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Crédito da foto: Nubra Fasan
Tempo de Leitura: 3 minutos

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Entenda como será a dinâmica do maior concurso de coquetéis com cachaça do mundo, incluindo cronograma, composição do júri, critérios de avaliação e inscrições

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A cachaça terá espaço próprio na programação da ProWine São Paulo 2026, que acontece de 6 a 8 de outubro, no Expo Center Norte, na Zona Norte de São Paulo. O Cachaça Classics Cocktails levará para a feira uma de suas etapas, reunindo marcas do destilado e profissionais da coquetelaria em uma competição dedicada a receitas que tenham a bebida brasileira como protagonista.

Criado como um circuito itinerante, o Cachaça Classics realiza competições em diferentes estados brasileiros e também no exterior. A proposta é desafiar bartenders a trabalhar a cachaça de alambique em releituras de coquetéis clássicos ou em receitas autorais.

A etapa realizada durante a ProWine São Paulo terá dois dias de competição. O primeiro será dedicado às eliminatórias e o segundo, à final. A organização espera ampliar o número de participantes aproveitando a presença, em São Paulo, de produtores, marcas e profissionais ligados ao mercado de bebidas.

Marcas de qualquer estado brasileiro poderão participar, assim como bartenders de outros países. As informações sobre inscrições serão divulgadas pelos canais oficiais do Cachaça Classics.

O coquetel, e não a fama do bartender, estará no centro da avaliação

A dinâmica do concurso foi estruturada para concentrar a avaliação no coquetel apresentado. Cada competidor será analisado por dois jurados, com funções diferentes e complementares.

A avaliação técnica ficará sob responsabilidade de um bartender ou mixologista experiente. Esse profissional observará o desempenho durante a execução, o tempo de preparo, a construção da receita e a história apresentada por meio do coquetel.

A análise sensorial será conduzida por um sommelier ou mixologista preparado para avaliar a bebida sob a perspectiva do consumidor. Entram nessa etapa aspectos como apresentação, aroma, sabor e as sensações proporcionadas pela receita.

Os jurados recebem treinamento específico e um manual de avaliação antes da competição. Segundo Fábio Freitas, idealizador do Cachaça Classics, a metodologia procura evitar que elementos externos à receita interfiram no resultado, como popularidade do bartender, aparência ou número de seguidores nas redes sociais. O objetivo é identificar o melhor coquetel apresentado na disputa.

Originalidade e personalidade também fazem parte dos critérios utilizados para avaliar tanto as releituras de clássicos quanto as criações autorais.

Notas são registradas diante dos competidores

Uma das características do Cachaça Classics é o uso de ferramentas digitais durante o julgamento. As avaliações são registradas em um talão digital enquanto o jurado está diante do bartender.

O sistema permite inserir a nota e anexar uma fotografia do coquetel apresentado. Os dados seguem em tempo real para uma planilha desenvolvida para a apuração da competição, eliminando os formulários em papel.

De acordo com Freitas, o modelo foi adotado para permitir que o processo de avaliação e apuração possa ser acompanhado pelos participantes. A metodologia vem sendo utilizada pelo projeto ao longo de seus três anos de realização.

Marcas podem montar equipes de bartenders

O concurso permite diferentes formas de participação. As marcas de cachaça podem ser convidadas pela organização ou procurar diretamente o projeto para receber as condições de participação.

Cada empresa escolhe os profissionais que irão representá-la e pode formar equipes com dois, três ou quatro bartenders, conforme a modalidade contratada.

Os profissionais também podem se inscrever individualmente. A participação não está restrita a brasileiros, o que permite a presença de bartenders de outros países nas etapas do circuito.

O Cachaça Classics não funciona atualmente como uma seletiva para uma final nacional ou internacional. Cada etapa é uma competição independente, realizada de forma autônoma e viabilizada com o apoio das marcas participantes, sem incentivo governamental. A organização estuda, para o futuro, a adoção de um modelo que permita reunir vencedores em uma etapa final.

Parceria com a ProWine nasceu durante uma etapa no Espírito Santo

A chegada do concurso à ProWine São Paulo começou a ser articulada a partir do contato da organização com Andressa Lawer, embaixadora da ProWine São Paulo, que participou como jurada de uma edição do Cachaça Classics realizada no Espírito Santo.

A aproximação abriu caminho para que o projeto fosse convidado a integrar a programação da feira em São Paulo.

Para Fábio Freitas, a presença em um evento internacional do setor de vinhos e destilados também cria uma oportunidade de aproximação entre produtores brasileiros de cachaça e empresas de outros países.

O intercâmbio, na avaliação do idealizador, pode contribuir para o desenvolvimento do setor em áreas que vão da qualidade da bebida e dos processos de produção à comercialização e à forma como a cachaça chega ao consumidor.

A participação ocorre em um momento em que a ProWine São Paulo amplia a presença dos destilados em sua programação, permitindo que produtores de cachaça tenham contato com profissionais e marcas de diferentes mercados.

ProWine São Paulo no Expo Center Norte

A ProWine São Paulo é derivada da ProWein, feira realizada em Düsseldorf, na Alemanha. A edição brasileira estreou em 2019 e é voltada aos profissionais do mercado de vinhos e destilados, reunindo empresas e representantes do setor para negócios, lançamentos, relacionamento comercial e compartilhamento de conhecimento.

O evento é realizado pela Emme Brasil, Inner Group e Messe Düsseldorf. O credenciamento é gratuito e destinado aos profissionais do setor. Link aqui.

<com apoio de informações:  Imprensa Emme Brasil – jornalista Júlio Matos>

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