ter sua moradia digna com qualidade de vida.
<com apoio de informações: Vera Moreira Comunicação – Jornalista Vera Moreira>
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