.
Masterclasses reúnem regiões produtoras, novas fronteiras brasileiras, mudanças no consumo e debates sobre mercado durante a ProWine São Paulo 2026
Do frescor dos Vinhos Verdes portugueses aos novos terroirs da Chapada Diamantina, na Bahia, e de Garanhuns, em Pernambuco, o mapa do vinho estará em discussão durante a ProWine São Paulo 2026.
Entre 6 e 8 de outubro, o ProWine Fórum reúne masterclasses e encontros dedicados à produção, ao comportamento do consumidor e às transformações do mercado de vinhos e destilados.
A programação acontece durante os três dias da feira, no Expo Center Norte, na Zona Norte de São Paulo, e combina degustações com discussões sobre regiões produtoras, técnicas, novas fronteiras da vitivinicultura e negócios.
Temas que começam a aparecer no cotidiano de restaurantes e adegas também entram na agenda. Um dos encontros discutirá os possíveis reflexos de novos hábitos de consumo associados ao uso de medicamentos como o Mounjaro, enquanto outras atividades analisam a evolução do mercado brasileiro e as perspectivas para os próximos dez anos.
Segundo Malu Sevieri, diretora da ProWine São Paulo, o Fórum foi estruturado para aproximar conhecimento e experiência e permitir que profissionais compreendam movimentos dos mercados brasileiro e internacional, além de conhecer diferentes rótulos e regiões produtoras.
Portugal, Brasil e novos mapas do vinho abrem a programação
O primeiro dia, 6 de outubro, será marcado por uma viagem por diferentes regiões produtoras. Portugal ocupa parte importante da programação, com encontros sobre Vinhos Verdes, a presença da uva Castelão nos vinhos de Setúbal e a evolução das vinhas velhas e dos estilos contemporâneos do Alentejo.
A produção portuguesa também será apresentada por meio de uma seleção de rótulos do Concurso Vinhos de Portugal 2026.
O Brasil aparece sob outra perspectiva. Uma das masterclasses abordará terroirs de influência vulcânica no Sudeste. Outro encontro apresentará vinhos da safra 2023 produzidos em diferentes terroirs brasileiros, oferecendo uma leitura da diversidade que começa a ganhar espaço na produção nacional.
Austrália e Uruguai completam parte desse percurso internacional. Os australianos serão apresentados a partir do diálogo entre estilos clássicos e contemporâneos, enquanto os vinhos uruguaios serão observados pela influência do Oceano Atlântico sobre as regiões produtoras.
A Itália terá uma apresentação de territórios e produtores a partir de vinhos reconhecidos pelo The WineHunter Award. O Japão leva a programação para além do vinho, com degustação guiada de seis rótulos entre saquês, licores e outras bebidas.
Novos hábitos de consumo entram na discussão
No dia 7 de outubro, parte da programação se volta às mudanças que começam a influenciar a produção e o consumo.
Novas cultivares e oportunidades para a vitivinicultura brasileira estarão entre os temas. O impacto de mudanças de comportamento associadas ao uso do Mounjaro também será discutido sob a perspectiva de adegas e restaurantes.
A presença desse assunto na programação mostra como alterações nos hábitos dos consumidores começam a chegar ao mercado de bebidas e à operação dos estabelecimentos que trabalham diretamente com vinho.
A Alemanha será abordada a partir da trajetória e da filosofia de qualidade de viticultores, considerando fatores como origem, trabalho artesanal e tempo de produção.
A coquetelaria também ganha espaço. Uma das atividades será dedicada ao chamado riff, conceito utilizado para as releituras de coquetéis clássicos que preservam características da receita original e incorporam novos ingredientes, técnicas ou interpretações.
Chapada Diamantina entra no novo mapa do vinho brasileiro
O segundo dia também reserva espaço para uma região ainda recente no mapa vitivinícola nacional: a Chapada Diamantina.
A produção baiana integra as discussões sobre a expansão da vitivinicultura brasileira para territórios que, até alguns anos atrás, dificilmente seriam associados à produção de vinho. O movimento envolve novas regiões, variedades de uvas e condições distintas de cultivo.
Portugal retorna à programação com encontros dedicados ao Dão, aos vinhos premium do país e a novas abordagens sobre Alentejo e Vinhos Verdes.
A Carménère será usada como fio condutor para observar a evolução de diferentes rótulos chilenos. A Itália estará representada por Chianti Classico e Costa Toscana, enquanto a Argentina entra na agenda com as tendências de seus vinhos brancos.
Garanhuns mostra a expansão da vitivinicultura para o Agreste
O último dia do ProWine Fórum, 8 de outubro, aproxima a discussão dos produtores e do funcionamento do mercado.
Garanhuns acrescenta um novo ponto ao mapa da produção brasileira. A vitivinicultura desenvolvida no Agreste pernambucano será analisada a partir das condições de solo, altitude e clima, além do manejo e das decisões técnicas adotadas pelos produtores.
O fator humano na produção também será discutido em uma atividade dedicada à relação entre savoir-faire e terroir na elaboração de vinhos de denominação de origem.
A agenda comercial inclui um workshop sobre negócios e uma apresentação dedicada à evolução do mercado brasileiro de vinhos nos últimos dez anos, acompanhada de projeções para a próxima década.
O terceiro dia terá ainda a entrega do Prêmio ABS-SP ADEGA 2026, dedicado aos destaques do ano reconhecidos pela Associação Brasileira de Sommeliers de São Paulo (ABS-SP) e pela revista ADEGA.
Tannat, Albariño, Pinot Noir e Riesling fecham percurso internacional
Regiões já tradicionais retornam ao Fórum no último dia sob perspectivas diferentes.
O Alentejo será analisado a partir da diversidade de seus terroirs. O Uruguai terá Tannat e Albariño como referências para a discussão sobre sua produção.
Setúbal será apresentada para além de duas variedades historicamente associadas à região, Castelão e Moscatel. A Alemanha completa o percurso internacional com uma abordagem dedicada à Pinot Noir e ao Riesling frutado.
A variedade da programação permite observar simultaneamente territórios consolidados e regiões que começam a construir uma identidade vitivinícola própria. Também coloca em discussão mudanças de consumo e questões comerciais que interferem diretamente na cadeia do vinho.
Como participar das masterclasses da ProWine São Paulo
A programação completa do ProWine Fórum pode ser consultada no site e no aplicativo oficial da ProWine São Paulo. As inscrições para as masterclasses são feitas exclusivamente pelo aplicativo, disponível para Android e iOS.
A ProWine São Paulo é uma feira derivada da ProWein, realizada em Düsseldorf, na Alemanha. A edição brasileira teve início em 2019 e reúne profissionais e empresas do mercado de vinhos e destilados.
O evento é realizado pela Emme Brasil, Inner Group e Messe Düsseldorf, com credenciamento gratuito destinado aos profissionais do setor.
Inscrições para visitantes https://easyexpo.com.br/v3/prowine/26/indvis
PROWINE SÃO PAULO
- 06 a 08 de outubro de 2026 I 12h às 19h
- Expo Center Norte
- Rua José Bernardo Pinto, 333 – Vila Guilherme,
- São Paulo – SP, 02055-000
- www.prowinesaopaulo.com.br
<com apoio de informações: OrantesC Assessoria – jornalista Carolina Orantes>
Mundo vinho ProWine Fórum Mundo vinho ProWine Fórum Mundo vinho ProWine Fórum Mundo vinho ProWine Fórum Mundo vinho ProWine Fórum













































