Neste cenário, a homeopatia volta a ganhar espaço — uma prática médica que propõe tratar o indivíduo de forma global, respeitando seu corpo, sua mente, seus hábitos e suas emoções. Oferecida na forma de glóbulos, gotas ou comprimidos, ela atua estimulando mecanismos próprios de defesa e vem sendo incorporada, com bons resultados, à rede pública municipal.
Com o Dia Nacional da Homeopatia, celebrado nesta 6ª feira (21/11/2025), a cidade reforça a importância de uma assistência integrada que respeite a singularidade de cada pessoa. Em doses pequenas, mas com impacto crescente, a homeopatia se consolida como parte relevante da atenção pública à saúde — especialmente em tempos de medicamentos caros, doenças crônicas e sobrecarga emocional.

Como surgiu a homeopatia
A homeopatia tem origem no final do século 18, quando o médico alemão Samuel Hahnemann desenvolveu o princípio “semelhante cura semelhante”, testando substâncias em doses infinitesimais para estimular a reação natural do organismo.
A prática se espalhou rapidamente pela Europa, ganhou relevância no século 19 e, desde então, consolidou um espaço importante na assistência médica de diversos países. No Brasil, chegou com médicos imigrantes e encontrou aceitação entre populações que buscavam tratamentos menos agressivos e mais integrados à realidade de cada paciente.
Hoje, a homeopatia é reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina (CRM) e integra a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (Pics) do Ministério da Saúde desde 2006.
Em São Paulo, entretanto, ela entrou na rede pública bem antes: desde 1983, quando começou a ser ofertada no Hospital do Servidor Público Municipal (HSPM). Ao longo das décadas, consolidou profissionais, ambulatórios e um público cada vez mais fiel.
Na Rede Pública da cidade
Atualmente, a Prefeitura de São Paulo oferece atendimentos homeopáticos em 13 equipamentos de saúde, distribuídos entre Unidades Básicas de Saúde (UBSs), Ambulatórios de Especialidades (AEs), hospitais municipais, o Centro de Referência em Dor Crônica (CR Dor) e o Centro de Referência em Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (CRPics). Somente em 2024 foram realizadas 12.465 consultas homeopáticas, um número que demonstra a demanda crescente e o reconhecimento da população.
O acesso é simples: o paciente solicita a consulta diretamente em sua UBS de referência, sem necessidade de encaminhamento prévio. Os medicamentos, manipulados de acordo com a Farmacopeia Homeopática Brasileira, são entregues na própria farmácia da unidade, seguindo padrões de segurança e orientações de armazenamento e descarte.
A abordagem homeopática difere da medicina alopática tradicional sobretudo no modo de compreender a doença. Enquanto a alopatia foca nos sintomas e nos processos bioquímicos, a homeopatia busca estimular a “energia vital” — conceito que representa o equilíbrio orgânico e emocional do indivíduo. “O olhar é multifatorial e integra as duas práticas, conforme as necessidades de cada paciente”, explica a médica homeopata Rossana Maria Mousinho Ribeiro Siegl, do CRPics Bosque da Saúde.

Os casos de doenças
As principais queixas atendidas envolvem depressão, ansiedade, fibromialgia, enxaqueca e outros quadros crônicos de dor. Entre crianças, cresce o número de tratamentos associados ao Transtorno do Espectro Autista (TEA) e ao Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). Muitos pacientes relatam melhora significativa quando adotam a combinação entre homeopatia e alopatia, sempre com acompanhamento médico.
A história da podóloga Sandra Augusto Santos, 56, ilustra essa confiança. Ela se trata com homeopatia há 16 anos, assim como seu marido, filhos e neto. Foi com glóbulos manipulados que superou alergias persistentes, aliviou dores crônicas nos joelhos e conseguiu substituir os remédios para insônia que tomava há mais de quatro décadas.
Hoje, faz tratamento integrado para pré-diabetes, ansiedade e labirintite. Para ela, mais do que o medicamento, o diferencial é o vínculo criado com o profissional: “A médica pergunta sobre meus hábitos, meu trabalho e minhas relações. A homeopatia olha o corpo inteiro”, comenta.
Esse vínculo é uma das características mais fortes da especialidade. As consultas costumam ser mais longas, permitindo entender o paciente em suas dimensões física, mental, emocional e social. Após a anamnese detalhada, o profissional prescreve o medicamento adequado, buscando atuar no sistema de defesa do organismo e reduzir recorrências.
Atendimentos na Zona Norte
- Hospital Municipal V. N. Cachoeirinha Mario De Moraes Altenfelder Silva = Av. Dep. Emílio Carlos, 3100 – Vila Nova Cachoeirinha.
- Ubs Chácara Inglesa R. Valdir Padovan, 510 – Jardim Felicidade
- Ambulatório de Especialidades Tucuruvi – Prof Armando De Aguiar Pupo = Av. Nova Cantareira, 1467 – Tucuruvi.
- Ubs Vila Izolina Mazzei R. Orlando Ribeiro Dantas, 154 – Vila Isolina Mazzei
<<Com apoio de informações/fonte: Assessoria de Imprensa da Secretaria Municipal da Saúde >>
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