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Golpe do boleto falso: os cuidados e as dicas para evitar cair nessa fraude

Tempo de Leitura: 4 minutos

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por Luiz Henrique Garcia (*)

Não há dúvidas de que os avanços tecnológicos trouxeram uma série de benefícios e facilidades. Hoje, por exemplo, quando falamos de operações bancárias, é bastante comum a utilização do cartão de crédito em canais digitais, como aplicativos e sites, ou o uso de apps para pagamentos de contas e transferência de valores.

Com o aumento desses tipos de operações online, os criminosos aproveitaram para agir. Como resultado, o número de golpes financeiros cresceu 45% nos últimos meses, segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

A nova realidade trouxe riscos para os usuários – especialmente aqueles mais desatentos. Um dos golpes mais comuns é o do boleto falso, que consiste na falsificação de qualquer boleto bancário. Os alvos incluem contas de luz, água, TV por assinatura, financiamentos, renegociações de dívidas etc.

Ainda de acordo com a Febraban, o boleto bancário é a forma de pagamento utilizada por 75% dos brasileiros. Nesse sentido, são várias as formas de enganar as vítimas. Elas vão desde a alteração do código de barras até a criação de um vírus que gera boletos fraudulentos. Se as guias corretas já conseguem tirar o sono, imagine ser vítima de um golpe como esse. Pensando nisso, listei abaixo um guia com as dicas mais eficazes contra esse tipo de crime. Confira:

• Baixe seu boleto em sites seguros: sempre que puder, acesse o site oficial do banco ou empresa que você precisa pagar para emitir o seu boleto. Como se trata de uma transação financeira, verifique se o site é criptografado através da URL que deve começar com HTTPS e está acompanhada de um cadeadinho. Isso determina que o site tem o que chamamos de Certificação Digital SSL, indicativo de que ele é seguro.

• Cuidado com os boletos enviados por e-mail, whatsapp, SMS ou redes sociais: o banco ou a empresa informaram que iriam mandar o boleto por e-mail? Você entrou em contato com eles pedindo um boleto pelo whatsapp ou redes sociais? Sem problemas, desde que você tenha certeza que está conversando com as pessoas certas. Entretanto, se você receber mensagens no whatsapp ou redes sociais pedindo o pagamento de um boleto, desconfie! Além disso, golpistas tentam se passar por empresas confiáveis. Elas fazem você acreditar ser só mais um boleto daquela sua compra ou acordo. Mesmo que esteja acostumado a receber boletos por e-mail, confira se o remetente é o mesmo.

• Tenha antivírus no celular e computador e evite Wi-Fis públicos: existem vírus que são capazes de alterar o código de barras de um boleto. Mesmo se ele for baixado de um site seguro, o valor pago vai direto para a conta do criminoso. Para evitar isso, proteja os seus dispositivos com antivírus. Além disso, evite utilizar Wi-Fis públicos, para que não tenham acesso aos seus dados e transações financeiras.

• Confira seus dados e os do beneficiário no boleto: por primeiro, para saber se seu boleto não é falso, confira seus dados pessoais e os do beneficiário. Agora, veja se seu nome, CPF ou CNPJ estão corretos. Depois, os do seu beneficiário. Se você não o reconhecer, faça uma pesquisa na internet sobre a reputação dessa empresa e cheque o CNPJ. E se mesmo assim você desconfiar, entre em contato com o emissor dele.

• Entenda o código de barras do seu boleto: você já olhou para a sequência enorme de números que representa seu código de barras e pensou: por que todos esses números? Os mais importantes para você verificar se você não está caindo no golpe do boleto falso são os 3 primeiros e os 10 últimos. Os três primeiros dígitos precisam ser iguais ao código do banco emissor do boleto. Por exemplo, se seu emissor for o Santander, o código de barras precisa começar com 033. Em relação aos 10 últimos dígitos, essa parte é reservada para o valor a ser pago. Portanto, até os centavos precisam ser idênticos aos informados no documento. Claro que existem casos de pagamentos em atraso nos quais são cobradas multas. Mas fora isso, qualquer valor diferente é um alerta de golpe.

• Prefira a leitura automática do código de barras: leia o código de barras no caixa eletrônico ou com a câmera do celular. Em muitos golpes, o código de barras é adulterado ou apresenta falhas para você ser obrigado a digitar o código.

• Após ler o código de barras, cheque as informações: leu e digitou o código de barras no seu aplicativo ou no caixa eletrônico? Por último, confira se todos os dados que estão no boleto conferem com os que aparecem na tela. Eles precisam ser iguaizinhos. Da mesma forma, caso esteja no caixa da lotérica ou do banco, peça para o atendente confirmar os dados.

• O número do documento no boleto precisa ser igual ao do acordo: essa é a dica de ouro para quem tem um acordo de renegociação de dívidas. Todo boleto terá uma aba chamada “N.º do Documento” e ele precisa ser igual ao número do seu acordo. Por isso é bom ter ele em mãos para confirmar se você não está pagando o boleto correto.

Luiz Henrique Garcia é um dos fundadores e CEO da QuiteJá, uma empresa curitibana que nasceu em 2016,  criada por pessoas que querem transformar a negociação de dívidas no Brasil, por meio da digitalização e da humanização no atendimento. Já são milhões de boletos pagos e acordos feitos com a QuiteJá. www.quiteja.com.br


<<Com apoio de informações/fonte: Fala Criativa Comunicação/Edson Oliveira>>

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