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Localizada ao lado da Estação Parada Inglesa do Metrô, na Avenida Luiz Dumont Villares, a Praça Nossa Senhora dos Prazeres passa por um processo de reforma e requalificação urbana.
Prazo de 90 dias para entrega
A intervenção, orçada em R$ 974.997,75, foi licitada pela Prefeitura de São Paulo e terá execução da empresa VZO Engenharia, com prazo contratual de 90 dias a partir da assinatura, formalizada em 29 de dezembro de 2025.
A proposta oficial prevê a recuperação estrutural e a ampliação das possibilidades de uso do espaço público, que hoje apresenta desgaste nos passeios, equipamentos deteriorados e carência de áreas voltadas à prática esportiva.
Segundo a Prefeitura, as melhorias atendem a solicitações feitas por moradores por meio do canal 156.

Deck de madeira de mais de um milhão da gestão Doria
Em 2021, na gestão João Doria Jr (PSDB), a Prefeitura investiu na revitalização, da mesma praça, cerca de R$ 1,3 milhão, como parte do Projeto Centro Aberto, visando atrair a iniciativa privada para a “gestão” da praça.
Entre as melhorias que a praça recebeu na ocasião, estava um deck de madeira de aproximadamente 370 m² que custou de R$ 1.075.825,47. O valor é equivalente a dois ou três apartamentos de dois dormitórios – médio padrão na Parada Inglesa e, maior do que o orçamento da atual intervenção na praça.
Este deck construído com madeira cumaru tratada, que deveria ser utilizado por cadeiras de praia e ombrelones, criando um ar praiano na Avenida Nova (Av.Luiz Dumont Villares) – hoje é usado como pista de skate improvisada foi totalmente pichado e hoje está totalmente destruído.

O que muda com o projeto de requalificação
O projeto inclui a recuperação da pista de caminhada com apicoamento, reparos e pintura acrílica, reforma do playground e da área destinada ao pet park, implantação de quadra de beach tennis, quadra de basquete 3×3, pista de skate e execução de paisagismo.
Também está prevista a instalação de um deck de madeira plástica, criando área destinada à permanência e convivência.
Pelo croqui do projeto básico, observa-se a reorganização dos fluxos internos e a distribuição dos novos equipamentos ao longo do perímetro voltado para a Avenida Luiz Dumont Villares.

Croqui do projeto
A área do deck, indicada com cerca de 210 metros quadrados, se integra ao conjunto esportivo, que passa a ocupar parte significativa da praça.
O documento técnico também evidencia a presença de grelhas, bocas de lobo e tubulações de grande diâmetro, além do limite do metrô elevado, o que revela a complexidade da infraestrutura existente sob o local.

Projeto foca na ampliação do público da praça
A reforma busca responder a uma demanda antiga por revitalização. O espaço, apesar da localização estratégica e do uso intenso por moradores da região da Parada Inglesa e bairros vizinhos, vinha sendo apontado como carente de manutenção e de equipamentos adequados para diferentes faixas etárias.
A Prefeitura afirma que a intervenção permitirá ampliar a utilização diária, estimular atividades comunitárias e oferecer mais segurança aos frequentadores.

Região segue vulnerável a enchentes no verão
No entanto, embora a requalificação contemple novos equipamentos e melhorias visuais, a praça está inserida em uma área que historicamente sofre com alagamentos, especialmente durante o verão.
A proximidade com a Avenida Luiz Dumont Villares e a presença do córrego Carandirú canalizado na região contribuem para a formação de pontos de acúmulo de água em períodos de chuva intensa.
Moradores relatam que, em temporais, a água pode avançar sobre parte do entorno da praça, afetando circulação e acessos.
O próprio projeto evidencia a existência de sistemas de drenagem, mas não detalha, na documentação pública do projeto básico, intervenções estruturais específicas voltadas ao aumento da capacidade de escoamento pluvial.
Especialistas em urbanismo costumam destacar que obras de retrofit em áreas sujeitas a enchentes demandam integração entre requalificação de superfície e soluções técnicas de drenagem, como ampliação de galerias, implantação de dispositivos de retenção ou sistemas de pavimentação drenante.

A obra de R$ 974 mil na Praça Nossa Senhora dos Prazeres
No caso da Praça Nossa Senhora dos Prazeres, a licitação tem como objeto principal a recuperação, reforma e construção de equipamentos, sem menção expressa a obras estruturais de macrodrenagem.
A Subprefeitura Santana/Tucuruvi/Mandaqui é responsável pela coordenação do projeto, conforme indicado nos documentos técnicos. A expectativa é de que, com a entrega da obra, o espaço passe a oferecer estrutura compatível com a intensa circulação diária proporcionada pela estação de metrô e pelo corredor viário da Avenida Luiz Dumont Villares.
A implantação de quadras esportivas e pista de skate tende a ampliar o perfil de usuários, atraindo jovens e famílias, além de fortalecer o caráter de convivência da praça. A inclusão de alambrado na área do playground e do pet park também busca garantir maior organização e proteção aos frequentadores.

Drenagem e infraestrutura desafiam projeto urbano
Mesmo com o avanço da obra, o debate sobre enchentes permanece no horizonte. Em uma cidade como São Paulo, onde eventos climáticos extremos se tornaram mais frequentes, intervenções urbanas em áreas vulneráveis costumam ser acompanhadas pela expectativa de soluções integradas que considerem tanto o uso social quanto a resiliência ambiental.
A Praça Nossa Senhora dos Prazeres simboliza, nesse contexto, o desafio permanente de equilibrar revitalização urbana, infraestrutura existente e adaptação às condições climáticas.
A entrega da obra deverá ser acompanhada de perto por moradores, que esperam não apenas um espaço mais organizado e funcional, mas também maior segurança durante o período de chuvas intensas.
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