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- Passagens de ônibus, metrô e trens sobem a partir de janeiro de 2026
O transporte público em São Paulo ficará mais caro a partir de janeiro de 2026. A Prefeitura anunciou o reajuste da tarifa de ônibus na capital, enquanto o Governo do Estado confirmou o aumento das passagens do metrô e dos trens metropolitanos.
Na cidade de São Paulo, a tarifa de ônibus vai subir R$ 0,30, passando de R$ 5,00 para R$ 5,30, a partir do dia 5 de janeiro de 2026. O reajuste, de 6%, foi anunciado pela gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB).
Reajuste da tarifa de ônibus: acima da Inflação
O percentual aplicado nos ônibus ficou acima da inflação acumulada nos últimos 12 meses, que chegou a 4,5% até novembro, segundo o IPCA, calculado pelo IBGE.
A Prefeitura afirma que o índice está abaixo do IPC-Fipe Transporte, que acumulou 6,5% no mesmo período, e destaca que a tarifa ficou congelada em R$ 4,40 entre 2020 e 2025, com apenas um reajuste nesse intervalo, realizado em 2025, quando o valor passou para R$ 5,00.
Atualmente, o custo total do sistema municipal de transporte por ônibus já soma R$ 10,34 bilhões, enquanto a arrecadação tarifária chegou a R$ 4,3 bilhões em 2025.
Reajuste das tarifas de trem e metrô: abaixo da Inflação
Já no sistema metroferroviário, que inclui metrô e trens metropolitanos, a tarifa básica será reajustada de R$ 5,20 para R$ 5,40 a partir do dia 6 de janeiro de 2026. O aumento corresponde a 3,85%, percentual abaixo da inflação do período, estimada em 4,46% pelo IPC-Fipe.
De acordo com o Governo do Estado, a atualização tarifária é resultado de uma análise das despesas operacionais do sistema, que vêm crescendo de forma contínua, principalmente em custos como energia elétrica, manutenção da frota, infraestrutura e folha de pagamento.
O objetivo do reajuste é garantir a segurança, a eficiência e a qualidade do serviço prestado à população, assegurando a continuidade da operação do transporte público metropolitano.
Custo do Sistema sobre trilhos
Mesmo com o aumento abaixo da inflação, o Governo de São Paulo informou que ainda será necessário aportar cerca de R$ 5,1 bilhões para manter o funcionamento do sistema metroferroviário.
Atualmente, o Estado mantém sete obras em andamento, com investimento total de R$ 57 bilhões, voltadas à ampliação da malha e à construção de um sistema mais moderno, sustentável e inclusivo.
Gratuidades e integrações seguem mantidas
No caso dos ônibus municipais, a Prefeitura destaca que São Paulo mantém uma das menores tarifas da Região Metropolitana e uma das mais baixas do país, considerando os benefícios oferecidos aos passageiros.
Com o Bilhete Único, ao pagar uma passagem, o usuário pode utilizar até quatro ônibus em um período de três horas, realizando diferentes deslocamentos pagando apenas uma tarifa.
Entre janeiro e novembro, a Prefeitura investiu R$ 2,8 bilhões em gratuidades no transporte por ônibus. Nesse período, foram registrados mais de 623 milhões de embarques gratuitos, incluindo idosos, estudantes e pessoas com deficiência, além dos programas Domingão Tarifa Zero e Mamãe Tarifa Zero.
Diariamente, cerca de 1 milhão de idosos utilizam o sistema gratuitamente, assim como 725 mil estudantes por dia útil, que têm isenção total ou desconto de 50% na passagem, além de 316 mil embarques gratuitos diários de passageiros PCD.
No metrô e nos trens, o Governo do Estado informou que todas as gratuidades atualmente vigentes serão integralmente mantidas, mesmo com o reajuste da tarifa.
Créditos e regras de recarga
A SPTrans informa que os créditos adquiridos até as 23h59 do dia 5 de janeiro, no valor de R$ 5,00, terão validade de 180 dias. Após esse prazo, o débito passará a considerar o novo valor de R$ 5,30. O limite de recarga segue sendo de 200 tarifas no Vale-Transporte e de 100 tarifas no Bilhete Único Comum.
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