- A flatulência é uma função natural do corpo, com a maioria das pessoas eliminando gases cerca de 20 vezes por dia;
- Entre os gases que compõem o pum está o metano (CH4), que é uma substância combustível e pode incendiar se em contato com algo que produza fogo, como uma faísca de um isqueiro; e
- Gases com cheiro forte geralmente são causados pela presena de compostos de enxofre, resultantes da digestão de alimentos ricos em proteínas ou firas, e podem ser um indicativo de desequilíbrio bacteriano no intestino
Imagine estar em uma reunião importante, no transporte público lotado ou em um jantar com amigos, quando de repente… um som constrangedor escapa. Pior ainda se vier acompanhado de um cheiro desagradável. Situações como essa, causadas pela formação excessiva de gases intestinais, são mais comuns do que se imagina. E o problema, muitas vezes, começa no prato.
Embora seja uma reação natural do corpo humano, a formação de gases ainda causa constrangimento. Diferente de antigamente, quando o assunto era tratado como tabu, hoje se entende que eliminar gases faz parte do funcionamento intestinal saudável.
No entanto, quando o desconforto é frequente ou exagerado, é sinal de que algo na alimentação ou no estilo de vida precisa de atenção. Cuidar da saúde digestiva é fundamental para evitar momentos indesejados e melhorar a qualidade de vida.
Sentir a barriga inchada, com estufamento e desconforto, é uma queixa comum que muitas vezes tem origem na alimentação. Segundo Cintya Bassi, coordenadora de Nutrição e Dietética do São Cristóvão Saúde, certos alimentos passam por um processo de fermentação no intestino grosso, produzindo gases e causando sintomas incômodos.

Por que os alimentos causam gases?
O problema geralmente ocorre com alimentos ricos em fibras ou carboidratos de difícil digestão. “Esses nutrientes não são totalmente processados no estômago e, ao chegarem ao intestino grosso, servem de alimento para as bactérias que lá vivem, gerando fermentação e liberando gases”, explica Cintya.
Entre os principais vilões estão os vegetais crucíferos, como brócolis, couve-flor, repolho e couve-de-bruxelas. Eles contêm enxofre e açúcares que favorecem a produção de gases.
As leguminosas, como feijão, lentilha, grão-de-bico e ervilha, também têm alto potencial fermentativo.Cereais como aveia e cevada, além de frutas como maçã, pera, manga, pêssego e melancia, entram na lista.

Cada organismo reage de um jeito
A sensibilidade a esses alimentos varia de pessoa para pessoa. Condições como intolerâncias alimentares, digestão ineficiente e alterações hormonais (principalmente durante a menstruação) podem agravar o quadro.
Além disso, maus hábitos à mesa também influenciam. Falar muito enquanto come, usar canudos ou mascar chicletes aumenta a entrada de ar no trato digestivo, piorando a formação de gases.
Outro fator é a combinação de alimentos. Juntar, por exemplo, feijão com brócolis ou fazer sopas com vários ingredientes fermentáveis pode potencializar o desconforto.
Não é apenas a alimentação que influencia. Estresse, ansiedade, sedentarismo, noites mal dormidas e uso de certos medicamentos afetam diretamente o funcionamento intestinal. “A falta de atividade física diminui a motilidade intestinal, favorecendo o acúmulo de gases”, alerta a nutricionista.

Dicas para reduzir os gases
Para quem sofre com frequência, algumas medidas simples podem ajudar:
- Cozinhar bem os alimentos fermentáveis;
- Evitar frutas até 2 horas após as refeições principais;
- Mastigar bem os alimentos e comer devagar;
- Evitar ingerir líquidos durante as refeições;
- Usar enzimas digestivas, quando necessário;
- Incluir alimentos com probióticos (iogurtes naturais, kefir, kombuchá); e
- Consumir prebióticos, como fibras presentes em frutas, legumes e verduras.
“Dê preferência a alimentos menos fermentadores, como mamão, melão, morango, alface, escarola e abóbora”, recomenda a nutricionista.
Quando procurar um médico
Caso os gases venham acompanhados de dor abdominal intensa, inchaço prolongado, odor muito forte ou alteração no ritmo intestinal, o ideal é buscar avaliação médica para investigar possíveis disfunções digestivas ou doenças mais sérias.
<<Com apoio de informações/fonte: Global PR Consulting Assessoria de Imprensa / Camila Pal >>
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