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  • Unidade Armênia I pode receber até 496 pessoas e amplia a estratégia municipal de acolhimento com foco em autonomia, dignidade e saídas qualificadas

A Prefeitura de São Paulo inaugurou na tarde desta 3ª feira (23/12) a Vila Reencontro Armênia I, a 12ª unidade do programa municipal voltado ao atendimento da população em situação de rua. O serviço de acolhimento é inspirado no modelo Housing First (“Moradia Primeiro”).

Com a entrega do novo equipamento, a cidade alcança 3.332 vagas nas Vilas Reencontro implantadas desde 2022 e consolida uma política pública focada em autonomia e dignidade, que já resultou em 890 saídas qualificadas, que incluem moradia autônoma, reintegração familiar e inserção no mercado de trabalho. 

Com capacidade para até 496 pessoas, a  nova unidade amplia a capacidade de atendimento da rede socioassistencial da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS), com 109 módulos habitacionais, que possibilitam o acolhimento de até 496 pessoas.

A estrutura foi planejada para garantir amparo digno e temporário, aliado a acompanhamento social contínuo, permitindo que indivíduos e famílias avancem em processos de reorganização de vida, fortalecimento de vínculos familiares e comunitários e acesso a alternativas definitivas de moradia e geração de renda.

Equipamentos próximos

Nas proximidades da unidade Armênia I, funcionam ainda outros três equipamento similares: Vila Reencontro Pari, Vila Reencontro Canindé e Vila Reencontro Cruzeiro do Sul. A Prefeitura não informou sobre uma suposta unidade Armênia II.

Os critérios para acolhimento nas moradias transitórias são as informações do CadÚnico, as famílias em que as mulheres são as responsáveis, núcleos familiares com crianças e adolescentes e que estejam em situação de rua por um período de seis meses a 36 meses.

Em 2025, a cidade acolheu não apenas moradores da capital, mas também pessoas de outros estados e países, citando que, somente neste ano, 6.816 imigrantes foram atendidos pela rede socioassistencial municipal, sendo 3.180 vindos de Angola.

A municipalidade coloca o Programa Vila Reencontro como uma das principais políticas públicas da cidade voltadas à população em situação de rua. 

Estrutura das Vilas

As unidades contam com módulos habitacionais independentes, espaços de convivência, atendimento técnico especializado e ações voltadas à autonomia, inclusão social e reinserção produtiva.

Com a chegada da Vila Reencontro Armênia, o programa amplia sua capilaridade e fortalece a presença da política pública em territórios com alta demanda por acolhimento e proteção social.

Gestão

A gestão da unidade Armênia I será de responsabilidade do Instituto Pilar, Organização da Sociedade Civil (OSC) que atua na cidade de São Paulo, administrando 20 Serviços Especializados de Abordagem Social às Pessoas em Situação de Rua (SEAS), além de três Centros de Acolhida e três serviços da Proteção Social Básica, contribuindo para o fortalecimento da rede de proteção social do município.