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Repercussão de Caio Portugal, presidente da AELO (Associação das Empresas de Loteamento e Desenvolvimento Urbano), sobre a manutenção da SELIC em 15%.
A entidade representa um setor de grande impacto na economia brasileira, com o setor de loteamentos que investiu R$ 23 bilhões em infraestrutura e desenvolvimento urbano em 2025.
“O Banco Central acaba de manter a taxa de juros básica em 15% ao ano. Apesar do recrudescimento, ou seja, da diminuição da inflação, inclusive das expectativas da inflação para este ano, o Brasil continua convivendo com uma falta de compromisso fiscal. Isso faz com que o Banco Central tenha que ancorar as expectativas e, infelizmente manter a taxa de juros nesse nível altíssimo.
Nós, como setor produtivo, especialmente a AELO, que defende o setor privado de loteamentos, ficamos muito chateados porque entendemos que isso impacta muitas as expectativas, principalmente no que se refere ao planejamento de investimento, encarece os custos de captação de recursos para um setor que não tem acesso as linhas do sistema brasileiro de poupança e crédito, nem do fundo de garantia por tempo de serviço.
Especialmente para os adquirentes de lotes, infelizmente isso faz com que a oferta de lotes, que podia ser muito maior, tende a não ser, dentro do máximo possível, aja vista o custo do dinheiro que tem que ser carregado nas operações de loteamento.
Esperamos que na próxima reunião, em março, a gente tenha o início, finalmente, da queda de juros básicos. Para que seja de uma forma perene, requer tanto do governo federal, mas também do Congresso Nacional, e especialmente do Poder Judiciário, uma possibilidade de trabalhar com um pouco mais de vigilância fiscal, um pouco mais de previsibilidade fiscal.
Sem uma atuação tão expansionista, que isso de fato vai fazer com que as expectativas de taxa de juros, especialmente a curva de juros médio e futuro, de médio e longo prazo, inclinem para baixo. Se isso acontecer, o mercado imobiliário, mas especialmente o setor de loteamento, pode ter um maior incremento tanto na oferta quanto na demanda. Essa é a expectativa a da AELO.”
<com apoio de informações: Vera Moreira Comunicação – jornalista Vera Moreira>
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