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O Governo do Estado de São Paulo marcou para o dia 26 de fevereiro de 2025 o leilão da Parceria Público-Privada do Novo Centro Administrativo Campos Elíseos.
O processo irá definir a empresa responsável pela construção, operação e manutenção do complexo, que concentrará parte significativa da estrutura administrativa estadual na região central da capital.
O projeto é conduzido pela Secretaria de Parcerias em Investimentos, integrada ao Programa de Parcerias de Investimentos do Estado de São Paulo.
A proposta prevê a centralização de cerca de 22 mil servidores públicos, atualmente distribuídos em mais de 40 imóveis na cidade, em um único complexo formado por sete edifícios e dez torres.
O investimento estimado é de R$ 6 bilhões.
Como funcionará a concessão por 30 anos
A modelagem da concessão foi elaborada pela Secretaria de Parcerias em Investimentos, com apoio técnico da Companhia Paulista de Parcerias e coordenação da Secretaria Extraordinária de Projetos Estratégicos. O contrato terá duração de 30 anos.
O critério de julgamento do leilão será o maior desconto sobre a contraprestação pública mensal máxima, fixada em R$ 76,6 milhões.
A concessionária vencedora ficará responsável pela operação e manutenção do complexo durante todo o período contratual, incluindo serviços como limpeza, segurança e conservação predial.
O projeto arquitetônico foi selecionado por meio de concurso público nacional, que registrou número expressivo de inscrições. A proposta vencedora é do escritório Ópera Quatro Arquitetura, que será contratado pela concessionária para desenvolver os projetos básico e executivo.
Mudanças previstas na região dos Campos Elíseos
A implantação do novo centro administrativo prevê alterações urbanísticas no entorno do Palácio Campos Elíseos. O Terminal Princesa Isabel será desativado no local atual e transferido para a Avenida Cásper Líbero, nas proximidades da Estação da Luz.
O projeto também envolve desapropriações de imóveis residenciais. Segundo o Governo do Estado, haverá acompanhamento e assistência à população impactada pelas intervenções.
A requalificação urbana inclui o restauro de 17 imóveis tombados e a ampliação superior a 40% das áreas verdes do Parque Princesa Isabel. Estão previstos ainda 25 mil metros quadrados de fachadas ativas destinadas a comércio e serviços, com o objetivo de estimular o uso misto da região.
Um novo terminal de ônibus será construído com integração à Estação da Luz, conectando linhas de metrô e trens metropolitanos.
Empregos e certificação ambiental
De acordo com as estimativas oficiais, a fase de obras poderá gerar cerca de 38 mil empregos diretos e indiretos. Após a conclusão do complexo, a expectativa é de criação de aproximadamente 2,8 mil postos formais no comércio e nos serviços do entorno.
As edificações deverão atender ao padrão internacional de certificação ambiental LEED Gold, com adoção de soluções voltadas à eficiência energética, conforto térmico e desempenho ambiental.
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