O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta 6ª feira (22/08/2025) os dados do “PNAD Contínua 2024: Características gerais dos domicílios e dos moradores”. O levantamento mostra que a população de idosos no estado de São Paulo aumentou 35% em dez anos.
A proporção de pessoas com 60 anos ou mais passou de 13,6% em 2015 — o equivalente a 6 milhões de habitantes — para 17,7% em 2024, atingindo 8,1 milhões de paulistas. O crescimento representa a entrada de 2,1 milhões de novos idosos em apenas uma década.
A mudança no perfil etário vem acompanhada da redução do contingente de jovens. Em 2015, pessoas com menos de 35 anos representavam 53% da população paulista, somando 23 milhões.
Em 2024, esse grupo caiu para 46,4%, o equivalente a 21,3 milhões de habitantes. O resultado confirma uma tendência de envelhecimento acelerado e impõe desafios à formulação de políticas públicas voltadas à saúde, previdência e assistência social.
Longevidade feminina em destaque
O estudo também confirma a diferença de gênero entre os idosos. Em 2024, a razão de sexo calculada foi de 78 homens para cada 100 mulheres na faixa de 60 anos ou mais. Essa discrepância reforça o peso das mulheres idosas na estrutura social e evidencia o impacto da longevidade feminina, já observada em levantamentos anteriores.
No total, São Paulo manteve-se como o estado mais populoso do Brasil, com 45,9 milhões de habitantes em 2024. Do conjunto, 22,5 milhões eram homens (49%) e 23,4 milhões eram mulheres (51%), mantendo leve predominância feminina.

Diversidade racial em ascensão
Outro aspecto importante do levantamento refere-se à autodeclaração de cor ou raça. O percentual da população que se declara branca no estado de São Paulo atingiu o menor índice desde 2012. Naquele ano, 64,2% dos moradores se declaravam brancos — cerca de 27,7 milhões de pessoas. Em 2024, o número caiu para 55,5%, ou 25,5 milhões de habitantes.
No mesmo período, houve aumento significativo dos que se declaram pretos, passando de 5,6% (2,4 milhões) para 8,9% (4 milhões), e pardos, que subiram de 28,8% (12,4 milhões) para 33,8% (15,5 milhões). A variação demonstra um cenário de maior diversidade racial e mudanças culturais importantes na forma como a população paulista se identifica.
Moradia: aluguel em alta, imóveis quitados em queda
O levantamento do IBGE também detalhou transformações no mercado habitacional. Entre 2016 e 2024, a proporção de domicílios próprios quitados caiu de 58,2% para 55%. Os imóveis ainda em financiamento também recuaram, de 9,9% para 9,2%. Em contrapartida, os lares alugados aumentaram de 23,3% para 26,7%. Esse crescimento reflete tanto o aumento do custo da moradia quanto a dificuldade de acesso à casa própria em grandes centros urbanos.
Outro ponto de destaque foi o avanço dos domicílios unipessoais. Em 2015, apenas 13,3% dos lares eram habitados por uma única pessoa, o que representava 1,9 milhão de residências.
Em 2024, esse número alcançou 18,4%, somando 3,1 milhões de domicílios. O crescimento ocorreu paralelamente à redução dos arranjos nucleares, compostos por casais com ou sem filhos e famílias monoparentais, que caíram de 70,7% para 67,7% no mesmo período.
Entre os moradores sozinhos, 42,9% tinham 60 anos ou mais, confirmando a presença crescente da população idosa nesse tipo de arranjo. No recorte de gênero, 58,9% das mulheres que viviam sozinhas eram idosas, enquanto entre os homens a maioria situava-se entre 30 e 59 anos (57,1%).
Saneamento: liderança com desigualdades
Em 2024, São Paulo manteve-se como o estado com maior percentual de domicílios ligados à rede geral de esgoto: 93,4%. No entanto, a cobertura apresenta desigualdades. Nas áreas urbanas, o índice alcança 96,6%, mas nas zonas rurais a proporção cai drasticamente para 19,8%.

Região Metropolitana e Capital
Na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) e no município da capital, o envelhecimento populacional também ficou evidente. Na RMSP, a proporção de pessoas com 60 anos ou mais aumentou de 13% em 2012 para 17,4% em 2024. Já na capital, o índice passou de 14,5% para 18,6%. Em ambas as áreas, as mulheres seguem mais numerosas: 11,1 milhões na região metropolitana e 6,1 milhões na capital.
No perfil habitacional, a predominância continua sendo de arranjos nucleares, mas em queda. Na RMSP, passaram de 70% em 2012 para 67,6% em 2024. Os unipessoais subiram de 13% para 18,3%. Na capital, o movimento foi semelhante, com os lares de pessoas sozinhas avançando de 14,7% para 20,2%.
Outro ponto observado foi o crescimento dos apartamentos em São Paulo, que passaram de 31,7% em 2012 para 34% em 2024, enquanto as casas diminuíram de 68% para 65,7%. A proporção de imóveis alugados também aumentou, chegando a 28,8% na capital.
Mudança na mobilidade e consumo
A pesquisa revelou ainda transformações nos padrões de mobilidade. Na RMSP, a posse de automóveis caiu de 60,3% em 2016 para 55% em 2024, enquanto a presença de motocicletas cresceu de 8,2% para 11,1%. Na capital, a posse de carros caiu de 58% para 53,5%, e a de motos subiu de 7,1% para 9,9%.
Outro indicador relevante foi o avanço no uso de energia elétrica como principal combustível para cozinhar. Na RMSP, a utilização passou de 36,2% em 2016 para 69,2% em 2024. Na capital, o salto foi ainda maior, de 34,1% para 70,7%, revelando mudanças no consumo energético e nos hábitos domésticos.
<<Com apoio de informações/fonte:Assessoria de Imprensa/Seção de Disseminação de Informações / Juliana Malacarne de Pinho >>
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