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As imagens de ruas alagadas e bueiros transbordando, comuns em períodos de chuvas fortes, costumam vir acompanhadas da mesma dúvida entre moradores: afinal, de quem é a culpa? Muitos apontam para a empresa de água e esgoto, mas nem sempre o problema está nas redes da Companhia de Saneamento Básico do Estados de São Paulo – Sabesp.
Foi justamente para esclarecer essas situações que a companhia divulgou, nesta 4a.feira (08/10/2025), o Guia dos Subsolos das Cidades — dirigido exclusivamente aos profissionais da Imprensa — , um material inédito que explica como funcionam as redes subterrâneas e define as responsabilidades de cada órgão. A publicação tem caráter educativo e técnico, e busca evitar confusões em períodos de enchentes, rompimentos de rede e desinformação.

Com linguagem clara e conteúdo técnico acessível, o Guia dos Subsolos das Cidades ajuda a compreender o que há sob o asfalto e a identificar corretamente de quem é a responsabilidade por cada sistema. Mais do que um manual técnico, é um instrumento de cidadania e transparência, essencial para evitar confusões e cobrar soluções adequadas das autoridades competentes.
O documento mostra que, sob o asfalto das cidades, existe um verdadeiro labirinto de infraestrutura: tubulações de água e esgoto, galerias pluviais, cabos de energia, telefonia e fibras ópticas.
Quem são os responsáveis
Cada um desses sistemas tem um gestor diferente, e nem tudo o que está sob o chão pertence à Sabesp. As galerias pluviais e bocas-de-lobo, por exemplo, são de responsabilidade das prefeituras, enquanto a Sabesp atua apenas nas redes de abastecimento de água potável e de coleta de esgoto nos municípios onde presta serviço.
Um dos principais pontos explicados pelo guia é o modelo “separador absoluto”, adotado no Brasil desde o início do século XX. Esse sistema mantém tubulações distintas: uma para o esgoto e outra para a água da chuva.
A separação evita sobrecargas e transbordamentos, já que as redes de esgoto são dimensionadas para fluxo constante, enquanto as pluviais precisam suportar volumes muito maiores em períodos de chuva intensa. O conceito foi implantado pela primeira vez em 1905, na cidade de Santos, pelo engenheiro Saturnino de Brito, e se tornou referência para o saneamento moderno.
Dentro das residências, o funcionamento também segue regras claras: toda a água usada em pias, chuveiros e ralos deve ir para a rede coletora de esgoto; já a água da chuva, captada por calhas e telhados, deve ser conduzida até as sarjetas e, destas, às bocas-de-lobo e galerias pluviais.

Onde fica a responsabilidade da Sabesp
A Sabesp é responsável pelas redes externas até determinados limites — no caso da água, até o hidrômetro; no esgoto, até o ramal que sai do muro do imóvel. A partir desses pontos, a manutenção passa a ser obrigação do proprietário.
Mesmo com sistemas separados, o guia alerta que podem ocorrer transbordamentos quando as calhas e ralos de chuva são ligados indevidamente à rede de esgoto, o que é proibido pelo decreto estadual nº 5.916/1975.
Essa prática, ainda comum em construções antigas, sobrecarrega o sistema e pode causar refluxos e alagamentos. A Sabesp, por não possuir poder de polícia, não fiscaliza essas irregularidades, mas as comunica às prefeituras, responsáveis por exigir as correções.
O material também orienta sobre a identificação correta de tampas e bueiros. Muitos equipamentos nas vias públicas não pertencem à Sabesp, mas sim às concessionárias de energia, telefonia ou às próprias prefeituras.
De forma prática, o guia explica: se o vazamento for de água potável, a responsabilidade é da Sabesp; se for proveniente de galerias pluviais, bocas-de-lobo ou drenagens urbanas, cabe à administração municipal.

<<Com apoio de informações/fonte: Danthi Comunicação – Abrahão Santos / Assessoria de Imprensa-Sabesp >>
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