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Hackers alteraram remotamente parâmetros de refrigeração na Europa, provocando perdas de alimentos e riscos de incêndio. Especialistas alertam: quando a TI é invadida, quem sente o primeiro impacto é a equipe de manutenção e operação

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No último dia 12 de outubro, centenas de supermercados na França enfrentaram uma emergência inédita: durante a madrugada, geladeiras e freezers tiveram seus parâmetros de temperatura alterados remotamente por um ciberataque.

Em algumas unidades, os equipamentos atingiram 50 °C e permaneceram aquecidos por horas, resultando na perda massiva de alimentos e até em incidentes com incêndios.

O caso, que já registra desdobramentos em outros países europeus, escancara um divisor de águas na segurança corporativa: quando o mundo digital controla a infraestrutura física, a cibersegurança deixa de ser um problema exclusivo do departamento de TI e passa a ameaçar diretamente a continuidade do negócio.

O episódio serve de alerta para indústrias, centrais logísticas, terminais portuários e redes de varejo no Brasil e no mundo. Se um invasor obtiver acesso aos controladores lógicos (CLPs), inversores ou sistemas de automação, o prejuízo deixa de ser um roubo de dados passivo e vira paralisação operacional, perda de ativos e risco à vida.

A convergência entre TI, manutenção e operação

Segundo a Aquarelle, consultoria especializada em gestão de ativos (EAM), Indústria 4.0 e parceira IBM Gold, a maior vulnerabilidade das empresas está na falta de visibilidade em tempo real sobre o seu parque instalado e na lentidão para detectar anomalias.

“Em muitas organizações, se a diretoria perguntar hoje quais equipamentos estão conectados, qual a versão do firmware e quem tem acesso remoto, a resposta leva dias porque depende de planilhas e checagens manuais. No caso de um ataque cibernético ou falha operacional grave, essa demora de resposta se traduz em milhões de reais em prejuízo“, explica Ana Paula Kubinhets, CEO e fundadora da Aquarelle.

A executiva destaca que a primeira linha de defesa contra anomalias operacionais (sejam elas causadas por desgate mecânico ou por interferência maliciosa externa) precisa estar integrada na gestão de manutenção:

“Uma anomalia de temperatura ou pressão nem sempre é quebra mecânica; pode ser uma invasão ou falha de configuração. Se a leitura do próprio equipamento for manipulada pelo invasor, o sistema tradicional não avisa. A resposta para isso é o monitoramento contínuo de condição com dados independentes e inteligência artificial. Ferramentas como o IBM Maximo Monitor aplicam detecção de anomalias para disparar alertas automáticos no momento exato em que o comportamento do ativo foge do padrão, permitindo agir em minutos, não em horas.”— acrescenta ela.

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Ana Paula Kubinhets, CEO e fundadora da Aquarelle

5 lições de resiliência para a infraestrutura conectada

Com base nas análises do incidente na França, a Aquarelle elencou cinco pilares fundamentais que os C-Levels (CEOs, CTOs e COOs) devem implementar imediatamente para proteger suas operações:

  1. Cadastro de ativos mapeado em minutos: Manter um inventário automatizado e atualizado de todos os equipamentos de automação, versões de firmware e pontos de acesso remoto.
  2. Monitoramento independente de condição: Utilizar sensores IoT com rotas de dados paralelas para validar se os parâmetros reais batem com os informados pelos controladores.
  3. Gestão de Patches como rotina de manutenção: Tratar atualizações de firmware de ativos industriais com o mesmo rigor de uma manutenção preventiva, incluindo janelas programadas de parada e planos de rollback.
  4. Códigos de falha para incidentes cibernéticos: Incluir “interferência externa / ciberataque” nos registros de ordens de serviço (OS) do sistema EAM para mapear o histórico, mensurar custos e recalcular a confiabilidade do ativo.
  5. Integração e exercícios conjuntos (TI + TO + Manutenção): Promover simulações periódicas de resposta a incidentes envolvendo equipes de Tecnologia da Informação, Automação/Sistemas Operacionais e Manutenção de Campo.

Sobre a Aquarelle

Fundada em 2017 e sediada em São Paulo (SP), a Aquarelle é uma consultoria integradora de alta tecnologia especializada em Indústria 4.0, Gestão Integrada de Ativos (EAM), IoT e FinOps.

Reconhecida como IBM Gold Business Partner, é pioneira na América Latina na venda, implantação e sustentação da suíte IBM Maximo Application Suite (MAS). A empresa atende grandes corporações no Brasil, Américas e Europa com o propósito de elevar a eficiência e a lucratividade operacional por meio da tecnologia inteligente. Saiba mais em: www.aquarelle.com.br

<com apoio de informações: Rafaela Manzo Soluções em Comunicação>

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