da Redação DiárioZonaNorte
- Apesar da queda nos índices estaduais, a Zona Norte da capital paulista permanece como uma das regiões mais vulneráveis ao furto e roubo de veículos; e
- Fiat Mobi, Argo, Kwid e HB20 estão entre os seminovos mais visados por criminosos; Santana lidera boletins na região norte da capital
Entre janeiro e abril de 2025, foram registrados 753 boletins de ocorrência apenas nessa região da cidade, com destaque negativo para bairros como Santana, Vila Maria, Vila Guilherme, Tucuruvi, Jaçanã e Mandaqui. Os dados constam no novo Boletim Econômico Tracker-Fecap, elaborado com base nas estatísticas da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP).
Em todo o Estado de São Paulo, o mesmo levantamento revela que houve queda de 16,3% nas subtrações de veículos em comparação com o mesmo período de 2024. Ao todo, foram 16.153 ocorrências no primeiro quadrimestre do ano. O recuo mais expressivo foi nos roubos (com uso de violência ou ameaça), que caíram 40,9%. Já os furtos (sem violência) tiveram retração de 12,1%.
A análise mostra também uma tendência no perfil dos veículos mais visados. Os seminovos — automóveis com até seis anos de uso — responderam por 26,7% dos registros, com preferência dos criminosos por modelos como Fiat Mobi, Fiat Argo, Renault Kwid, Hyundai HB20 e Fiat Strada Volcano. Na capital paulista, a queda nas ocorrências envolvendo carros fabricados a partir de 2019 foi ainda maior: 28,6%.

Os casos na Zona Norte
Mesmo diante dos indicadores positivos no Estado de São Paulo, os números da Zona Norte preocupam. Foram 753 ocorrências registradas na região no primeiro quadrimestre, somando furtos e roubos. A maior concentração está no bairro de Santana, com 212 casos, seguido por Vila Maria (123), Tucuruvi (108), Vila Guilherme (101), Mandaqui (60) e Jaçanã (47).
Ao detalhar os tipos de crime, verifica-se que os furtos representam 705 dos casos, enquanto os roubos somam 48. Isso reforça a predominância de ações rápidas, sem confronto direto, facilitadas pela distração das vítimas ou falta de vigilância.
Na análise por vias e logradouros, a Rua Voluntários da Pátria (Santana) lidera os registros com 40 ocorrências. Outras áreas críticas incluem Avenida Nadir Dias de Figueiredo (Vila Guilherme), Rua Coronel Marques Ribeiro (Vila Guilherme), Avenida Marechal Eurico Gaspar Dutra (Santana/Jd.S.Paulo) e Travessa Casalbuono (ao lado do Shopping Center Norte).
Comparação com 2024
Em igual período de 2024, os números eram ainda mais altos na Zona Norte: 877 ocorrências, sendo 751 furtos e 126 roubos. Isso representa uma redução de 14,1% no total e quase queda de 62% nos roubos com violência.
A Vila Maria, por exemplo, registrou 37 roubos em 2024, contra apenas 2 em 2025, uma queda expressiva que sinaliza a eficácia de ações localizadas e do aumento de patrulhamento em algumas regiões. Santana também teve redução significativa nos crimes com violência, passando de 15 para 5 roubos no comparativo entre os dois anos.

Os carros mais visados
Entre os modelos mais buscados por criminosos, destacam-se os seminovos da Fiat e da Hyundai, com variações interessantes entre os anos.
Segundo a Fecap, o Fiat Mobi Like continua liderando a lista, embora com queda de 16,2% nas ocorrências. O Fiat Argo Drive 1.0 também caiu 23,8%. Em compensação, houve crescimento nas ocorrências com Hyundai HB20 Sense (+22,4%) e HB20 Comfort (+16,1%).
Além disso, dois modelos da Volkswagen entraram pela primeira vez no ranking dos 20 mais visados: o VW Polo Track e a VW Saveiro CS RB MF. Esses dados apontam uma mudança no perfil da demanda criminosa, ligada à reposição de peças e facilidade de revenda no mercado paralelo.
Locais mais vulneráveis
Outro dado importante é o local de ocorrência dos crimes. Segundo o Boletim Tracker-Fecap, cerca de 89% dos furtos e roubos ocorrem em vias públicas — ruas, avenidas e travessas com grande circulação e menor controle de acesso.
Foram 3.833 registros em áreas abertas, contra 183 em garagens e estacionamentos, 101 em comércios, 62 em residências e casos esporádicos em shoppings, centros empresariais e rodovias. Ou seja, 9 em cada 10 subtrações de veículos ocorrem longe de ambientes considerados “seguros”, como condomínios fechados ou prédios monitorados.

Mudança de foco
O pesquisador Erivaldo Vieira, da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap), observa uma migração dos focos criminais. “Enquanto tradicionais campeões como Itaquera, Vila Formosa e Ipiranga saíram do ranking dos dez bairros mais afetados, regiões como Perdizes e Carrão entraram para o radar em 2025”, explica.
Ele destaca que a reconfiguração dos alvos pode estar relacionada à presença de policiamento ostensivo, tecnologia de monitoramento e até mudanças de comportamento dos motoristas. “As autoridades precisam estar atentas e adaptar as estratégias com rapidez”, conclui Vieira.
Já Vitor Corrêa, gerente de comando e monitoramento do Grupo Tracker, faz um alerta sobre o papel da sociedade. “O alto custo e escassez de peças novas estimulam o mercado de peças ilegais, que é abastecido por veículos furtados ou roubados. O consumidor precisa fazer sua parte e exigir nota fiscal em qualquer compra”, afirma.
Reforço na segurança
Mesmo com a queda nos índices, os bairros da Zona Norte ainda exigem atenção especial das autoridades, principalmente em pontos como a Rua Voluntários da Pátria, Santana e Vila Maria. O uso de monitoramento por câmeras, policiamento ostensivo e campanhas de conscientização são algumas das medidas consideradas eficazes para manter a curva descendente dos crimes. O controle de vigilância da Guarda Civil Metropolitana (GCM) com as câmeras do Smart Sampa.
A participação da população também é fundamental. A recomendação é evitar estacionar em locais escuros ou isolados, investir em travas eletrônicas e rastreadores, e denunciar imediatamente qualquer movimentação suspeita às forças de segurança.

Sempre alerta
A queda de 16,3% nos roubos e furtos de veículos no Estado de São Paulo no primeiro quadrimestre de 2025 é um sinal positivo, mas não pode gerar acomodação. O exemplo da Zona Norte mostra que, mesmo com reduções importantes, a reincidência em determinadas áreas e o foco em seminovos exigem estratégias específicas e contínuas de combate.
Santana, Vila Maria, Jaçanã, Mandaqui e Vila Guilherme continuam liderando os rankings locais e servem como termômetro da eficácia das políticas públicas de segurança. O desafio é manter essa curva em queda — com apoio da sociedade, das autoridades e do setor privado — e impedir que o crime encontre brechas para retomar o controle das ruas.
Fecap/Tracker == A Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP) é referência nacional em Educação na área de negócios desde 1902. A Instituição proporciona formação de alta qualidade no Ensino Médio (técnico, pleno e bilíngue), Graduação.
Já o Grupo Tracker possui a maior estrutura de antenas na América Latina. A empresa contabiliza mais de 58 mil recuperações, que evitaram prejuízo superior a R$ 4 bilhões em patrimônio.
Atua à frente dos segmentos de transporte e logística, segurador, construção civil, agronegócio e varejo com as tecnologias de radiofrequência, GPS e a combinação das duas (Tracker Log) e os serviços sob demanda, como Telemetria e a Carreta Solar, que são soluções customizadas para projetos específicos.
<<Com apoio de informações/fonte: Assessoria de Imprensa-Fecap/Vagner Lima>>
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