da Redação DiárioZonaNorte
- Os nomes da dupla foram inspirados em elementos da natureza e da cultura caipira;
- “Pena Branca” referente a uma ave da região onde nasceu; e
- “Xavantinho deve ter sido derivado do nome de uma árvore conhecida como Xavantina ou tipo de chapéu de couro usado no interiior.
A história da música caipira no Brasil não pode ser contada sem mencionar Pena Branca e Xavantinho, dupla formada pelos irmãos José Ramiro Sobrinho (Pena Branca), nasceu na cidade paulista de Igarapava, e Ranulfo Ramiro da Silva (Xavantinho). era de Uberlândia (MG). Quando viviam na cidade minera, começaram a cantar juntos em 1958, inicialmente com o nome de Peroba & Jatobá. Em 1970, adotaram o nome que se tornaria marca registrada.
O legado da dupla, que conquistou o país com vozes marcantes, letras poéticas e forte ligação com a cultura rural, inclui sucessos como “Cio da Terra” (Chico Buarque e Milton Nascimento) e “Canto Violeiro”.

Pena Branca, que viveu por décadas na Rua Francisco Rodrigues, no Jaçanã (Zona Norte de São Paulo), faleceu em 2010, aos 70 anos. Xavantinho havia partido 11 anos antes, em 1999, aos 56 anos.
A trajetória artística foi marcada por álbuns emblemáticos como Velha Morada (1980), Uma Dupla Brasileira (1982), Cio da Terra (1987), Cantadô do Mundo Afora (1990), Ao Vivo em Tatuí com participação de Renato Teixeira (1992), entre outros que se tornaram clássicos da música de raiz. Suas canções retrataram a vida simples, o interior e a preservação das tradições.

O Tributo à dupla no CCSP
Na próxima 5ª feira (14/08/2025), o Centro Cultural São Paulo (CCSP) será palco de um emocionante espetáculo em homenagem à dupla. O evento, com entrada gratuita, marca o lançamento do EP Tributo à Pena Branca e Xavantinho, projeto dos cantores e compositores Cláudio Lacerda e Rodrigo Zanc.
No repertório, o público poderá reviver pérolas da música caipira, como “Vaca Estrela e Boi Fubá” (Patativa do Assaré), “Chuá Chuá” (Pedro Sá e Ari Pavão), “Triste Berrante” (Adauto Santos), “Bandeira do Divino” (Ivan Lins e Victor Martins) e “Jardim da Fantasia” (Paulinho Pedra Azul). Clássicos como “Romaria” (Renato Teixeira), “Vide, Vida Marvada” (Rolando Boldrin), “Cuitelinho” (Paulo Vanzolini) e “Cálix Bento” também estarão presentes, além de “Você Vai Gostar” (Elpídio dos Santos).
O tributo tem um significado especial: a última apresentação de Pena Branca, em 25 de janeiro de 2010, foi justamente ao lado de Cláudio Lacerda e Rodrigo Zanc, em uma roda de viola no SESC Pompeia. Dias depois, o cantor faleceu, transformando o que seria uma nova turnê em trio em uma homenagem permanente, que desde então percorre o Brasil levando música, histórias e emoção.

Quem são os músicos
Cláudio Lacerda, com mais de duas décadas de carreira, é reconhecido pela defesa da cultura caipira e já se apresentou com nomes como Rolando Boldrin, Dominguinhos e Renato Teixeira. Idealizou o projeto ConSertão, que une orquestra sinfônica e música de raiz.
Rodrigo Zanc, violeiro de expressão, tem seu trabalho ligado à tradição oral e já participou de festivais e programas como Sr. Brasil. Juntos, recriam no palco o espírito, a sonoridade e a poesia de Pena Branca e Xavantinho, mantendo viva a herança de uma das duplas mais importantes da música brasileira.
Ficha Técnica
Músicos: Bruno Bernini (percussão), Cláudio Lacerda (violão e voz), Ricieiri Nascimento (Contrabaixo) e Rodrigo Zanc (viola caipira e voz). Assessoria de imprensa: Luciana Gandelini. Produção: Cantoria Produções Artísticas Ltda
Serviço
Tributo à Pena Branca e Xavantinho – Com Cláudio Lacerda e Rodrigo Zanc
- Local: Centro Cultural São Paulo – CCSP
- Espaço: Sala Adoniran Barbosa (400 pessoas)
- Endereço: Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso/SP
- Data: 14 de agosto de 2025 (q5ª feira)
- Horário: 19 horas
- Duração: 90 minutos
- Transporte: Metrô /Linha 1 – Azul – Estação: Vergueiro
- Ingressos: gratuitos
<<Com apoio de informações/fonte: Assessoria de Imprensa/Luciana Gandelini >>















































