- Se o cão estiver encolhido em um canto da casa, ele precisa de seus cuidados para aquecê-lo; e
- Os felinos já aguentam mais o frio, já que a maioria deles aguentam o frio por causa da pelagem e também se protegem em lugares mais fechados e quentes.
O frio cortante já domina os dias em São Paulo e no país. Em pleno inverno, a capital paulista tem registrado temperaturas abaixo dos 10 °C e, segundo o Climatempo, a tendência é de mais quedas nos termômetros nos próximos dias.
Enquanto os moradores se abrigam com cobertores e bebidas quentes, os animais de estimação também sentem e sofrem com as baixas temperaturas. Cães e gatos, principalmente filhotes, idosos ou com doenças crônicas, precisam de cuidados especiais nesta época do ano.
“Assim como os humanos, os pets também enfrentam uma maior incidência de doenças respiratórias e dores articulares durante o inverno”, explica a professora Fabiana Volkweis, do curso de Medicina Veterinária do Centro Universitário de Brasília (CEUB).
Doenças de Inverno
Segundo a especialista, doenças como cinomose e adenovírus canino tipo 2, de origem viral, têm maior resistência em ambientes frios, o que agrava o risco entre cães não vacinados.
Entre os sintomas mais comuns estão espirros, secreções nasais, tosse, apatia e febre. “A imunidade dos animais pode cair e favorecer o surgimento de infecções”, afirma a veterinária.
Em casos de doenças articulares, como a artrose ou displasia coxofemoral, o frio também piora os sintomas, gerando desconforto, rigidez muscular e até dificuldade de locomoção.
Animais com mais idade ou em tratamento contínuo devem ter acompanhamento veterinário neste período. “Muitos tutores pensam que o pet está apenas ‘mais quietinho’, mas pode ser dor ou outro sinal clínico“, alerta Volkweis.

Cobertores, roupinhas e um lar quentinho
Segundo uma pesquisa recente da Radar Pet 2024, mais de 75% dos brasileiros consideram os animais de estimação como membros da família. Ainda assim, nem todos garantem um abrigo seguro contra o frio. Os pets que vivem fora de casa, em quintais ou em situação de rua, são os mais afetados. “Esses correm risco real de hipotermia”, adverte a especialista.
Os sinais de hipotermia incluem tremores intensos, apatia, respiração lenta, extremidades frias, e, em casos graves, pulso fraco e até morte. “Se encontrar um animal com esses sintomas, aqueça-o e leve-o rapidamente a uma clínica”, orienta.
Para prevenir o frio excessivo, os tutores podem usar cobertores, casinhas bem protegidas e roupinhas para as raças de pelo curto. Já os cães com pelagem de clima frio, como Husky Siberiano, Malamute do Alasca ou São Bernardo, são mais resistentes — embora também precisem de um local seco e protegido do vento.
Os gatos, por sua vez, buscam instintivamente lugares aconchegantes. “Eles adoram se esconder, especialmente em caixas de papelão ou perto de locais com incidência de sol”, diz a professora.

Nutrição reforçada e menos banhos
Durante o inverno, os animais demandam mais energia para manter a temperatura corporal. Uma alimentação equilibrada, com proteínas de boa qualidade, vitaminas e ácidos graxos essenciais, é fundamental. “A nutrição é uma aliada da saúde imunológica e do metabolismo térmico”, explica a docente do CEUB.
Os banhos devem ser espaçados e, quando inevitáveis, realizados nos horários mais quentes do dia. A secagem deve ser completa, especialmente em regiões de dobras e entre os dedos. “Umidade no pelo pode agravar problemas respiratórios ou de pele”, alerta Volkweis.
A especialista conclui lembrando que o inverno não precisa ser uma estação de sofrimento para os animais: “Com informação e cuidado, os pets podem passar por essa fase com saúde e conforto”.
<< Com apoio de informações/fonte: Maquina Cohn&Wolfe >>
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