- Antigamente era o talão de cheques e o uso aberto de pré datados; e
- Hoje, o maior uso acaba sendo os cartões de débito e crédito, mais o PIX.
Em um país onde o custo de vida sobe mais rápido que a renda e as incertezas econômicas rondam o dia a dia, cresce a sensação de que é preciso vigiar cada gasto. Essa percepção ficou evidente na pesquisa “A relação dos brasileiros com dinheiro”, da Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados.
O levantamento mostra que 63% dos brasileiros das classes A, B e C estão preocupados com o futuro financeiro, sendo que 35% se declaram muito preocupados. Apenas 2% afirmam não ter nenhuma preocupação.
O dado é ainda mais expressivo entre os jovens de 16 a 24 anos: 84% dizem ter medo do futuro financeiro. A apreensão também atinge os estratos mais altos: 80% da classe A e 79% da B afirmam estar preocupados ou muito preocupados.
Por região, o Sudeste lidera com 69% de moradores divididos entre preocupados (31%) e muito preocupados (38%). O Sul vem em seguida com 68%, sendo 46% muito preocupados. Nordeste e Norte/Centro-Oeste registram, respectivamente, 56% e 53%.
A aposentadoria aparece como um capítulo à parte. Um terço (33%) diz estar muito preocupado e outros 24% estão preocupados. O medo é maior entre os jovens (46%) e na classe A (43%). Em contraponto, 28% dos que têm 60 anos ou mais dizem não ter receio de ficar sem renda na velhice.

Orçamento apertado: contas pagas, mas sem sobra
A preocupação tem relação direta com o cenário atual. Quase metade (48%) paga as contas, mas não consegue guardar nada. Outros 30% afirmam que o dinheiro sobra, 11% precisam pedir empréstimos ou ajuda, 5% deixam contas para o mês seguinte e 6% não souberam ou não quiseram responder.
Segundo Marcelo Tokarski, o principal executivo da Nexus, a soma dos que não poupam com os que dependem de empréstimos ou atrasam contas chega a 64%, revelando fragilidade diante de imprevistos. O quadro é mais crítico entre jovens (55%), moradores do Sudeste (53%) e pessoas com até o ensino médio (51%). No Norte/Centro-Oeste, 43% dizem conseguir pagar tudo e ainda guardar dinheiro.

Dívidas pesam e limitam a poupança
O endividamento é um freio adicional. Metade (51%) dos brasileiros das classes A, B e C tem dívidas no cartão de crédito, 28% em empréstimos pessoais, 17% em financiamentos de imóveis ou veículos, 8% no cheque especial e 2% em outras modalidades. Apenas 27% afirmam não ter dívidas.
Entre os que não devem, 42% conseguem poupar. Entre os endividados, o percentual cai para 27%. E 14% dos que têm dívidas dizem se esforçar muito para fechar as contas do mês, contra 5% entre os que não têm pendências. Jovens de 25 a 40 anos concentram 66% das dívidas de cartão; já os empréstimos pessoais são mais comuns entre maiores de 60 anos (44%).
Para Tokarski, o resultado mostra que falta margem de segurança. “Sem reservas, as famílias ficam vulneráveis e distantes de construir um futuro sólido”, afirma.
A Nexus entrevistou, online, 1.010 cidadãos com idade a partir de 16 anos, das classes A, B e C, nas 27 Unidades da Federação (UFs). As entrevistas foram realizadas entre 08 e 09 de agosto de 2025. A margem de erro no total da amostra é de 3 p.p, com intervalo de confiança de 95%. A amostra é controlada a partir de quotas de: (a) sexo, (b) idade, (c) região e (d) PEA. Para esta pesquisa da Nexus, as classes A, B e C foram consideradas, segundo o Critério Brasil, da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisas (Abep). Somadas, essas classes representam, aproximadamente, 120 milhões de brasileiros. Renda Média: A – R$ 26.811,68 / B1 – R$ 12.683,34 / B2 – R$ 7.017,64 / C1 – R$ 3.980,38 / C2 – R$ 2.403,04 == Fonte: valores segundo Abep.
<Com apoio de informações/fonte: FSB Holding -Rodrigo Caetano / Lara de Faria / Manoel Guimarães >















































