Nos tempos da vovó, bastava o frio bater à porta para ela abrir o armário e tirar de lá aquele cachecol feito à mão, tricotado com paciência, cuidado e carinho. Era um item sagrado do guarda-roupa de inverno, com cheiro de casa aquecida, café coado e meias grossas. Antes mesmo de sair para a escola ou à rua, lá vinha o alerta: “menino, protege esse pescoço!”. E não era só tradição — era prevenção.
O velho conselho das avós ganha reforço da ciência nos dias de hoje. Em tempos de baixas temperaturas e ventos gelados, usar o cachecol vai muito além do charme visual: ele pode ser um importante aliado da saúde.
Otorrinolaringologistas confirmam que o acessório ajuda a evitar gripes, resfriados, dores de garganta e até crises respiratórias. A Dra. Cristiane Passos Dias Levy, médica do Hospital Paulista e especialista em alergias, explica que o uso do cachecol oferece isolamento térmico e mantém a temperatura do corpo mais estável.
“Ao proteger o pescoço e a região do tórax, o cachecol reduz o risco de resfriados e ainda impede a exposição direta ao vento, o que é especialmente importante para quem tem asma, rinite ou bronquite”, afirma a especialista.

Use com os cuidados
No entanto, o uso exige atenção. Muitas vezes, o material do cachecol — principalmente se for de lã — pode provocar alergias ou irritações em pessoas mais sensíveis. Para esse público, os modelos sintéticos são mais indicados.
Fabricados com poliéster, acrílico ou microfibra, esses tecidos são mais leves, têm secagem rápida e oferecem boa proteção contra o vento, ainda que não sejam tão eficientes em manter o calor como a lã.
A especialista lembra que um cachecol mal higienizado pode se tornar um vilão da saúde. Isso porque tecidos que acumulam poeira, ácaros ou fungos acabam provocando reações alérgicas, tosses e até infecções respiratórias. Por isso, é essencial higienizá-lo com frequência, principalmente antes da temporada de frio.
“Lave com sabão neutro e evite produtos com cheiro forte ou abrasivos. Nada de torcer com força: apenas pressione para retirar o excesso de água. Deixe secar naturalmente, de preferência à sombra, e guarde o acessório somente quando estiver completamente seco”, orienta Dra. Cristiane.

Cuide bem do cachecol
Além disso, é bom observar o ambiente de armazenamento. Um local limpo, seco e arejado evita o surgimento de mofo ou odores indesejados. Dobre o cachecol com cuidado ou enrole-o suavemente antes de guardar. Esses pequenos hábitos garantem a durabilidade do item — e, mais que isso, preservam sua função protetiva.
E vale lembrar: embora ajude bastante, o cachecol não substitui outras medidas importantes de proteção à saúde. Vacinação contra gripe, boa alimentação, hidratação e higienização das mãos continuam fundamentais.
Na escolha entre lã e tecido sintético, a dica é observar as reações do corpo, o tipo de uso e o clima. Em regiões com frio mais intenso e baixa umidade, a lã pode ser mais indicada. Já para quem enfrenta alergias frequentes, os sintéticos são a melhor escolha.
Mais do que um acessório de moda, o cachecol é uma barreira física contra os males do frio. E também um elo afetivo que resgata memórias: do colo da avó, da infância protegida, do calor humano que não sai de moda. Quando o inverno aperta, colocar um cachecol no pescoço pode ser como vestir um abraço.
<Com apoio de informações/fonte: Máquina Cohn&Wolf Comunicação/Alessio Venturelli >
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