- O colírio não está disponível no Brasil, ainda depende de aprovação pela Anvisa e parcerias comerciais; e
- Nos Estados Unidos, o custo fica em torno de 80 dólares/mês (em torno de R$400) e no Brasil calcula-se valor superior por causa dos tributos e importação.
Enxergar de perto se torna um desafio natural com o passar dos anos. A chamada presbiopia, popularmente conhecida como vista cansada, é o primeiro sinal de envelhecimento ocular e atinge quase todas as pessoas a partir dos 40 anos. O problema acontece quando o cristalino – a lente natural do olho – perde elasticidade e deixa de se ajustar às diferentes distâncias, tornando tarefas cotidianas como ler, usar o celular ou manusear documentos cada vez mais difíceis.
Hoje, o recurso mais imediato para compensar a presbiopia ainda são os óculos de leitura. Porém, um novo tratamento tem despertado interesse nos consultórios: o colírio Vizz, recentemente aprovado pelo Food and Drug Administration – FDA, agência regulatória dos Estados Unidos, equivalente à Anvisa no Brasil. O produto promete até 10 horas de visão próxima sem necessidade de óculos, funcionando como alternativa temporária à correção óptica tradicional.
Como funciona
O Vizz deve ser aplicado duas vezes ao dia em cada olho. Sua fórmula contém aceclidina 1,44%, derivado da pilocarpina, substância já conhecida pela oftalmologia desde o século XIX. Ao contrair a pupila, o colírio cria o chamado efeito pinhole, semelhante a um orifício de câmera, que amplia a profundidade de foco e permite enxergar com mais nitidez de perto.
Nos ensaios clínicos apresentados pelo fabricante, cerca de 70% dos participantes relataram melhora significativa na leitura e atividades próximas. Contudo, todos também apresentaram efeitos colaterais leves a moderados, como irritação ocular, dor de cabeça e visão turva temporária.

Grupos de risco e recomendações
Segundo o oftalmologista Leoncio Queiroz Neto, diretor executivo do Instituto Penido Burnier de Campinas, embora o Vizz represente uma inovação, seu uso deve ser cercado de cautela. Pacientes com miopia elevada, glaucoma ou diabetes estão entre os grupos de maior risco, já que a pilocarpina pode aumentar a chance de descolamento de retina, condição grave que pode levar à perda irreversível da visão.
Por isso, o especialista recomenda que apenas pessoas avaliadas por um oftalmologista, com exame detalhado da retina, considerem o tratamento. Sinais como flashes luminosos, manchas escuras e aumento repentino das chamadas “moscas volantes” devem motivar consulta médica imediata.
Para quem prefere não depender de óculos ou colírios, existem opções cirúrgicas. A mais utilizada é a monovisão refrativa, em que um olho é corrigido para visão de longe e o outro para perto. Há ainda a cirurgia de catarata com implante de lentes intraoculares trifocais, capazes de corrigir diferentes distâncias e eliminar o astigmatismo. Muitos pacientes relatam melhora expressiva da qualidade de vida após esse procedimento.
Um futuro de novas possibilidades
Com o envelhecimento acelerado da população brasileira, soluções como o colírio Vizz tendem a ganhar espaço. Ainda que não esteja disponível no Brasil, a expectativa já gera debates entre médicos e pacientes. A promessa de “deixar os óculos na gaveta” por até 10 horas é atraente, mas exige responsabilidade: cada caso deve ser cuidadosamente avaliado para equilibrar benefícios e riscos.
É um hospital especializado em doenças dos olhos desde 1920. Oferece através de seu corpo clínico especializado em oftalmologia, consultas, exames complementares e tratamentos, sejam clínicos, a LASER ou cirúrgicos, aplicáveis às diversas patologias oculares. O Instituto atende em média 4 mil consultas por mês, com 350 cirurgias ao mês.
<< Com apoio de informações/fonte: LDC Comunicação / Eutrópia Turazzi >>
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